Responder a: Expedição Baumeister Patagonia 2016 – MaCamp

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Odair Teixeira
Odair Teixeira
Participante

Previously …E tome-lhe estrada…

Acordamos mais um dia cedinho. Já é o 5 dia. A tripulação já começa a reclamar. O mal humor começa a afetar as relações. Comentários edificantes como “caramba, como este lugar é longe…, mais um dia rodando e ainda não chegaremos, faltará mais xxx km depois de hj” todos estes comentários edificantes fazem com que o piloto da expedição coloque um sorriso feliz na cara e diga para si mesmo ” Hoje vamos rodar 1200 sem parar para mijar..” Este é o verdadeiro espirito desbravador impregnado no coração de um bom campista. “Vão todos à m…da”…

Seguimos na pistinha simples da Ruta 5, que é estreita, mas muito comprida. A meta é alcançarmos Piedra de Aguila no final do dia. Para isso temos que rodar 1100 km e voltar pro plano original. Saindo cedinho, antes das 7 é possível rodar 500 km antes do almoço e mais 500 ou 600 depois do almoço, se tudo der certo.

O visual do sul da Argentina é lindo. Muitas fazendas de soja, girassol e outros grãos que não reconheço porque não sou engenheiro agrônomo para entender de agricultura. Se tivessm plantado pé de pistão, biela, válvula, virabrequim, eu reconheceria todos…

Paramos num recuo da Ruta 5 quando adentramos a Provincia de Los Pampas. A paisagem muda radicalmente. Paramos para realizar o que eu chamo de “BIO-Break”. A natureza exige. Aproveitei para tirar umas fotos. É interessante como existem estes espaços nas Rutas para as pessoas pararem. Vimos um casal de idosos parar, tirar umas cadeirinhas, mesinha, cesta de vime e colocar um vinho, uns frios e fazer um pick nick por ali mesmo. É comum ver caminhoneiros parados pelo caminho tirando uma “siesta” de boa no meio do nada.

Pelo jeito as transportadoras daqui ainda não entraram na paranoia brasileira de entregar Just In Time, onde os caminhoneiros varam a noite cheirados, tocando 24hs sem dormir a 120km/h para chegar no horário.

A cena do casalzinho não me saía da cabeça. Como é bom viver num lugar onde vc pode parar no meio do nada e não se preocupar que algum nóia te assalte ou provoque alguma violência. Para quem vive e trabalha em SP, isto é quase uma cena de ficção científica.