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Já imaginávamos que a potência e o Torque superiores da VW Amarok V6 seria algo positivo, principalmente comparando os números às demais caminhonetes da categoria média. O que nos surpreendeu foi a magnitude do conjunto rebocando o trailer aliando força, velocidade, frenagem e em relação às 8 marchas automáticas mesmo nas mais severas serras. O Brasil conta, sem dúvida, com uma picape média com toda a força e capacidade comparável às caminhonetes gigantes importadas principalmente da América do Norte.

 

FÔLEGO NAS SUBIDAS: Para quem pensa que nosso trailer é pequeno e por isso qualquer carro puxa fácil se engana. Nosso KG-330 está hiper equipado e beirando os 1.600kg que pesam e muito, principalmente nas subidas de serras lentas e expressas. Tanto na subida da Serra de Paraty-Cunha, onde dependíamos de subir na reduzida abaixo dos 10km/h para não forçar o motor do antigo carro diesel, quanto na subida da Serra da BR-376 (Litoral p/ Curitiba) onde era preciso segurar a onda para a temperatura não subir, a Amarok V6 praticamente não tomou conhecimento dos desafios. Além do conforto da cabine e dos inúmeros equipamentos embarcados, a viagem rende como se não estivéssemos rebocando o trailer atrás.

Em qualquer ocasião em que se usa o termo “parece que não tem nada engatado”, é sempre um modo de dizer, pois por mais que um carro seja forte, sempre será perceptível um reboque atrás e alguma interferência existirá no conjunto. Mas no caso da Amarok V6 + Trailer isto se faz mais presente em trechos urbanos, onde há cruzamentos, valetas, lombadas e etc, ou em trechos de estrada de terra ou acidentada, onde sentimos a atuação do peso do trailer interferindo no carro. Já nas estradas expressas, a potência e o torque levam o conjunto em uma sintonia tão boa que mal se percebe a ação do reboque atrás.

Foram três principais cenários onde nos surpreendemos com a força da AMAROK rebocando: SERRA DE PARATY-CUNHA: Foi o primeiro desafio da AMAROK rebocando nosso trailer. Logo na estreia descobrimos que, em uma serra tão severa, que vence os 1500m de altitude em apenas 15km de extensão, seria possível subir rebocando de maneira “natural”. Lá era um trecho que sempre subíamos em reduzida e muito abaixo dos 10km/h em um ritmo de paciência infindável no carro antigo. Simplesmente com a AMAROK a sensação de “poder” foi puro prazer. Uma subida firme, forte, com aceleração fácil nos piores e mais íngremes trechos e ainda ganhando total segurança e aderência com a tração 4×4 com diferencial central livre. Esta Serra é um exemplo de subida considerada lenta, pois existem muitas curvas que não permitem chegar a velocidades altas; SERRA DO AZEITE: O trecho de diversos altos e baixos na BR-116 (Régis Bittencourt) ainda no Estado de São Paulo já quase entrando no Paraná possui três pistas de rodagem, pois ela costuma castigar os caminhões mais pesados, mas também dar trabalho para os que pretendem ultrapassá-los. Esta é uma das serras que sempre com nossos carros anteriores ficávamos monitorando o ponteiro da temperatura, pois como o trecho é altamente expresso, engana um pouco. Além disso, era difícil conseguir desenvolver velocidade nas ultrapassagens com o lastro do trailer fazendo força contrária. Mesmo tendo em mente que a AMAROK se sairia muito bem, nos surpreendemos como ela desenvolveu como se estivesse sem nada no engate. Era só pisar que ela respondia. Chegamos a testar sua força total em uma subida em que estávamos na terceira faixa da esquerda ultrapassando os dois caminhões mais lentos nas duas da direita. Na breve ultrapassagem um veículo leve dava farol pedindo passagem. Assim que saímos para a faixa do meio pisamos fundo ainda na longa subida com a picape simplesmente ganhando inacreditável velocidade. A ponto do carro que pediu passagem somente conseguir nos ultrapassar quando a subida terminou em curva e reduzimos a velocidade com toda a segurança. Ali estávamos convencidos de que a potência superior da AMAROK realmente faz diferença para quem deseja conforto e segurança rebocando; SERRA BR-376: Após as duas experiências anteriores, ainda restava uma curiosidade e desafio para o final de nossa viagem ao Sul do país onde rodamos mais de 3.000km rebocando, saindo de Paraty-RJ até a grande Porto Alegre-RS. A serra que que liga a BR-101 do Litoral PR e SC até Curitiba não só vence 800m de altitude quanto tem a configuração expressa igualmente em três pistas. Esta nós sempre sofremos, pois além de não conseguirmos desenvolver uma velocidade aceitável na subida, o motor sofria muito sem que percebêssemos. Era um trecho bastante estressante e as vezes interminável dependendo da pressa de carros e caminhões vazios forçando passagens. Pois desta vez simplesmente quando nos demos conta a Serra já havia acabado. Pudemos perceber com clareza a beleza da mata fechada ao redor das pistas sempre aguardando aquele trecho mais extremo que simplesmente passou e não nos demos conta. Ali era a prova cabal e concreta de que um carro de porte médio pode trazer um conforto, segurança e uma força e potência que fazem a diferença para quem reboca sua casa nas costas.

