Responder a: Patagonia 2016: Expedição MaCamp de Trailer.

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Capt.A330
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Participante

Pois é Alex, a turma é de doer…Abraços!

Segunda-feira, 08/02/2016.

Após uma curta noite (mal) dormida no carro no estacionamento dum posto Copec (vou enviar uma sugestão para a Nissan, para as próximas Frontier vir com bancos que se transformem em camas de casal e banheiro com chuveiro no cockpit), acordamos cedo, e com o dia sem ter visto o sol ainda, continuamos em direção norte pela Panamericana Sur 5 até Frutillar, onde viramos à direita para pegar a U-55-V para Puerto Octay, um pouco mais para frente virar à direita de novo na U-99-V, percorrendo uma curta distancia, e então, virar à esquerda na U-775, refazendo a partir de lá, o caminho que fizemos na vinda, retornando para a fronteira dos dois países, na proa de Villa La Angostura, onde o Guanaquito se firmava como uma promessa tangível de banho e cama de verdade.
Na subida para atravessar o Paso Cardenal Samoré, voltamos a ver a tristeza da vegetação devastado pela erupção do vulcão Puyehue em 2011 (veja nesta coletânea de fotos como foi terrível) https://www.youtube.com/watch?v=PBdoPccbiBM , e pelas fotos, dá para ter uma ideia de como foi o impacto da erupção em toda a região, com os ventos predominantes levando as cinzas para o leste, em direção ao Atlântico, chegando no Brasil, e até na Austrália!
Bem, a natureza nos mostrava como pode ser violenta, e o insignificante que nós somos…mesmo com toda essa violência e destruição em 2011, a vegetação recomeça seu ciclo, e já podemos ver as árvores começando a nascer na região, assim como o retorno de pássaros e outros representantes da fauna local, o que nos dá uma nova dimensão do eterno ciclo desta natureza que nós, como Campistas, amamos e respeitamos…ficamos um bom tempo no limite de ambos países, admirando e fotografando o local, as cinzas e as montanhas, com Priscila, Susana e Fabrício ajuntando cinzas do vulcão como lembrança da passagem deste lugar tão especial, e depois de um bom tempo de parada, continuamos em direção ao posto da Aduana de Argentina, distante uns 17 km ainda.
Os tramites alfandegários foram mais rápidos desta vez, e aproveitamos quando saímos do Chile, no posto alfandegário deste Pais, fazer a Carta Verde para nossos Trailers, já que não tínhamos ainda, e assim evitar os problemas com a famigerada policia de Entre Rios, e de fato, não mais tivemos problemas com eles; aproveitamos para comprar e comer alguma coisa, para aguentar até chegar em Villa La Angostura.
A pesar do cansaço da noite mal dormida, não podíamos deixar de admirar o exuberante da vegetação que renasce na medida que nos afastávamos da região do vulcão Puyehue, e no inicio da tardinha, estávamos de volta em casa; gente, não podem imaginar à alegria de ver o Guanaquito…sim, dei um abraço no Trailer e um beijo de saudades inatingíveis, enquanto sussurrava palavras de amor incondicional e juras de amor eterno…e se pensam que sou doido, podem estar certos, más…do meu lado, tinha um cara de barba abraçado no Bagualito, de olinhos fechados, bochecha colada na chapa de alumínio, murmurando…”me perdoa se alguma vez falei mal de você…eu te amo…” Imagino que no setor oeste do Acampamento, teve reações similares. Bem, apos a leve crises de ciúmes das mulheres, estas também reconheceram que estavam morrendo de saudades dos “Bichanos”…foi uma correria para tomar banho, trocar de roupa e se deitar numa cama de verdade…como sempre, o ser humano, bicho esquisito, parece que dá valor a suas coisas quando não mais as tem…e lá, já de banho tomado, de roupas limpinhas, deitados na camas do Guanaquito, divagamos sobre os acontecimentos recentemente passados, e vimos que um RV não é só uma conveniência ou uma comodidade…é mesmo uma formosa opção de viver, rodar e morar, pois mesmo com dinheiro para ir num Hotel 5 estrelas, as vezes, mesmo assim, você pode não ter vagas, como foi nosso caso…e se faltava alguma coisa para considerar e apreciar nossa casa com rodas, definitivamente, agora não falta mais.
De tardinha, após “la siesta”, fizemos um passeio no centrinho de Villa la Angostura, para comprar alimentos e vinho, o que nos permitiu uma janta regada a Malbec, que na intimidade do Trailer, teve um sabor tão especial, quanto inesquecível…amo de paixão esse meu Guanaquito!
Bem, fazendo a “contabilidade do passeio”, achei que o sacrifício de uma noite mal dormida no carro, foi um preço pequeno pela maravilha de poder levar todo o pessoal ao pé do Vulcão Osorno, os passeios da região, as estradinhas pitorescas do Chile na Región de los Lagos com sua beleza toda especial, pela comida local, e especialmente, pelas fantásticas paisagens vistas e curtidas…pois é, para quem é Campista de verdade, o preço foi muito barato; também, sendo práticos, ficou uma maravilhosa lição: nunca se separe da sua casa com rodas!
Percurso do dia:

https://goo.gl/maps/ydgdaYHF5dM2

Amanha tem mais.

Lembrando, se desejar ver a foto ampliada e em detalhes, é só “clicar” com o botão direito do “mouse”, e “abrir imagem em uma nova guia”, onde a foto vai aparecer noutra página.

As fotos de Isa.

As arvores queimadas pela erupção do vulcão.

Uma tristeza só…

Chegando na divisa Chile-Argentina.

A vida resiste…uma arvorezinha nascendo entre as cinzas; bela foto de Isa, carregada de significado.

Neiva e Fabrício na divisa entre Chile e Argentina.

As nuvens encobrindo rapidamente os cumes dos Andes.

Beti fotografando a divisa.

Na Cordillera de los Andes.

As flores da montanha…a vida renasce após a erupção do vulcão.

Minhas fotos.

A estrada no Chile, no retorno, e as arvores queimadas…

Na divisa, entrando no Parque Nacional Nahuel Huapi, na Argentina.

Ubicação da divisa.

Ajuntando cinzas vulcânicas para lembrança.

Estacionamento na divisa coberto com as cinzas de 2011.

Marco de fronteira entre Chile e Argentina na Cordillera de los Andes.

As cinzas na fronteira.

Como diriam os locais, “Turistas brasileños pasando frio en la frontera, por supuesto…”

A 41 km para chegar no Guanaquito…

Continua…