Quem teve a oportunidade de acampar nos anos 70/80 vivenciou talvez o ápice do campismo, o país estava repleto de campings, há quem diga em mais de 2000 áreas acampáveis espalhadas pelo território brasileiro; famílias inteiras viajavam de ponta a ponta no mapa nos mais variados equipamentos (barraca, carreta, trailer e motor-casas). E não parava por ai, um conhecido clube de campismo dava as boas vindas quando seus associados avistavam os simbólicos postes com identificação da unidade e ofereciam estruturas suficientes para campista nenhum passar perrengue!

E firmara-se no Brasil um setor de grande potencial turístico, eis que em meados de 90 um equívoco na legislação de transito tira boa parte dessa turma das estradas e com isso a avalanche (indústrias e campings fecham as portas da noite pro dia). Era hora de o governo intervir até mesmo em seu próprio interesse (turismo, grana, impostos, visibilidade), enfim, o que foi feito? Nada, mas nada mesmo…precisou de uma galera do bem (entendam os próprios campistas)  para assumir a empreitada e buscar a correção, até que em 2011 a redenção ocorre.

O que se nota nos dias de hoje é novamente o crescimento do setor, novas marcas de barracas, pequenos trailers em produção e até mesmo novos campings começam a dar as caras. E não é pra menos, as redes sociais uniram os apaixonados e o que se percebe é cada um tentando transmitir (a sua maneira é claro) o quanto é gostoso armar uma tenda e desfrutar do verde da grama, do azul do céu, do gorjeio dos pássaros, e principalmente o quanto é gostoso fazer amigos nesse ambiente descontraído e aventureiro.

 

 

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