Relato de Viagem (Blog)
 

Abaixo uma postagem muitíssimo interessante no blog Feliz Motor-Home, sobre uma viagem entre fevereiro e março.

 

(conheça mais blogs campistas em nossa seção especial)

Olá! Fizemos uma rápida viagem no final de fevereiro e início de março, especialmente para participarmos do encontro do grupo Rodamundo em Garopaba-SC.

Saímos de Toledo às 6:40h no sentido a Curitiba (BR-277), o trecho estava livre, pouco nublado (o que diminuiu o calor), mas o problema continua sendo o valor do pedágio: R$ 98,90 no total das 07 (sete) praças.

Chegamos às 18:00h no centro de Curitiba e o GPS nos guiou por vias de menor tráfego até o estacionamento da Só Trailer. Estacionados, banho, jantar e descanso.

Dia seguinte, fomos para o centro com ônibus urbano, procuramos algumas coisinhas para casa e para mhome, mas não encontramos. Fomos até a loja “Arsenal do CD” para comprar outro modem, e surpreendentemente fomos mal atendidos! Os vendedores informaram que nunca venderam este sistema ali (sendo que ali adquirimos um em agosto/2011, temos a nota fiscal!) !! Ficamos surpresos com tal presunçoso e incompetente atendimento, pois que anteriormente (03 vezes) haviam nos atendido exemplarmente.  Almoçamos do restaurante Qualitá XV, que também surpreendeu: ambiente bastante abafado, pouca variedade, valor bem elevado.

Fomos a pé até o Shopping Estação, olhar algumas lojas (brinquedos colecionáveis, material de acampamento, modem,…), mas ou não encontramos o que procurávamos ou os preços estavam incompatíveis.

Aí tivemos mais uma experiência ruim: perguntamos ao guarda do shopping onde ficava o Mercado Público (para passearmos), ele afirmou que ficava a 2 quadras. Lá fomos nós, e no final da primeira quadra começou uma chuva torrencial.

Molhados, andamos mais 3 quadras e nada do Mercado. Paramos em uma lanchonete e a senhora nos informou que o mercado ficava mais 6 quadras adiante!!. Com aquela chuva alagando as ruas, carros jogando água, decidimos pegar o próximo ônibus e voltar para o mhome.

Desta vez decepcionamos-nos muito com Curitiba: o atendimento ruim; o desprezo ou descuido dos atendentes; a falta de variedade de produtos; os valores elevados; a má educação da maioria das pessoas (jogam lixo na rua ou calçada, “atropelam” os que andam em sentido contrário, …); e o pior: muitos vendedores dizem a frase que detestamos: “tem só o que ta aí ó”.  Um chá de civilidade e educação vinha bem…

No dia seguinte já seguimos viagem, pois não estávamos dispostos a enfrentar outras grosserias. Ao meio-dia chegamos em Joinville-SC, e fomos pegar mapas e informações na agência de Turismo, assim como outras vezes, muito bem atendidos pelo Sérgio.

Após um bom almoço no Supermercado Giassi, seguimos para Barra Velha-SC, fizemos uma parada na Havan, e depois fomos à casa do Luiz e Tina (companheiros de G7).   Conversamos, lanchamos e combinamos alguns passeios para o dia seguinte.

No outro dia nos levaram para passear pela cidade, almoçamos no restaurante Bentinho (ótima comida caseira), e à tarde fomos passear em Piçarras e Penha.

No dia seguinte, tínhamos a intenção de chegar até Florianópolis, visitar outros amigos. Infelizmente, alguns contratempos nos importunaram: acidente na rodovia que nos deixou parados por mais de 2 horas, num local que não havia para onde escapar; uma imensa máquina sendo transportada sem chances de ultrapassagem; trechos de obras na rodovia, que nos deixou mais tempo parados. Em função de toda esta dificuldade, decidimos deixar a visita à Florianópolis para outra oportunidade.

