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A formação das quadras e ruas de Barcelona, em alguns bairros, é típica de lá. Elas não são quadradas propriamente ditas, são chanfradas em suas pontas. Assim, o entroncamento fica mais amplo, dando uma maior visibilidade e certo charme. Chegamos à basílica. Estupenda! Muito bonita mesmo. Um trabalho de paciência. Para ser franco, acho que o Gaudi brincava com crianças na beira da praia de areia fina. Acho que todos já tiveram a experiência de fazer castelos de areia… É mais ou menos isto. Só que numa dimensão e riqueza de detalhes absurdamente maior. Além de incorporar a idéia de partes do esqueleto humano em seus pilares de sustentação. Fator que demonstra o sofrimento do homem. Nós, sempre que possível, gostamos de ver esses lugares turísticos à noite e, também, ao dia. Pois a visão e apreciação muda muito numa situação e outra. E acho que várias pessoas têm o mesmo gosto. Esses lugares sempre estão repletos de turistas em qualquer horário, exceto nos primeiros horários da manhã. As excursões demoram um pouco mais para se deslocar e começam a chegar a partir das 9:30hs. Satisfeitos, retornamos ao motor-home, jantamos e fomos dormir.
Cedo da manhã seguinte, acordado, comecei a rotina. Porém, fui poupado da peleia com os depósitos. Estávamos num estacionamento simples, sem nada mais a oferecer do que a própria vaga. Não querendo mais perder tempo por ali e não querendo investir caro por quase nenhum serviço disponível, exceto o vigia. Decidimos nos dirigir em direção à mesma igreja que tínhamos visitado na noite anterior. Bem perto dali, havia bons lugares para estacionar na rua mesmo. Sabíamos que não existia restrições quanto a isto, mesmo sendo um motor-home. Estacionamos. Já tínhamos localizado um dos pontos de parada do ônibus de turismo. Compramos os bilhetes e iniciamos o nosso dia.

Este ônibus possuía três linhas: região histórica, portuária e a nova Barcelona. Passamos por vários pontos turísticos que vale ressaltar: basílica da Sagrada Família, antigo palácio real, bairros nobres, centro financeiro e suas avenidas, futebol clube Barcelona, zona central, as Ramplas – centro de compras, Praça Espanha, Praça de Touros, Instituto Nacional de Belas Artes – Maravilhoso, fundação Juan Miró, parque olímpico, Museu Picasso, parque Guell, Casa Bartllo, a casa Milá (La Pedreira), monumento a Cristóvão Colombo, porto, aquário, praias, feira de artesanato (mouro e catalão – é bem diferente) e shoppings. Ufa! Não dá para acreditar, mas conseguimos passar voando por esses lugares todos. Claro, que em alguns locais descemos do ônibus e fomos curtir a atração de perto. Especialmente, no Instituto Nacional de Belas Artes que fica junto à Praça Espanha. Ambas as atrações são de “cair o queixo”. O conjunto arquitetônico, os chafarizes e o parque em si… Muito bonito mesmo! As obras expostas no instituto também não ficaram a desejar. Havia obras famosíssimas de diversos períodos: era romana, idade média, moderna e contemporânea. E não podíamos esquecer de que estávamos junto ao mediterrâneo, península Ibérica, já pensou?! Quanta história ao nosso redor… Apesar de termos a notícia que o passeio se estendia até a noite, repassando os pontos mais famosos e que haveria um show de luzes e águas dançantes na Praça Espanha, eu já estava “botando água”. Mas, sabe como é… Tem que se aproveitar até a última dobradura do ingresso. Fizemos o passeio noturno também. Nesta altura do campeonato já estávamos achando Barcelona a mais eclética, a mais interessante para se retornar numa outra oportunidade, para um passeio mais na calma, aproveitando a sua gastronomia mediterrânea, também. Estávamos podres! Andando de ônibus, já estávamos piscando o olho. De vez em quando, me lembrava do que tinha que resolver na próxima segunda-feira junto ao escritório, da janela quebrada e do carro arranhado. Bah! Estresse tolo! Para piorar, vinha uma impressão de receio, quanto ao carro ter ficado estacionado numa das ruas próximas à Sagrada Família. Calma! Vamos lá… Vamos ver no que dá. Terminado o passeio fomos de encontro ao carro.

Antes, passamos numa quitanda, para comprar umas baguetes, queijos e frutas, para o nosso jantar. Nessas nossas empreitadas diárias não sobra muito tempo para almoçar. Ficamos a base de água e lanchinho rápido. Por um lado é mais econômico e, por outro, não se perde tempo. Ritmo de gincana… Chegando mais perto do carro, estava mais ansioso. Dei a volta no motor-home e “pimba”! Encontrei o que não queria: uma janela lateral quebrada, por alguma tentativa de se querer entrar no veículo. P…que partiu! Pensei comigo mesmo:
_ Credo em cruis… @$#%#¨%[email protected][email protected]#
_ Será possível que a coisa está ficando cada vez mais difícil assim, novamente? Será uma provação?

Deusdeth Waltrick Ramos

CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."

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