Expedição Baumeister Patagonia 2016 – MaCamp

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Este tópico contém respostas, possui 19 vozes e foi atualizado pela última vez por Neiva Lorencet Neiva Lorencet 1 ano, 6 meses atrás.

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  • #67240
    Paulo Rogério
    Paulo Rogério
    Participante

    Ralato excelente!

    Mais um na caçamba!

    Abraços,

    Paulo Rogério

    #67387
    Odair Teixeira
    Odair Teixeira
    Participante

    Previously on Lost…..

    Back on the road com o Ipod em modo shuffle tocando Sweet Home Alabama. Volta e meia rola um pequeno stress porque a Barbara pula uma musica que eu gosto ou eu pulo uma musica que ela gosta…Conflito de gerações.
    Mais uma vez, fomos parados pela Policia Caminera que vem direto ao ponto “Seguro Carta Verde da Casilla Rodante”. Minha vontade era pergutar ” Escuta aqui, eu comprei cambão, extintor, triangulo, lanterna, colete refletivo e mais o escambau e vc só quer saber da Carta Verde do Trailer?. Mas achei melhor manter a harmonia diplomática entre os países.

    Seguimos adiante, pagamos mais um pedágio que a medida que vai em direção à Buenos Aires, vai ficando mais caro. Assim me explicou o atendente quando perguntei porque o valor mudava de um para outro. Ainda tinha diferença no valor por ser horário de pico (08:00-11:00). O melhor é passar depois das 13:00hs. Tá todo mundo na “Siesta” e o transito fica mais tranquilo. Siesta é levado à sério naquela região. Quase uma instituição. Quase tudo fecha ao meio dia e só abre as 16:00hs. E assim seguimos em direção à Zárate, já chegando na região da grande B.S.A.S
    Estava curioso para passar na famosa ponte RodoFerroviaria Zarate – Brazo Largo sobre o Rio Paraná. São duas pontes idênticas, com a segunda com maior vão central.Esta ponte possui pilares muito altos, ultrapassando os 100m de altura para a passagem de navios cargueiros.
    Fiquei pensando comigo mesmo ” Como muitos caminhoneiros brasileiros passam por aqui, provavelmente algum já fez alguma m..da por aqui. É só dar uma olhada no Google Imagens pra ver pelo menos duas carretas brasileiras envolvidas em acidente.
    Devido a altura do tabuleiro, minha preocupação era de vento lateral, mas foi tranquilo. A rampa de subida possui um angulo de subida bem agudo. Deve estar no limite para os caminhões, que carregados, sobem lentamente.

    #67668
    nazafks
    nazafks
    Participante

    Opa, muito bom relato que passo a acompanhar com muito prazer a partir de hoje!

    Abracos,
    Nazareno Duarte

    #67818
    Odair Teixeira
    Odair Teixeira
    Participante

    #69077
    Odair Teixeira
    Odair Teixeira
    Participante

    Ponte Zarate

    Descendo a Ponte sobre Rio Parana Zarate - Brazo Largo

    #69079
    Odair Teixeira
    Odair Teixeira
    Participante

    Me diz se não dá um frio na barriga puxando um trambolho como o Imperial… Minha preocupação era unicamente vento lateral..

    Esta bagaça parece uma plataforma de lançamento quando vc se aproxima da cabeceira. A impressão é que o tabuleiro central foi dimensionado para permitir a passagem de um ônibus espacial de pé em cima de um navio cargueiro.

    Muito maneiro. Pelo menos não tem problema com motoristas de caminhão batendo na viga e parando o transito como em SP.

    PS: A opção Editar já está funcionando ! Valeu Pivari

    #69131
    Capt.A330
    Capt.A330
    Participante

    Belas fotos Odair! Posso colocar algumas nossas, assim, de “papagaio de pirata”?
    Abraços, e continuo acompanhando de perto!

    Dardo.

    #69240
    Neiva Lorencet
    Neiva Lorencet
    Participante

    Lindo Relato Odair.

    Estou amando.

    #69257
    Odair Teixeira
    Odair Teixeira
    Participante

    Dardo, vc pode fazer o que quiser. Até apagar o tópico é começar outro.

    Estava esperando o fórum estabilizar para continuar as pastagens. O Pivari está trabalhando na migração e não rola ficar postando enquanto ele faz a transição. Mas agora eu acho que já é possível continuar de boa.

    Prosseguindo….