CAMBIO AUTOMÁTICO DE 8 MARCHAS: Sobre o MITO de que cambio automático não serve para rebocar trailer, já fizemos um artigo sobre e o próprio mercado Europeu e Americano já é prova cabal de que isto é uma lenda. Muito pelo contrário, o cambio automático é um aliado sem igual para quem reboca e manobra trailers, já que o conversor de torque trabalha a favor da força e da tranquilidade. Porém alguns carros com 4 ou 5 marchas podem encontrar “buracos” em algumas situações, principalmente de subidas como as citadas anteriormente. Mas ter 8 marchas a seu serviço é algo realmente bacana. Além de não haver “degraus” na escalada de marchas, o modo automático se comporta de maneira totalmente natural mesmo rebocando um trailer de 1.600kg. Isto tanto em subidas quanto descidas, que salvo na Serra de Cunha, não mais precisamos cambiar de modo manual para reduzir a marcha. Para quem, como nós, gosta de “brincar” de cambiar tem duas maneiras bastante divertidas e efetivas. A primeira é passar a alavanca para a direita tendo o carro totalmente manual e com a possibilidade de trocar as marchas tanto nela própria quanto nas borboletas atrás do volante. Se quiser algo mais “relax“, poderá simplesmente deixar no modo automático e fazer trocas (principalmente de redução) interferindo nas borboletas do volante. Depois de algum tempo, o cambio retorna ao modo automático escolhendo as marchas para você.

MODO “S”: Um dica que damos, é que em trechos onde há subidas, acessos de estradas locais com mais rampas e curvas e demanda um giro maior com o trailer, podemos usar o modo “sport” do câmbio descendo a alavanca para baixo até o fim. Com isto, as marchas são sempre reduzidas a uma anterior, dando mais giro e força para arrancar com o trailer a reboque. O modo que utiliza da mesma tática para oferecer mais agilidade na pista em alta velocidade, ajuda muito nos trechos lentos em que estamos rebocando muito peso atrás.

258 CV / 272CV: Além da potência absurda da AMAROK V6 que foi elevada na última versão para seus 258CV, ainda existe a função “OVERBOOST” do carro. Ela consiste em aumentar a potência do motor até os 272CV durante 10 segundos sempre que estiver acima dos 50km/h. O que pode parecer pouco tempo, é simplesmente suficiente para aquela ultrapassagem, que no caso do trailer as vezes se faz tão necessária. Pudemos provar isto no trecho de BR-116 gaúcha que é de pista simples e com caminhões longos e pesados. As ultrapassagens com o trailer eram simplesmente mais ágeis do que qualquer carro anterior nosso mesmo sem rebocar. Após o Overboost de 10 segundos, bastam outros 5 segundos para que ele possa entrar em ação novamente. Outro cenário que a função se faz favorável é na pista de aceleração de saída de postos ou entradas de estradas. Ali com o carro já a uma velocidade lenta (acima dos 50km/h), conta com o OVERBOOST para poder entrar na pista da direita sem interromper a marcha do caminhão que vem atrás.

TORQUE: Para quem reboca trailer e se vê em situações de manobras, acessos difíceis tanto por asfalto quanto por terra, trânsitos locais e urbanos e rampas muito íngremes, não é a potência do motor que faz a diferença, já que esta trabalha em rotações mais superiores. O Torque sim é o fator que define a real “força” que o motor precisa a baixas velocidades, o que acontece sempre nas situações acima. Enquanto a 100km/h na estrada a potência é quem define aquela velocidade e desempenho, nas manobras, saídas do repouso e trânsitos locais e em rampas, o TORQUE fará a diferença. Na AMAROK V6 o negócio é “ignorante!”. São 59,1kgfm atingidos a apenas 1.400rpm – outra característica do carro que trabalha em baixíssima rotação.

