Alguns Depoimentos…Comentários sem compromisso de campistas sobre o veículo.do bode e do jumento para mitigar o sofrimento das pessoas que vivem nessas regiões. Por incrível que pareça, existem ilhas de prosperidade na caatinga, com áreas extensas com agricultura de alto nível, em razão dos projetos de irrigação. Conheci também o litoral da Paraíba, Bahia, Sergipe e Espírito Santo e as Serras de Minas Gerais, lindos. Quanto à Safari, por onde passa chama a atenção, as vezes chega até a causar um certo constrangimento, pois onde parávamos, formava-se um grupo de curiosos em torno dela. O interessante que as pessoas dessas regiões sempre perguntavam se estávamos vendendo alguma coisa, era difícil entender que se tratava de um passeio. Durante todo esse trajeto vi apenas uma dupla de motor home argentinos no Espírito Santo e um motor home no interior da Bahia.

Quanto a minha Safari, fiquei surpreso com ela, durante todo esse percurso ela nem tossiu. Foi e voltou sem apresentar nenhum problema mecânico. O grande inconveniente são os ventos, visto que na caatinga e em zonas litorâneas me senti um pouco castigado em mantê-la na pista. Conclusão que tirei: folga na direção nem pensar. É preciso manter o sistema de direção em condições perfeitas. Outra questão que me passou um pouco de insegurança foi o freio. Como a minha Safari ainda tem o sistema de lonas na frente, a frenagem fica difícil, principalmente com chuva. Nas serras de Minas, com longos declives e curvas acentuados realmente me assustou. O motor comportou-se muito bem, em nenhum momento tive problema de aquecimento e tive que repor apenas 1,5L de óleo no cárter, considerando uma troca de óleo de 5000km durante o trajeto. Outro aspecto que me deixou um pouco apreensivo foi o fato de não existir camping em nenhuma das localidades por que passamos. Digo apreensivo pois esse fato restringe a possibilidade de se instalar adequadamente, principalmente em se dispor de energia elétrica e segurança. Quanto à segurança, eu e Marlene resolvemos “desencanar”. A única situação mais preocupante foi em João Pessoa, na praia de Tambaú, onde um grupo de adolescentes encostaram na Safari para fumar maconha durante a noite mas sem nenhum problema. Quanto ao consumo de combustível, ficou em uma média de 7,5km/L. Achei razoável, porém o “meu sonho de consumo” seria de 10km/L, aí tudo seria perfeito.

Bem, é isso aí amigos safaristas, um grande abraço a todos.

Quincas – Campinas-SP

 

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CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. “O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza.”