RE: Reboque de trailer de São Paulo a Mato Grosso

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Jandir de Teresopolis
Jandir de Teresopolis
Participante

Mário, seja bem vindo… Não tenho tanta experiência como o Dardo, que já percorreu uma distância pelo menos equivalente a umas cinco ou seis viagens à lua, mas já rodei quase uns 15.000 km e rodei pela primeira vez em maio do ano passado (ou seja, há bem pouco tempo). O que posso dizer: 1) Coloque pneus novos próprios para carga (oito lonas, pelo menos). Acho que os dos Turiscar são iguais aos que uso (o da Kombi), 2) Revise todo o sistema de freio, 3) Se possível, nivele a altura do engate (que tem que ser para rebocar transatlântico, como falou o Edintruder – eu sempre prefiro pecar pelo excesso de cuidado) com a altura do trailer (isso faz uma diferença danada – até para evitar que se force um dos eixos do trailer mais que o outro e faz uma diferença danada em estabilidade, evitando que o trailer fique dando “cabeçada” – o que chamam de pêndulo japonês), 4) E, EM HIPOTESE NENHUMA, passe dos 80 Km/h, mesmo que a Hilux te tente a isso. Principalmente em descidas, tome muito cuidado e não deixe embalar. Se houver alguma emergência, como alguém te dar uma fechada, um animal atravessar sua frente, um buraco que exija uma guinada rápida para evitar um estouro de pneu, por exemplo, se vc estiver a, digamos, 100 km/h, há uma grande chance de vc dar by by aos seu equipamento, e talvez até a este mundo… (acho que vou “apanhar” por falar isso, pois sei que tem muita gente aqui no fórum que pensa diferente, mas…). Para mim, viagem rebocando trailer é viagem que vc deve curtir devagar, apreciando a paisagem… Quanto à polícia, o que percebo é que o pessoal da PRF é bem atualizado e sabe das leis (nunca tive problema, e olha que já me pararam várias vezes – sempre foram educados e técnicos – todos verificaram as luzes do trailer – atenção com isso). O problema é policial estadual. Já me pararam em São Paulo e Paraná e tive que mostrar a lei, que sempre viaja comigo, pois me exigiram carteira “E” (ou seja, não conheciam a alteração na lei que liberou carteira “B” para trailer até 6 ton.). No Paraná fiquei um tempão parado até que o policial rodoviário estadual me liberasse, mesmo depois de mostrar cópia da lei. Ele pegou o texto, leu várias vezes, depois entrou no posto e aparentemente começou a fazer ligações telefônicas para confirmar a veracidade do que mostrei a ele, e só aí resolveu me liberar com a minha carteira, que é igual à sua “AD” para seguir viagem rebocando o trailer (já pensei até em tirar a “E” para não ter mais esse tipo de aborrecimento, mas ainda não sobrou tempo [$$$$$]). Quanto ao termo que você usou de “policial ruim”, digo que ainda não encontrei nenhum, mas sei que infelizmente deve existir, assim como certamente existe “médico ruim”, “mecânico ruim”, “caminhoneiro ruim”, “taxista ruim”, “funcionário público ruim’, “CAMPISTA RUIM”, etc… (mas realmente acho que todos esses “profissionais ruins” são exceções – mas ninguém pode garantir que não vá encontrar qualquer dessas pessoas ruins pela frente, coisas da vida…) Mas se estivermos andando de maneira correta as coisas ficam pelo menos um pouco melhores para nosso lado, acredito. Quanto aos pernoites em postos, já fiz muitos e nunca tive problema. Se tiver tempo, assista aos vídeos que fiz durante um na Via Dutra, dando algumas dicas; Estes e muitos outros vídeos sobre campismo, você pode assistir clicando AQUI. .