    Passamos a bela ponte que liga Brazo Largo a Zarate e já na descida tem mais uma cabine de pedagio. Realmente, quanto mais perto de B.S.A.S, mais caro o pedagio.
    Logo depois da rotatória fica a imensa fábrica da Toyota, de onde saem as Hilux. Olhei pro painel e dei uns tapinhas no console dizendo “foi ali que vc nasceu minha cara”…

    Seguimos em frente passando pelas cidades com nome engraçado como “Open Door, Gowland, SuiPacha” e outras que veríamos mais a frente. Algumas nem conseguimos pronunciar direito.
    O objetivo era alcançar a Ruta 5 e seguir em direção à Patagônia.

    O acesso à Ruta 5 se dá em uma pontezinha de mão única que o Dardo havia recomendado prestar atenção com relação a preferência. Esperei todos passarem e quando arranquei, um “boludo” passou na frente da carreta parada do outro lado e travou tudo. Tive que dar um tranco no comboio para o “boludo” no Peugeot velho poder passar.

    Aliás, os boludos são espécies que habitam não somente o solo argentino como também o brasileiro. Diariamente aqui na Gde SP vejo muitos boludos que “manejam” da mesma forma.

    Enfim, seguimos adiante pela Ruta 5, passamos a quebrada de Lujan que foi exaustivamente ensinada pelo Dardo, pegamos a pontezinha dos boludos e seguimos com a proa apontada para o Sul. Buenos Aires estava ficando para trás.
    Já era final de tarde quando começamos a ganhar quilometragem na Ruta 5, quando resolvemos parar para jantar e descansar um pouco.
    Paramos numa Estacion de Servicio YPF 24h, muito bacana, onde abastecemos, descansamos um pouco, jantamos e a Wig achou um sorvete de Fanta na loja de conveniência. Tomamos o sorvete que parecia fanta congelada. Pelo menos não houve decepção, já que era o que esperávamos.

    Como o dia estava acabando, e ainda havia um restinho de luz, resolvi dar mais uma puxada de uma hora e parar perto de Trenque Lauquen. Mas mal começamos a rodar e tivemos que parar devido a um acidente na rodovia. Uma hora e meia depois, retomamos a viagem, mas como já passava das 10 da noite, resolvemos parar em 9 de Julio e pernoitar. Paramos numa estação de serviço da Petrobras, super tranquila.
    Abastecemos, estacionamos num pátio tranquilo, tomamos um banho, pijama e bora descansar.
    Trenque Lauquen fica para amanhã.

    #69265
    Odair Teixeira
    Odair Teixeira
    Participante

    Previously …E tome-lhe estrada…

    Acordamos mais um dia cedinho. Já é o 5 dia. A tripulação já começa a reclamar. O mal humor começa a afetar as relações. Comentários edificantes como “caramba, como este lugar é longe…, mais um dia rodando e ainda não chegaremos, faltará mais xxx km depois de hj” todos estes comentários edificantes fazem com que o piloto da expedição coloque um sorriso feliz na cara e diga para si mesmo ” Hoje vamos rodar 1200 sem parar para mijar..” Este é o verdadeiro espirito desbravador impregnado no coração de um bom campista. “Vão todos à m…da”…

    Seguimos na pistinha simples da Ruta 5, que é estreita, mas muito comprida. A meta é alcançarmos Piedra de Aguila no final do dia. Para isso temos que rodar 1100 km e voltar pro plano original. Saindo cedinho, antes das 7 é possível rodar 500 km antes do almoço e mais 500 ou 600 depois do almoço, se tudo der certo.

    O visual do sul da Argentina é lindo. Muitas fazendas de soja, girassol e outros grãos que não reconheço porque não sou engenheiro agrônomo para entender de agricultura. Se tivessm plantado pé de pistão, biela, válvula, virabrequim, eu reconheceria todos…

    Paramos num recuo da Ruta 5 quando adentramos a Provincia de Los Pampas. A paisagem muda radicalmente. Paramos para realizar o que eu chamo de “BIO-Break”. A natureza exige. Aproveitei para tirar umas fotos. É interessante como existem estes espaços nas Rutas para as pessoas pararem. Vimos um casal de idosos parar, tirar umas cadeirinhas, mesinha, cesta de vime e colocar um vinho, uns frios e fazer um pick nick por ali mesmo. É comum ver caminhoneiros parados pelo caminho tirando uma “siesta” de boa no meio do nada.

    Pelo jeito as transportadoras daqui ainda não entraram na paranoia brasileira de entregar Just In Time, onde os caminhoneiros varam a noite cheirados, tocando 24hs sem dormir a 120km/h para chegar no horário.

    A cena do casalzinho não me saía da cabeça. Como é bom viver num lugar onde vc pode parar no meio do nada e não se preocupar que algum nóia te assalte ou provoque alguma violência. Para quem vive e trabalha em SP, isto é quase uma cena de ficção científica.

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