Jornal do Comércio do RS Aponta Campings como Alternativa Para as Férias
 
Em reportagem da jornalista Adriana Lampert, o Jornal do Rio Grande do Sul, a matéria aponta a concorrência do tipo de hospedagem frente aos demais e sua real viabilidade diante da demanda. Proprietários entrevistados também citam diversas características do campismo e seu convívio. Confira:
Campings são alternativa mais barata para as férias

Em meio a um mercado crescente de apartamentos e casas para locação no litoral, que, junto com hotéis e pousadas, são procurados por veranistas para a temporada de férias, o segmento de campings resiste bravamente. A demanda é tão alta entre dezembro e a primeira semana após o Carnaval, que mesmo que no inverno haja baixa de ocupação, o negócio se torna sustentável, garante a empresária Marli Teresinha Marçal, proprietária do Camping Beira Rio, localizado de frente para o rio da Madre, na Guarda do Embaú (SC). “O alto mesmo é no Réveillon. Este ano, recebemos 700 pessoas neste período, sendo que tinha gente de 17 países diferentes.” A virada para 2015 reuniu gaúchos, paulistas, cariocas, paranaenses, africanos, angolanos, canadenses, australianos, alemães, americanos, entre outros, em uma espécie de “grande família”, em que a maioria era de viajantes conhecidos como mochileiros, conta a empresária.

“E o ambiente é mesmo bem familiar”, garante Marli, destacando que, durante o verão, muitos casais com filhos acampam na área, que tem 26 mil m² e capacidade para 600 barracas. Segundo ela, desde o último dia 27 de dezembro, o camping já estava lotado. “Veio gente dormir no carro, no estacionamento, esperando por uma vaga”, afirma a proprietária, que para o Carnaval já espera metade deste volume de pessoas. “O espírito coletivo é uma das principais características de quem procurar um lugar como este”, destaca Marli. Ali, o perfil de turista é bem variado: “vai de estudante a advogado ou empresário”. Conhecida por ser uma praia de natureza exuberante, cheia de trilhas (cujas principais levam à Pedra do Urubu, à Prainha e ao Vale da Utopia), a Guarda do Embaú é um dos redutos de surfistas e de jovens com estilo de vida alternativa que procuram Santa Catarina no verão. “No camping, este mesmo pessoal se integra fácil. E um dos principais atrativos é mesmo isso: sair da rotina de casa e apartamento, para pisar direto na grama assim que acordar”, opina Marli.

O administrador do Camping Cabanas Guarita, em Torres, Marco Antônio Saraiva, completa: “O bom do camping é a diversidade, o convívio com outras pessoas.” À frente do negócio, que tem mais de 30 anos, ele diz que o perfil da clientela é de veranista que gosta de lazer em meio à natureza, sem precisar ficar afastado da cidade. “O pessoal do Interior curte muito”, sinaliza Saraiva, informando que 70% dos hóspedes são moradores de cidades da Serra Gaúcha. “A (estrada) Rota do Sol favoreceu muito o turismo em Torres.” Localizado em uma área de 3 mil m², o Cabanas Guarita reúne 126 árvores de 16 espécies e é habitat de mais de 40 tipos de pássaros. “Os cantos no início e final do dia são marcas registradas”, diz o administrador. “É um ambiente de ecoturismo, que serve não só para hospedagem, mas também descansar do ritmo acelerado de vida.” A proximidade do camping com o Parque Aparados da Serra também ajuda a manter a demanda elevada. “Dá pra se hospedar em Torres e passar um dia no cânion Itaimbezinho, por exemplo, depois voltar para curtir a praia.” E muitos viajantes do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, e Mato Grosso do Sul têm chegado ao local com esta intenção, garante Saraiva.

Os valores para quem se propõe a acampar também são outro atrativo. No camping de Torres, cujo maior fluxo de pessoas ocorre em janeiro, (garantindo 96% da taxa de  ocupação), o preço médio da diária para uma pessoa é de R$ 30,00. Quase o mesmo que é cobrado no Camping Beira Rio, na Guarda do Embaú: R$ 35,00 a diária por pessoa. “Isso inclui Wi-Fi e direito a estacionar o carro junto da barraca”, valoriza Marli. O preço baixa para R$ 25,00 por pessoa depois do Carnaval.

Espaço funciona há 30 anos nas margens da Lagoa da Pinguela

Em Osório, no Rio Grande do Sul, o Camping Lagoa da Pinguela é um dos mais badalados. Localizado na Rodovia BR 101, Km 78, o espaço que funciona há mais de 30 anos tem nove hectares de área verde, com mata nativa à beira da lagoa de mesmo nome. Preservada, com trilha protegida, onde muitas figueiras convivem bem com mais diversas espécies de árvores, a área de acampamento tem capacidade para receber uma média de 600 pessoas (lotação que se confirma em feriados de Natal e Ano-Novo). “Mas a média de ocupação é de 400 pessoas nos finais de semana”, pondera o administrador da hospedagem ao ar livre, Alex Sandro da Silva.

De dois anos para cá, o espaço praticamente não recebe mais “visitantes de primeira viagem”. “Abrimos somente para clientes cadastrados ou indicados por amigos”, explica Silva.

Um dos motivos é a proposta “bem familiar” do local. A ideia é manter um espaço onde se possa descansar em meio à natureza, sem o “tumulto de beira de praia”, comum do período de veraneio. A infraestrutura é preparada para que meio ambiente e consumidores convivam em paz: os banheiros têm aquecimento solar, as churrasqueiras são cobertas – para poderem ser utilizadas mesmo com chuva – e o estabelecimento tem geladeira, fogão e mesas para melhor acomodar o pessoal durante as refeições. Também há piscina e trapiches de pesca, quadras de vôlei, campo de futebol, bar à beira da lagoa e restaurante para os que estão hospedados.

fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=184196


 

COMPARTILHAR
CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."