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Passado o último carvanal, dois anúncios de fechamento de campings nos surpreenderam. Um pé-na-areia no Rio Grande do Sul e outro no Litoral de São Paulo. Em meio a um mercado crescente do campismo e do caravanismo, o empreendedorismo tem enfrentado muitos desafios frente ao crescimento da cultura e entendimento do público e também com a especulação imobiliária.

A “perda” de campings bem localizados, principalmente em regiões beira-mar, surpreendeu no final desde carnaval. O Camping Lagoa Jardim de Torres-RS nos requisitou a retirada do camping do nosso guia e app. Após muitos anos de atividade na beira da praia do Arroio Seco, o proprietário apontou o “cansaço e problemas de saúde” para o seu fechamento. Já o Camping Flamboyant da Ilhabela-SP igualmente figurava nosso guia de campings há mais de duas décadas, porém também anunciou seu fechamento nas suas redes sociais. É fato que não se fala em um fechamento definitivo e é esta a esperança que temos, na torcida que familiares, herdeiros ou mesmo novos empreendedores possam olhar para esta oportunidade e dar prosseguimento a esse meio de hospedagem que é dos mais integrados à natureza que existe.

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Cada dia mais difícil, a especulação imobiliária é vilã das maiores quando falamos de áreas não construídas, principalmente em regiões beira-mar. Dificilmente atividade de camping será, em curto prazo, mais rentável do que um hotel de luxo ou mesmo a venda para a construção de novos prédios e condomínios. Na mesma estrada fica a relação de custos e oferta dos serviços de hospedagem de camping que tem aumentado. Diante de altos impostos, custos com energia elétrica e outros serviços básicos, funcionários e manutenção do local, o campismo passou a competir com os baixos valores de pequenas pousadas ou AirBnb. Mesmo com o fato dos reais amantes do campismo terem uma predileção pela modalidade, muitos ainda comparam o acampamento com as modalidades mais tradicionais. Somado a isto, temos o grande crescimento da cultura do caravanismo autônomo, onde grande parte do público prefere o uso de locais públicos e gratuitos, aos tradicionais campings que oferecem segurança, área livre externa, água, luz e outros serviços.

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Marcos Pivari
CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Jornalista por função e registro, é fundador do Portal MaCamp Campismo e sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."

1 COMENTÁRIO

  1. Muito triste. Acampamos muito em Araranguá, no Camping Morro dos Conventos, era muito bom e econômico. Ha algum tempo depois de anos passamos por lá e bateu a tristeza. Não havia mais nada. Também passamos por Florianópolis e o Camping da Barra da Lagoas também não existia mais. Campin de Torres RS também fechado. Ficaram somente em nossas memórias os momentos felizes.

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