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Questionaram-me se não era muito caro passar meses viajando por aí num motorhome. Bom, pode ser, e pode não ser. Seja como for o caro ou barato depende de muitos fatores, entre eles dos rendimentos do motorhomeiro, do estilo do viajante, e do modo como o faz.
Talvez a melhor maneira de ver isso seja examinar um exemplo hipotético. Assim, para alguém com uma renda mensal de 100 Salários Mínimos talvez nada seja muito caro, já para quem recebe apenas 3 SM de aposentadoria pode ser apertado, mas não impossível.

Tambem, um motorhome pode ter 14 metros de comprimento, três aparelhos de ar condicionado, hidromassagem, lareira, etc (e muito, muito mais ainda!). Enquanto outro pode ter só cinco ou seis metros e usar ventilação natural.
Ou o viajante escolhe fazer a maior parte, senão todas, as refeições fora de casa, enquanto outro prefere colocar a cozinha de sua casa móvel para funcionar regularmente.
Um gosta de circular muito rodando centenas de quilômetros a cada semana, curtindo um ou dois dias cada lugar e depois se deslocando para o próximo destino. E de outra parte haverá aqueles que buscam encontrar uma bela e gratuíta paisagem nela permanecendo por dias ou semanas. Há os que socializam muito, frequentam lugares sofisticados e sempre descobrem festas para agitar. Mas também tem os que preferem estar a sós, ou a dois, desfrutando de uma convivência mais privada.

Na verdade a vida em uma casa que anda pode ser bem parecida com a da casa fixa. Quem ganha muito tende a gastar mais, e quem ganha pouco, menos. Ou seja, é forte a tendência para se reeditar o estilo de vida que já se tinha antes – a menos que o viajante planeje uma mudança, já que muitas pessoas do meio optam por uma vida mais simples e uma maior interação com as pessoas em si sejam familiares ou gente que conhece na estrada.

Agora, o bom é que um dia de vida na estrada nunca é igual a outro. A toda hora há uma paisagem nova, algo interessante para ver, culturas diferentes, alguém que se conhece aqui e ali, um encontro casual com outros motorhomeiros que estão na mesma região e passam a fazer parte do nosso convívio por alguns dias ou muitos, familiares que nos admiram e vem nos visitar e compartilhar um trecho da viagem conosco. Enfim, como diz o rei Roberto Carlos: são tantas emoções!

 

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CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."