RE: Expedição Bariloche de Trailer.

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Capt.A330
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Domingo 09/02/14: Domingo, dia de acordar um pouco mais tarde, amanheceu bonito, céu azul, então…vamos passear! Hoje vamos rodar por perto de Bahía Blanca, para um piquenique, e rumamos para uma represa a pouco mais de 60 kms., chamada Embalse Paso de las Piedras, que abastece de água a cidade, e que fica numa pradaria muito bonita, ideal para descansar. (Do quê mesmo que estávamos cansados? nem lembro mais… estou parecendo Odair na rede em Porto Seguro…affff) Eis que quando chegamos na entrada, uma placa avisando não entrar…justo nesse momento, aparece um carro do lado de dentro, e perguntei para o casal se podia visitar ou não, e eles me falaram para entrar e pedir permissão para o Guarda-florestal para ingressar ao lugar, com o comprometimento de não fazer fogo, por causa do lugar estar muito seco…ainda bem que eu não ia fazer churrasco… Entramos na vilinha do pessoal da represa para buscar o Guarda-florestal que seria o responsável pela autorização, mas não o encontramos; já que estávamos lá, decidimos ficar, e caso o Guarda nos interpelasse, tínhamos um plano de contingencia para o flagrante: Beti falaria em alemão e eu em português, para que ele soubesse que “estos pobres gringos no entienden nada, no saben leer en español, entonces voy a dejarlos quedarse …” Até ensaiamos para o evento, mas…nada do tal do Guarda-florestal aparecer…frustante… E se vocês pensam que esto é inédito, já aconteceu na outra viagem de Neiva falar em italiano e Beti em alemão para o pessoal da alfandega, quando queriam passar comida não permitida na fronteira entre Argentina e Chile, indo para Ushuaia…lamentável…quase vergonhoso… Falando serio, como de costume, é claro que nós cuidamos de não fazer fogo, recolher e levar embora todo o lixo produzido por nós, não danificar arvores nem nada que alterasse o médio-ambiente, nada de som alto…só descansar, e estendemos uma lona na grama, deitados na sombrinha debaixo das arvores, num dia quente, mas sem exagero, olhando o céu e nuvens entre os ramos e galhos, ficando quietinhos para ver as aves chegando pertinho da gente, e claro, uma “siestita, que nadie es de hierro”, embalado pelo suave ninar do vento sobre as folhas…eita vidinha mais o menos…que saudades dos anos que morava em São Paulo, a 1 quarteirão da Av. Washington Luiz e 2 quarteirões do aeroporto de Congonhas…calma, já passou, já passou! Na represa tem uma enorme colonia de Biguás (http://www.wikiaves.com.br/bigua ), que ficam se aquecendo e secando ao sol, enquanto descansam entre um mergulho e outro, e são exímios pescadores. Após o merecido descanso (??), no retorno, já que ficava no caminho, aproamos Cabildo, uma simpática cidadezinha, que parecia parada no tempo, e somada a que era Domingo, de tarde, parecia uma cidade fantasma…não se veia ninguém nas ruas, como se o tempo esvaísse devagar, numa preguiça secular e cultuada que lembrasse ecos difusos dum passado distante e sonolento (estou ficando poético…). Voltamos devagarinho no final da tarde para Bahía Blanca, num dia de muita preguiça boa. Percurso do dia: http://binged.it/1nvPj3b https://goo.gl/maps/8ZYr5 NO PASAR “Lo siento, yo no hablo español…” DSC01015_1280x960.jpg Eucaliptos. DSC01020_1280x960.jpg Sombrinha e vista para a represa. DSC01019_1280x960.jpg Gavião custodiando a represa. DSC03008_1536x864.jpg Outra vista da represa. DSC03041_1536x864.jpg Bom, até ela tinha direito a descansar… DSC01016_1280x960.jpg Muitos “Biguás” na represa. DSC03012_1536x864.jpg Mais uma dos Biguás. DSC03019_1536x864.jpg Estação de trem de Cabildo, Província de Buenos Aires, parada no tempo… DSC03043_1536x864.jpg Hora da “siesta” em Cabildo. DSC03045_1536x864.jpg Continua…