Responder a: Expedição Baumeister Patagonia 2016 – MaCamp

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Odair Teixeira
Odair Teixeira
Participante

Previously on Lost … Pontualidade Germanica..

Acordamos cedo e preparamos tudo para partir, prontos para deixar para trás a cidade de nome exótico de Picun Leufu. Lembrei que no estado de SP também temos umas cidades de nomes bem zoados, como Bofete. Dizem que tentaram fazer um plebiscito para mudar o nome da cidade, mas acabou não rolando. Imagino quais seriam as opções a) Tabefe b)bolacha….Mas enfim, voltando ao relato, cedinho já estávamos zarpando. A ventania da noite passada acalmou e a manhã estava linda, com temperatura agradável. Poucos metros depois do posto havia mais uma barreira sanitária. Como ainda nem eram 07:00 da manhã, a barreira estava fechada. Passamos mais uma sem sermos importunados. Mais alguns km adiante e começamos a avistar as formações rochosas que nos avisavam que Piedra del Aguila estava adiante.

Chegamos em Piedra del Aguila por volta das 10:00 da manhã. Realmente o Dardo tinha razão. Este trecho tem que ser feito durante o dia. A paisagem e as formações rochosas são lindas.

Paramos no posto YPF na entrada (e poucos metros a frente estava a saída) da cidade. Estava bem movimentado com ônibus indo e vindo da região de Bariloche.

Descemos e enquanto as meninas iam ao Toalete retocar a maquiagem, eu fui abastecer. A loja de conveniência estava lotada. Um nativo gaiato se aproximou e comentou com o colega ” che, pelotudo, mira el tamaño de la casila. Ese tipo trajo un hotel entero para viajar. Mira la patente dónde viene. Oh, solo tiene que ser un brasileño boludo…” Aí eu falei “Buenos dias, me llamo boludo…” Caímos na risada… O mais engraçado foi os dois explicando o melhor caminho para fazer o circuito dos sete lagos. Cada um tinha uma rota preferida e tentavam me convencer que cada uma era melhor que a outra. “Che boludo, hacer así no lo conviene, mirá …” acabei deixando os dois brigando e voltei pro comboio.

Aproveitei para dar uma olhada geral no Imperial, já que no dia anterior eu havia passado no S do Fangio em Neuquem e havia sentido uma pancada metálica. Não reparei nada na fuselagem, rodas, bequilha … Mas inspecionando com calma, vi que a sapata traseira esquerda estava com um arranhão grande. Deve ter sido ali que a barra de ferro tenha pegado.

Pegamos a estrada novamente e poucos quilômetros já havia uma subida considerável. Um inconveniente eram os afundamentos por trilho de roda.

Este trecho foi felto em baixa velocidade media, já que os caminhões eram muito lentos e eu ficava logo atrás deles, já que a fila atrás se formava e os Hermanos não tem nenhuma paciência em ficar numa fila, tal qual os brasileiros.

Mais alguns quilômetros e a paisagem mudou de vez. Já era possível avistar a cordilheira dos Andes e a visão dos lagos era linda. Um azul fantástico, contrastando com a aridez da paisagem.

O GPS apontava que Confluencia Traful estava a frente. O visual ficava parecido com os cânions do Arizona. Paramos no posto ACA YPF em Confluencia para tirar algumas fotos da paisagem.