Na quarta-feira seguimos para Garopaba, um dia antes do início oficial do encontro, e já haviam muitos mhomes. Mauro e Silvana, Egon e Ilze também chegaram conosco. Encontramos um local aprazível e à tardinha fomos passear na praia.

No dia seguinte, almoçamos no restaurante do Lagoamar com outros companheiros, à tarde bate-papo e outros colegas chegando. Ao final da tarde, o tempo fechou e caiu uma chuva grossa, muito vento (de levantar toldos) e granizo fino, mas nenhum dano maior.

Durante o final de semana muitas “conversas de toldo”, programação de encontros e viagens, reencontros com amigos, novas amizades, muitas visitas ao nosso mhome (indicação de outros colegas, curiosidade pela nossa montagem, por nos conhecerem do blog,…).

 

Na segunda-feira a maioria já havia ido embora, e nós também decidimos começar a retornar para casa. Fizemos uma parada estratégica na casa do Marco e Sandra (perto da Praia de Fora). Deram-nos muitas e ótimas dicas sobre Argentina e Chile, contaram um pouco sobre a viagem que fizeram (que foi maravilhosa). São nossos “irmãos” de coração, e a cada conversa descobrimos mais afinidades.

Dia seguinte já seguimos viagem. Paramos na Dalçoquio para questionar valores de revisão do Iveco, mas não foi compatível e seguimos subindo a serra até Lages, onde pernoitamos e precisamos até de edredon, tal o frio da madrugada.

Na quarta continuamos o retorno para casa, almoçamos em Xanxerê (no Supermercado Badotti), e precisávamos abastecer, o que causou um estresse na rodovia: valores elevados, atendimento péssimo, voltamos ao centro abastecer num posto Ipiranga (em frente ao mercado Brasão); com o preço citado na placa R$ 2,06, e na bomba R$ 2,18; mas o frentista disse que depois faria o desconto.

Quando acabou de abastecer disse que o diesel mais barato era nas outras bombas, ao fundo!! Dan foi pagar e o caixa cobrou o valor total, acima do citado e sem o desconto. Quando foi chamar o frentista, este correu !! Após alguns momentos de irritação e explicações, a caixa fez um pequeno desconto. Nunca mais abastecer em Xanxerê !!

Seguimos por Abelardo Luz e chegamos à Vitorino-PR, na concessionária Iveco Possoli pelas 15h, para fazermos a revisão do mhome. Após esfriar o motor começaram a mexer. Desmontaram toda a frente do Iveco (até chegar à correia e aos seus rolamentos); trocaram a correia e montaram novamente.

Era quase 19h e fomos testar: não funcionou! Ficou fora de ponto e seria necessário desmontar tudo novamente (grade, faróis, radiador, instalações,…).

Sugerimos que deixassem para o dia seguinte, com a cabeça mais fresca e luz do dia o serviço renderia mais. Tomamos um banho, lanchamos e dormimos tranqüilos estacionados dentro da oficina.

No dia seguinte, acordamos cedo, e antes das 7h, eu e o Dan começamos a desmontar a frente do Iveco adiantando o serviço para os mecânicos. Às 8:15h ao soar o apito, os mecânicos começaram o trabalho.

Após mais duas horas e meia, com o serviço terminado, fomos, com o chefe de oficina dirigindo, testar o mhome. Verificamos um forte ruído de válvulas batendo. O próprio chefe de oficina nos aconselhou a irmos à Cascavel (aproximadamente 260km) na outra concessionária também Possoli, para tentar descobrir a origem do ruído.

Infelizmente, o estrépito vibrava o motor, aquecia sua temperatura e comprometia a velocidade. Conseguimos chegar a Francisco Beltrão (aprox. 40km), tensos e preocupadíssimos com o grave risco de comprometer o motor. Dali telefonamos para o técnico da Possoli, o qual nos orientou para dirigirmo-nos à Mecânica Avenida, nesta cidade.

