Estudo conduzido pelas universidades de Cambridge, Princeton, New Jersey e Washington avaliou o total de visitantes anuais nos parques nacionais em vários países em 8 milhões.   Estimam que possam gerar receitas de 600 bilhões de dólares a cada ano.

O Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas estima que essa assombrosa quantidade de visitantes por ano ilustra o valor dispensado pelas pessoas em conviver com a natureza.

Nos EUA as áreas protegidas recebem 3 bilhões de visitantes por ano.  59 parques nacionais receberam 273.6 milhões de visitantes em 2013.
O Canadá tem 42 parques nacionais.

No Brasil são 69 parques nacionais; 26 abertos à visitação, mas apenas 18 controlam a entrada de visitantes e têm infraestrutura adequada.
Segundo estudo da ONU poderiam render R$1.8 bilhões em turismo para as regiões onde estão situados, mas falta dinheiro para infraestrutura básica, manutenção e pagamento de funcionários.

Em 2014 a administração do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, anunciou a demissão de quase todos seus funcionários por falta de verba.  Esse parque tem relevância mundial pela quantidade de inscrições rupestres preservadas.

Em 2012 os Parques Nacionais de Foz do Iguaçu, no Paraná e da Tijuca, no Rio de Janeiro, receberam mais de 3 milhões de visitantes.

No Brasil, não se dá a devida importância às reservas naturais e as verbas destinadas à implantação e manutenção são insuficientes.  A despesa anual dos parques exigiria uma verba de R$189 milhões.  Mas as áreas de preservação “nunca foram prioridade política e a população, em geral, também não sabe o que é um parque nacional e seus objetivos, em especial, na preservação da biodiversidade”, opina Maria Tereza Pádua, membro da comissão mundial de Parques Nacionais da União Internacional para a Conservação da Natureza dos Recursos Naturais.

De acordo com Organização Mundial de Turismo, o turismo de natureza é o segmento que mais cresce no mundo, e sua procura é uma tendência mundial.

Mas no Brasil…ficamos na vontade, as opções de visitação de parques são ainda limitadas.  Para os campistas mais ainda, nenhum deles tem áreas de acampamento organizadas.

Quando conhecemos os números relativos à visitação e às estruturas dos parques em outros países nos perguntamos: quando chegaremos lá?

Fontes:  Tourism Review; Dados do ICMBIO

Luiz Edgar Tostes

 

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Colunista: Luiz Edgar Tostes
Administrador, diretor da ABRACAMPING, membro do grupo de caravanistas “Gaviões do Planalto”. Campista desde 1970. Além do Brasil, já viajou de motorhome nos EUA, Europa e parte da América do Sul. leptostes@gmail.com