A dependência das pessoas ao Facebook -“face” para os íntimos – ao App e outros programas de comunicação direta virou uma neura.  As pessoas deixam de interagir diretamente, olho no olho, para fazê-lo remotamente via smartphone ou tablet.

“Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha?”
(Luiz Fernando Verissimo)

É o que vemos diariamente em qualquer local – nas conduções, restaurantes, caminhando nas ruas e até dirigindo irresponsavelmente.  Passam a viver um “mundinho” próprio deixando de participar do ambiente em que estão inseridas, vivendo permanente relacionamento virtual.  Está se transformando em neurose tecnológica que pode levar aos consultórios de psicólogos, dependendo do grau de dependência.

“O vicio tecnológico é um problema sério, semelhante às dependências químicas”, alertaram especialistas no recente Congresso da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Tenho lido depoimentos de pessoas que manifestam sua aflição se acordarem e não forem ver suas mensagens.  Esqueceram de mim?

A escravidão “aos botões” começa desde cedo com os jogos na internet.

“Criança, hoje, não brinca na rua.  Passa o dia com os botões. É por isso que a gente não tem outro Joaquim Cruz”.
(Dona Lídia, mãe de Joaquim)

Será que a futura interação entre pessoas será apenas por via indireta, he,he,he ou tchau, tchau, na tela?
“Em geral os internautas mais novos usam as redes sociais para se comunicar e esquecem que aquilo não substitui uma conversa verdadeira, a amizade real, ficar junto de alguém.”
(Mathieu Ricard – Veja 8/10/2014)

Será que os objetos de desejos deixaram de ser a “gatona” ou o “gatão” para ser o Iphone 6 ou 7?

 

Luiz Edgar Tostes

 

 

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Colunista: Luiz Edgar Tostes

Administrador, diretor da ABRACAMPING, membro do grupo de caravanistas “Gaviões do Planalto”. Campista desde 1970. Além do Brasil, já viajou de motorhome nos EUA, Europa e parte da América do Sul.
leptostes@gmail.com