RE: Aerodinâmica

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Capt.A330
Capt.A330
Participante

O meu ‘post” sobre o defletor aerodinâmico: Bem, sobre o “wind deflector”: é um projeto simples, que montei a partir de experiência aeronáutica, com conhecimentos gerais sobre aerodinâmica, e observação de diversos projetos similares, obtidos da internet, em especial de matérias de USA e UK (tem para vender nos sites de campismo desses e outros países), alem da observação de modelos na Argentina, onde são mais populares, em razão dos ventos fortes da Patagonia,e a ampla utilização dos Trailer, quando comparados conosco, em especial com carros menores. A utilização depende do tipo de rebocador, sendo os mais indicados os veículos de teto alongado, como as peruas, monovolumes, furgões, SUV, etc, e nas camionetas, as que tem cúpula ate o limite da carroceria, pois quanto mais perto o aerofólio do Trailer, melhor rendimento aerodinâmico terá. A ideia é simples, resulta em direcionar o fluxo de ar que “corre” sobre o teto, e desviar lo suavemente para cima do teto do Trailer, de maneira tal que o Trailer vai no “vácuo” do rebocador, reduzindo bastante o impacto do ar no Trailer, gerando menor arrasto aerodinâmico, em especial com fortes ventos de proa, e dissipa em parte as correntes de ar semi laterais produzidas pelas passagens de veículos de grande porte que geram turbulência no rebocado. A ter em conta, o aerofólio não debe ultrapassar a largura do teto, para não cometer uma infração penal, e a curvatura que acompanha o formato da cabine, caso esta seja ligeiramente arredondada, serve para direcionar o fluxo de ar em parte para as laterais do Trailer. O angulo debe ser exato para o modelo de carro e Trailer a ser rebocado, para não ser perdida a eficiência; como falei anteriormente, um angulo muito aberto, fara que o fluxo de ar se choque com a fronte de Trailer, e muito fechado, sera um freio aerodinâmico para o rebocador, e também para o Trailer, pois vai gerar turbulência na fronte do mesmo. A medição do angulo de incidência foi fácil; coloquei um taco de madeira no teto da camioneta, e outro exatamente igual no teto do”Guanaquito”,onde termina a curva da parte frontal, e coloquei entre os tacos, uma ripa bem reta, e logo a seguir, medi o angulo formado pelo taco do teto da camionete e a ripa, com um transferidor comum, desses escolares; simples, porem preciso. A seguir, falei com um senhor que faze portões, grades, divisórias metálicas, etc., que embora uma pessoa simples, é muito habilidosa, e que conheço já faz vários anos; o difícil foi ele entender o quê e para quê eu queria isso! Quando eu desenhei e ele viu, ficou muito feliz! Bem, eu fiz com 8 parafusos, em pares, um na frente do outro,e coloquei uma borracha entre a capota e o defletor, e arruelas de borracha, metal e porca do lado de dentro da capota; sobre a capota, eu não me preocupei muito se a força exercida pelo impacto do ar iria rasgar a fibra, pois fibra é barata de se arrumar; sobre o teto do carro, o ideal seria prender o aerofólio a um rack, para não danificar o mesmo. O interessante é que debe ser fácil de colocar e tirar (nos dias que coloquei o defletor antes da viagem, muita gente debe ter coçado de mim, pelo “ridículo” do “cara” que debe pensar que sua camioneta é um Formula 1!) Eu optei por fazer metálico, com chapa fina galvanizada e pintura preta fosca, para abaratar os custos (custo total, 130 R$), já que era (e é!) experimental, mas imagino que pode se fazer de fibra, para quem sabe trabalhar a mesma. Como um “plus”, o aerofólio ajuda a manter a parte superior da frente do Trailer mais limpa, em especial dos insetos que impactam e grudam nela. Eu experimentei o mesmo na estrada, primeiro sem o Trailer, até a vel. de 120 kms/h, para ver se não teria reações adversas, e se manteve firme; não recomendo exceder muito esta vel., para não forçar a base do aerofólio contra o teto. Jairo estava comigo indo até Itu, sem o “Guanaquito”, na Castelo Branco, a 120 kms/h, e ele também não percebeu nenhum comportamento diferente com a camioneta. Repito, é um artificio simples, não esperem o consumo cair 30% ou mais, nem deixar de ter um pendulo a 130 kms/h; porem, ele ajuda, e por pouco que seja, é um projeto “green”, pois reduze a emissão de carbono na medida que reduze o consumo de combustível. Bem, por enquanto é isso; espero ter sido útil, sei que meu projeto é simples, e qualquer colega pode melhorar, e muito, o mesmo, e acho muito bom o fato de tentar aprimorar cada vez mais, pois todos sairemos ganhando, a cada novo melhoramento de eficiência no aerofólio que alguém conseguir. Estou aberto as criticas, ideias, e principalmente, aos conselhos de como melhorar meu artificio; grande abraço a todos!