FREIOS POTENTES: Mesmo com o trailer tendo freios próprios, é sabido que a frenagem do “rebocador” será bem mais exigido, principalmente se o freio de trailer estiver desregulado. Exatamente como estava o nosso na primeira descida da Serra de Cunha, onde estavam com praticamente zero de atuação até mesmo para fazer este teste. A descida que com os carros anteriores (e freios do trailer atuando) sempre chegavam quentes no final, desta vez chegaram simplesmente plenos. Mais uma exclusividade da categoria, onde a AMAROK é a única a ter freios a discos ventilados nas 4 rodas. Quando andamos na picape principalmente rebocando trailer, vemos que o equipamento deixa de ser mais um item na lista para fazer toda a diferença na condução e na segurança. Após 8.000km, sendo 4.500km rebocando, examinamos os discos de freios que não apresentavam nenhum sinal de rebarba.

TRAÇÃO 4X4 INTEGRAL: Muitas caminhonetes que rebocam trailers no Brasil até já são de versão 4×4 que fazem toda a diferença para quem viaja acampando. Isto porque além de não ter limites para passeios, ainda aumentam e muito os destinos que o trailer pode chegar. Muitas vezes viajamos por milhares de quilômetros por asfalto, mas nos últimos 100m de acesso ao camping ou em alguma rampa na entrada a falta de tração impede o acesso. Mas no caso da AMAROK a tração é integral, o que significa que ela sempre está ativa e andando inclusive em alta velocidade e no asfalto. As situações que mais nos agradaram com este sistema 4MOTION da Volkswagen foram duas: Nas subidas das serras íngremes, cada curva super fechada (inclusive em situações sem rebocar) as 4 rodas atuam sem derrapar ou deslizar pneu. A maioria das caminhonetes possui um sistema que só permite o 4×4 fora do asfalto e mesmo que seja usado nestas condições mais adversas, o engate no momento da curva não funciona como esperado. Outra situação é nos acessos de terra rebocando e, principalmente nas manobras com o trailer. Isso porque além da tração integral, a AMAROK possui uma distribuição eletrônica de torque para as rodas e ainda um sistema de leitura que freia apenas a roda que está deslizando a fim de mandar toda a força para a outra roda em apoio. Assim, manobrando o trailer mesmo na terra ou na lama, a tração se comporta de forma uniforme sem que seja necessário parar para solucionar os atolamentos. Para os momentos mais críticos, ainda temos o BLOQUEIO DO DIFERENCIAL DO EIXO TRASEIRO que oferece ainda mais poder Off Road.

CAPACIDADE DE TRAÇÃO (CMT): Um dos grandes problemas atuais do mercado de veículos do Brasil está em encontrar carros com capacidade de tração (CMT) condizentes com o peso dos trailers. Muitas vezes modelos que lá fora possuem capacidades enormes, os mesmos aqui no Brasil não passam dos 400kg ou sequer possuem. A AMAROK já vem com capacidade para 2.800kg, além do Peso Bruto Total dela própria. Isto atende à imensa maioria dos trailers brasileiros sem preocupação ou burocracias com a legislação.

ENGATE HOMOLOGADO: Outra questão bastante complicada é que mesmo que o carro tenha CMT suficiente, a legislação ainda obriga que o engate do carro possua selo do inmetro que deverá ser homologado pelo fabricante do mesmo, fazendo constar ainda uma plaqueta com tal registro e as demais capacidades de peso e tração que não podem ser maiores do que o CMT do veículo. Muitas vezes, veículos e picapes do mercado simplesmente não contam com nenhum engate homologado ou empresa que fabrique dentro das normas da legislação. Com a AMAROK sequer nos preocupamos com isso. Isso porque ela originalmente já acompanha o engate homologado com a capacidade de 2.800kg e atendendo a todos os requisitos exigidos. De fabricação alemã da marca conhecidíssima – a WESTFÁLIA – Possui uma composição parruda em um corpo removível maciço com bola cromada cuja bitola da porca já convence de sua qualidade. É só encaixar e travar o pino para engatar o trailer e sair viajando sem preocupações com a segurança e também com fiscalizações na estrada. A tomada também foi só plugar para repetir todas as luzes de sinalização do trailer.

CONTROLE ELETRÔNICO DE REBOQUE: A tecnologia embarcada na picape vai além do comum e já entra na seara do caravanismo. Afinal, quem reboca sabe do medo e terror com o chamado “Pêndulo”. O ESC é um sistema de estabilização de reboque que é um auxílio e tanto. Ele agirá nos freios e torque do motor para eliminar os efeitos do pêndulo. Tudo de forma autônoma. E como o carro sabe que existe um trailer engatado ali? A resposta está na tela multimídia, que nos surpreendeu na primeira viagem ao mostrar o trailer engatado na ilustração do carro durante a atuação e sinalização dos sensores de manobra.

