Uruguai de trailer 2015/2016

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GustavoN
Bloqueado

Seguindo então, na sexta-feira depois da virada de ano novo acordamos sem muita pressa, acertamos as contas, nos despedimos dos novos amigos, e saímos rumo ao Parque de Santa Teresa. O caminho mais bonito seria pela beira do mar, mas não queríamos encarar a muvuca que fica o trânsito em La Barra e Manantiales nessa época. É chato até pra passar de carro.. imagina de trailer. Então pegamos em direção a San Carlos para encontrar a Ruta 9. Nossa subida foi muito tranquila, apesar do movimento bem maior. A estrada era ótima, e o fluxo andava mais rápido do que nós, então era só colaborar para que o pessoal nos ultrapassasse quando possível. O único detalhe que me demandou um pouco mais de atenção foi o controle de combustível. Nós levamos três galões de 20 litros de diesel cada para termos uma boa autonomia quando andando pelo centro do Uruguai. Quando mudamos o rumo, pelos meus cálculos conseguiríamos sair do Uruguai sem abastecer, mas chegaríamos perto do limite. Então eu estava de olho na autonomia e no consumo. Ainda assim, resolvemos fazer uma visita a Punta del Diablo para o almoço. O povoado é uma praia muito pacata e um tanto alternativa pouco ao sul do Parque Santa Teresa. Achamos um bom restaurante ainda aberto bem no miolo do povoado, graças a atividade de praia do local. [attachment=8152][attachment=8153] Logo após o almoço saímos em direção ao parque. Logo na entrada os militares que controlam a portaria nos informaram de forma muito simpática que precisávamos fazer o registro antes de entrar. Pagamos 75 reais por adulto para acampar por até 3 dias.. Na verdade o custo é de 25 por dia, mas o mínimo são 3 dias. O que vimos depois disso foi talvez a maior surpresa da viagem. Como moramos relativamente perto, já sabíamos que Santa Teresa é um destino muito apreciado por campistas, e já tínhamos visitado o Forte antes, mas não tínhamos idéia da dimensão do camping e da quantidade de pessoas lá dentro. Eram km e km de barracas uma ao lado da outra, e um ambiente bastante amistoso apesar disso. Rodamos bastante antes de nos acomodarmos.. o camping possui parcelas bem delimitadas, e indicações claras de onde pode se acampar ou não. Algumas das zonas possuem eletricidade e pontos de água próximos, mas essas estavam lotadas, e também não nos pareceram os melhores locais. Depois de algum tempo rodando, demos a sorte de passar por um vizinho da garagem do trailer, que conhece toda a área. Não havia vagas perto dele, mas ele nos levou até um ponto muito agradável e onde ficaríamos ao lado de um outro vizinho de garagem. E por ali ficamos: [attachment=8154][attachment=8155] Dentro do próprio parque há infraestrutura de banheiros e pequenos mercados. Estavamos perto de um com o curioso nome de “Super Chato”: [attachment=8156] E com alguns minutos de caminhada chegavamos nessa linda praia: [attachment=8157] Gostamos tanto que acabamos ficando dois dias ao invés do que planejamos originalmente. Até rolou uma Paella a noite, com material de primeira e relativamente barato que encontramos em um dos mercados: [attachment=8158] O único inconveniente do período é que no local não tínhamos água nem eletricidade. Eletricidade não era um problema para nós, mas chegamos com o tanque de água com pouca água, e lá pelas tantas tive que dar um jeito de encher: [attachment=8159] Uma outra particularidade que não gostamos muito é que logo que a noite aparece todo mundo começa a fazer suas fogueiras. Em breve todo o parque fica coberto de uma névoa contínua que é na verdade fumaça coletivamente produzida. Esse fenômeno deve ser exclusivo desse período, com lotação muito alta. No todo, gostamos muito, ficamos um pouco fascinados, e com certeza voltaremos ao parque. Continua…