Responder a: Expedição Baumeister Patagonia 2016 – MaCamp

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#81100
Odair Teixeira
Odair Teixeira
Participante

Previously on Lost….. Lombada Andina não se passa por cima, se escala

Nos encontramos num lugar paradisíaco, com o esplendido lago Nahuel Huapi à nossa frente. Almoçamos rapidamente, descemos e tiramos umas fotos lindas ( fotos acima) e voltamos para a estrada, onde o comboio se reuniu em direção a Villa La Angostura.

O trajeto foi tranquilo, com o Dardo liderando o comboio e os quatro trailers puxando uma fila de argentinos injuriados que se perguntavam por que raios 4 casilas rodantes com patente do Brasil estavam ali puxando aquela fila.

Adentramos a Villa, que nos impressionou pela beleza e pela arquitetura que lembra construções suíças, como as que eu vi no Tirol, na Austria.

A Ruta 40 leva ao centrinho de Villa La Angostura, que parece o centrinho do Capivari em Campos do Jordão, só que bem melhor. Pensando bem, Campos do Jordao não tem Cordilheira dos Andes, nem Lago Nahuel Huapi, nem postinho ACA. Então, Villa La Angostura não se parece em nada com Campos do Jordao.

Alem da arquitetura de madeira (tudo é feito em estruturas de madeira, lindo), as montanhas e o lago Nahuel Huapi compõem um visual único. A única coisa que lembra Campos do Jordão é o preço das coisas. E só.

No cruzamento da Ruta 40 com a avenida havia um posto ACA, que apontava uma fila para abastecer. Aprenderíamos que a galera deixa para abastecer sempre nos mesmos horários e os postos não tem tantos frentistas como aqui. Aí sempre gera uma fila. As vezes falta combustível também.

Bom, tomamos o acesso a direita e seguimos em direção ao camping Cullunche (Universidade de Uncuyo). O trajeto sugerido pelo GPS era de seguir um pouco mais a frente e adentrar lateralmente, mas como nosso Der Kommandant pegou “às dereita” e lá fomos nós, em uma estrada de terra batida, com uma poeira vulcânica (fina que parecia cimento Portland), por poucos quilômetros. Já estávamos há menos de 1 km do camping Uncuyo quando nosso Der Kommandant passou com o Guanaco em uma elevação e na hora me gelou a espinha. Estava na dúvida se aquilo era uma lombada ou se era uma extensão de uma montanha.
O Thomas passou e o Bagualito raspou as patas traseiras.
Se era uma lombada, provavelmente o Alcaide enterrou a família e aproveitou para fazer uma cova coletiva, imaginei. Deve ter duas gerações enterradas ali.
Parei a Hilux, olhei pelo retrovisor e vi o Polini parado esperando. Coloquei em marcha e segui lentamente, lembrando da cena do Titanic qdo raspa no Iceberg .
Por causa da longa distancia entre o engate de bola e os eixos , aquele “Cerro Jr” ia ser aplainado pelo chassis do Baumeister e provavelmente as caixas seriam atingidas.

Toquei em frente e senti a vibração transmitida pelo engate e o ruído de algo raspando na terra. Quando terminei de passar e olhei pelo retrovisor, vi o Polini pedindo para parar, com um vazamento de agua que saía da caixa de agua servida. A raspada no Cerro Uncuyo entortou os parafusos que suportavam a caixa de agua servida, além de arrancar o cotovelo e a mangueira de descarga de agua servida. Raspou também a rodinha da bequilha, a caixa de agua potável e a parte de tras até as sapatas.. Mas dentre todos os prejuízos, somente quebrou o cotovelo da saída da caixa. Dava pra reparar fácil.
Os parafusos eu susbstituiria quando chegasse ao Brasil.

A entrada do camping se dava por uma alameda bonita, com arvores altas, porém um pouco estreita e com muita poeira.

Estacionamos na área destinada aos trailers e mal saímos para avaliar as opções, já ouvi a voz da Neiva reclamando da poeira e que o camping era “Uncuyo”, que o tênis estava sujo de poeira cinza e que iniciaria um motim para voltar pros Baqueanos.
Acho que o cansaço fez alguns integrantes perderem a paciência, mas logo tudo se acalmou.

Estacionamos dois trailers de cada lado e a gang brasileira dominou o fundo do camping.

Lago no fundo do Camping

Torcedores do Corinthians