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Diversos tipos de turismo podem ser alcançados através do veículo, sendo as atividades de turismo com um contato com a natureza e esportes ao ar livre mais comuns e utilizados, uma vez que o espaço interno do veículo oferece um espaço para estadas e dormitório e não em geral uma área de lazer e conforto para grandes períodos de tempo, por tanto o turismo de aventura, que trabalha também com uma demanda alocêntrica que busca o desconhecido, se arrisca a desvendar, explorar. Na Europa tem as atividades relacionadas a montanha categorizadas desta forma.

No Brasil, esse tipo de turismo vem sendo praticado na floresta amazônica, no pantanal mato gossense, em algumas chapadas do planalto central e nos lençóis maranheses. É conhecido também como turismo de risco (risk tourism) e turismo forte (hard tourism). (BENI, 2004 p.429)

Esta modalidade do turismo atende basicamente a mesma demanda do motor-home e oferece a vantagem de possibilitar um contato com a natureza e uma exploração do meio-ambiente desconhecido como diferencial. Ainda segundo o tipo de turismo, o sítio na internet do Ministério do Turismo em uma seção especifica oferece indicações quanto ao turismo de aventura,

O turismo de aventura é um dos segmentos que atualmente mais cresce em todo o mundo e particularmente no Brasil, onde as belezas naturais e a grandiosidade do país permitem a realização de uma infinidade de atividades em diversos destinos turísticos. Inicialmente tratado como uma vertente do turismo de natureza, o turismo de aventura se disseminou pelo Brasil, desenvolvendo características próprias e resultando no surgimento de empresas e profissionais especializados. (TURISMO DE AVENTURA. 2007)

Segundo o mesmo sítio, cerca de duas mil e setecentas organizações relacionadas ao referido tipo de turismo. Deste ponto, o Ministério do Turismo desenvolveu um Projeto de Normalização em Turismo de Aventura, com o apoio do Instituto de Hospitalidade (IH) desenvolvendo um planejamento de dezembro de 2003 a maio de 2007 visando com a normalização da atividade um desenvolvimento sustentável em suas áreas praticados, buscando uma qualificação do serviço prestado.
Em atenção a esta modalidade, o veículo oferece o contato mais direto, faz com que o turista tenha contato com locais sem que haja a necessidade de se edificar construções de hospedagem, tão pouco oferecer riscos a estrutura local visita, apenas o contato do veículo temporariamente.

3.5.3.    Resultado das pesquisas

Nesta pesquisa realizada entre os dias 22 e 23 de outubro de 2007, através da internet. Por intermédio de um grupo, a “Associação Paulista dos Proprietários de Veículos de Recreação Pé na Estrada” (PÉ NA ESTRADA, 2007), criada em 1998 inicialmente com a força do proprietário da manufatura Motor Trailer e consecutivamente por força do grupo deliberativo e presidência da associação que dentro do estado de São Paulo que visa contemplar a atividade recreativa de forma a garantir aos participantes uma troca de informações e experiências que possa contribuir para uma viagem mais segura e agradável, que me ofereceram um contato mais real e direto as pessoas para a realização das pesquisas.
No que se refere a demanda do veículo, obtive cinco respostas, das quais pessoas com mais de quarenta anos de idade, com nível superior completo, que viajam em família e ou grupos, vivenciam o motor-home como um estilo de vida. Começaram a prática de tal modalidade após a década de oitenta e noventa por curiosidade e por influencia de familiares tendo sua freqüência de uso em feriados e períodos diversos mais flexíveis em viagens de mais de duzentos quilômetros de distância de seu pólo emissor. Em suma não conhecem o Hotel sobre Rodas e em relação a existência de serviço de apoio de agências de viagem, conhecem e desconhecem tal oferta, os que desconhecem não tem interesse por tal apoio. Possuem motor-homes nacionais e consideram os mesmos equiparáveis aos níveis oferecidos internacionalmente, tem interesse pela história do modal no Brasil, e utilizam o serviço de camping nacional que segundo os mesmos deixa a desejar em alguns aspectos relevantes principalmente a infra-estrutura dos locais, utilizam além das áreas de camping centros de informações turísticas, paradas em estradas e postos de gasolina e apontam estar na infra-estrutura pública e falta de serviço de apoio um problema de vital importância.
Referente a oferta, obtive duas respostas de duas empresas de comércio localizadas no estado de São Paulo, a Itu Trailers Ltda e a CASTELO TRAILER CAMPING & NÁUTICA, esta ultima de propriedade do senhor Alexandre que em muito me auxiliou desde o inicio do trabalho. Ambas empresas trabalham com o comércio não somente do motor-home, contudo o veículo é o principal produto e atendem a uma demanda com uma faixa etária superior aos quarenta e cinco anos a mais de dezesseis anos, com uma mão-de-obra que se estende do ensino fundamental ao superior com ênfase no ensino médio completo. Afirma que o veículo nacional possui a mesma tecnologia aplicada aos veículos internacionais e acreditam que o mercado nacional oferece uma absorção, contudo a exportação se faz uma alternativa, Dentre os problemas apontados pela oferta se encontram a falta de conhecimento público da atividade recreativa, falta de incentivos fiscais, falta de condições de rodagem em estradas e a falta de demanda, diferentemente da demanda, conhecem o Hotel sobre rodas e consideram uma idéia muito inspiradora, além de conhecerem agências de viagem que trabalhem com o modal. Apontado pelos mesmos o programa de regionalização do turismo é uma iniciativa benéfica e pode contribuir favorecendo a atividade, além de apoios fiscais e reestruturação dos camping.
Com estas pesquisas, obtive subsídios para comprovar soluções para a atividade de motor-home no Brasil, apontando questões como o Hotel sobre Rodas e agências de viagem que trabalhem com tal modalidade uma vez que através de uma pesquisa com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV), obtive resposta negativa referente a existência de tais empresas.

 

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CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."