PILOTO AUTOMÁTICO: Além da função básica e universal do piloto automático em qualquer carro, a grande vantagem de se usar o recurso rebocando trailer é para controlar e evitar multas. Para quem não sabe, no Brasil a velocidade máxima de veículos pesados (e isto inclui qualquer carro com qualquer reboque) é de 90km/h. Em rodovias menores, podem variar de 80km/h até 60km/h. Os radares tanto fixos quanto móveis já estão detectando os reboques e aplicando as multas para as velocidades menores. Mas basta ajustar a velocidade no piloto automático através dos controles ali no volante e deixar que ele mantenha a constância sem que você se preocupe.

ERGONOMIA E CONFORTO: Viajar na Amarok com ou sem trailer é internamente um luxo. A cabine é a mais ampla da categoria com todo o conforto inclusive para quem vai atrás. Motorista e passageiros gozam dos bancos ergoComfort®, premiados na Alemanha com ajustes elétricos (inclusive lombar) e com extensão para as pernas. O ar condicionado é bi-zone garantindo temperaturas diferentes aos ocupantes. Cambio automático com seleção opcional no volante que também conta com comandos do computador de bordo, som e celular. Multimídia com funções variadas e pareamento com celular AndroidAuto® ou AppleCarPlay®. O som do motor além de baixíssimo ruído, mal dá pra perceber que é diesel. Aliás, os picapeiros de plantão (o que não é nosso caso) têm sinalizado que a Amarok é picape que mais se assemelha a um carro de passeio. Mas para quem reboca trailer por grandes quilometragens sabe bem que o cansaço pode ser maior no final da viagem se o carro não ajudar. Isto foi uma das grandes vantagens que vimos na AMAROK, já que mesmo em dias extensos viajando, chegávamos muito descansados e sem as habituais dores nas costas e pescoço. Até mesmo nas manhãs mais frias e com aquele sereno nada se enxerga nos retrovisores…… é só acionar os aquecedores dos espelhos para desembaçar rapidinho.

CONSUMO: Questões de consumo envolvendo reboque de trailer costumam causar alguns enganos, principalmente com dados mentirosos e exagerados de alguns caravanistas. Porém, como temos experiência de rebocar com alguns carros diferentes, incluindo carros de passeio leves, sabemos que o consumo rebocando depende de muitos fatores que englobam: peso do trailer, carga no carro, tipo de trecho da estrada, relevos, chuva, velocidades e etc. Podemos dizer que a AMAROK “apesar” de ser o carro mais potente e forte com que já rebocamos, também foi o que apresentou melhor consumo. Estamos falando de um motor V6 super forte e capaz de vencer os maiores desafios e mesmo assim fazendo médias que variaram de 7,5km/L até 10,0km/L em nossa última viagem.

BAIXO RUÍDO: Já é comum as pessoas pensarem quer a AMAROK V6 é a gasolina, seguindo a “regra” que veículos maiores na versão gasolina é que possuem seis cilindros. Fica mais difícil de argumentar que a versão V6 é a DIESEL, quando as pessoas ouvem (ou não ouvem) o barulho do motor que é irreconhecível para uma caminhonete ciclo diesel. É muito silenciosa tanto parada quanto em altas velocidades e giros.

LARGURA EXTRA: Sabemos que a AMAROK possui os melhores índices de dimensionamento da categoria, como por exemplo o tamanho da caçamba. Mas a largura dela que garante mais espaço também interno, permite uma visão plena dos retrovisores sem a necessidade de usar espelhos adicionais. No nosso caso que temos um trailer de um eixo com 2m de largura, é possível ver ambas as janelas laterais dele através dos espelhos da Amarok. Mais uma facilidade em não depender deste tipo de acessório que exige mais trabalho na hora de fixar.

ENGATE E DESENGATE: Além da instalação ou retirada fácil da ponteira do engate , o ato de engatar ou desengatar o trailer é uma tarefa muito mais fácil com o uso da câmera de ré. Sem qualquer necessidade de adaptação ou instalação, a câmera original já aponta o local da bola do engate auxiliando o posicionamento certinho da munheca do trailer. Ali pela tela da central multimídia e auxiliado pelos sensores de estacionamento a fim de impedir qualquer colisão, é possível visualizar a manobra de acoplamento. Além do engate principal e da tomada das luzes, acoplamos nas fixações do engate tanto o nosso cabo de freio como a corrente exigida por lei.

 

Certos da satisfação que temos em contar com a AMAROK V6 para nossas viagens e diante da experiência que estamos tendo com ela, RECOMENDAMOS FORTEMENTE a picape para quem deseja rebocar seu trailer com segurança, conforto e muito desempenho. AMAROK no site da VOLKSWAGEN

CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."

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