Há alguns tipos de fogareiros elétricos, mas é preciso pesar algumas características importantes.

O modelo é muito parecido com os fogareiros de mesa, apenas com a diferença da boca. Alguns modelos possuem resistências comuns (molas espirais) e outros resistência “blindada”. Esta é mais resistente, por exemplo a pingos de água ou impactos repentinos que levam as resistências comuns a se partirem. Alguns modelos de resistência comum possuem uma canopla de proteção exatamente para este fim.

Além de exigir que haja energia elétrica no camping, poucos deles fornecem potência suficiente, retardando o seu jantar e causando empecilhos para o seu vizinho campista.

A Maioria dos campings fornece energia elétrica 220V, por isso prefira equipamentos nesta voltagem. Dificilmente seu transformador terá potência de mais ou menos 1000W e se for utilizar uma extensão, que seja sempre igual ou mais grossa que o fio do próprio fogareiro.

Geralmente os acampamentos fornecem a energia fraca, pelo alto contingente no local. Isso retardará mais a sua refeição. Na grande maioria dos estabelecimentos, é vedado o uso de aparelhos de resistência pura.

Se nenhum desses empecilhos existirem, o desempenho dos fogões elétricos é muito eficiente, sem levar em conta, claro, a ideia de economia de energia. Aparelhos com voltagem 110V costumam exigir uma corrente elétrica na faixa dos 4A a 5A (Ampéres). Se foram 220V, esta cai para 2A a 2,5ª.

Outra questão técnica a ser colocada aqui é a relação de diferença de voltagem. Alguns campings fornecem energia elétrica em 110V. No caso de se utilizar fogareiros elétricos de 220V na tomada 110V, não haverá perigo nenhum de avaria no produto, mas o calor produzido por ele não será apenas a metade de sua potência normal e sim 1/4. Resumindo, um fogareiro de 2000W de potência em 220V só terá 500W se ligado na tomada 110V. Obviamente devemos ressaltar que equipamentos 110V ligados em 220V terão suas resistências queimadas. Sejam elas blindadas ou não.

 

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CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. “O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza.”