Lá, fomos recebidos pelo proprietário, Sr. Isaias, que “auscultou” o motor, apresentou o diagnóstico: correia dentada incorretamente instalada, a qual descoordenava o comando de válvulas, promovendo todo o desajuste de funcionamento. Imediatamente, disponibilizou o mecânico Evandro para dar fim à perniciosa novela.

Demonstrando maestria, destreza e conhecimento, o Evandro desmontou tudo novamente, com características próprias de cuidado e precisão. Recolocou a correia dentada com exatidão em suas polias e rolamentos tensores. Reinstalou todas as partes, com revelada tranqüilidade, e tudo em menos de 90 minutos!!. Os serviços (antes repetidos) da concessionária Iveco demoraram seis horas, incluindo a tarde e a manhã do dia posterior, resultaram em risco de grave dano ao motor, pelo qual serviço foi pago à vista um valor exorbitante.

Encontramos na Mecânica Avenida um atendimento cordial, profissionais capacitados e dedicados, comprovadamente aptos a desempenhar os serviços com perfeição e excelência.  Após este, o mhome rodou perfeitamente, com o motor silencioso, cadenciado tal um relógio, com temperatura normal e rendimento acima da média.

Aproveitamos esta publicação para parabenizar a Mecânica Avenida (Francisco Beltrão-PR), o Sr. Isaias e o mecânico Evandro, desejando que perseverem em sua dedicação, ao demonstrado conhecimento, características próprias para o sucesso profissional e o reconhecimento de todos os que necessitarem de seus préstimos.

As 15:30h saímos de Francisco Beltrão, seguindo para Cascavel e Toledo. Paramos no Posto Stop de Realeza (ótimo atendimento, bom preço de combustível, pão de queijo saboroso), após abastecermos o Iveco e nós, seguimos viagem.

Infelizmente, alguns quilômetros adiante, nossa viagem foi interrompida: um acidente entre 3 caminhões e um automóvel interditava a pista, e para piorar haviam mortos. Em poucos minutos uma extensa fila se formou (cerca de 20km !), pois este movimentado trecho é o principal elo de ligação entre a região Oeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Após 1h de espera, a pista foi sendo liberada aos poucos (de 10 em 10 veículos), e conseguimos chegar em casa as 20:30h.

Vamos ao nosso “fechamento contábil”: foram 15 dias de viagem, 1.964km. Esta viagem não foi econômica, em decorrência das despesas com a manutenção do Iveco, foram R$ 142,00/dia ou R$ 1,10/km.

Queremos agradecer aos colegas do G7, pela recepção, bate-papo,  harmonização,.. e esperamos novos encontros e alegrias em conjunto.

Agradecemos aos colegas Carlos e Denise (Fpolis) e aos demais safaristas que participaram do encontro do Rodamundo em Garopaba e que, tão amavelmente vieram conhecer nosso modesto mhome. Também aos amigos Marco e Sandra (Praia de Fora – Fpolis), pela recepção, pelas dicas e informações importantíssimas e utilíssimas. Esperamos retribuir toda atenção à nós destinada.

Nosso reconhecimento ao ótimo atendimento e conhecimento demonstrados pela Mecânica Avenida, na pessoa do Sr. Isaias e do mecânico Evandro. Que continuem sempre com esta eficiência e presteza.

E novamente, agradecemos ao Supremo Criador, que sempre nos conduziu pelos melhores caminhos, que nesta viagem fez-Se ainda mais presente conosco, colocou alguns empecilhos e entraves, mas que depois soubemos reconhecer que foi para nossa proteção.

Sempre há algum motivo para tudo que acontece conosco (qualquer um de nós), seja algo bom ou ruim. Não desanimem quando Deus os colocar à prova, Ele está querendo mais de você, mostre à Ele que você é capaz.

Estamos planejando um roteiro novo e interessante. Que em breve se concretize, e possamos contar à vocês nossos passeios e dicas.

Abraços e Até logo!

San&Dan

 


 

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CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. “O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza.”