Rebocando
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Os pequenos segredos da arte de rebocar >> Antigo Guia de Camping 1975

Para quem nunca rebocou um trailer, a primeira viagem envolve uma boa dose de apreensão inicial. Mas depois de umas duas horas esta preocupação se dissipa, porque o motorista descobre que rebocar não é mais difícil do que dirigir o carro sozinho. E a apreensão vê-se substituída por uma súbita euforia, que pode ser bastante perigosa. É, pois, muito importante que ele não se esqueça, em nenhum momento, de que tem uma “casa sobre rodas” atrás de si e deve ser prudente, respeitando algumas regras de segurança essenciais:

a)    O principal é trafegar sempre à direita, mesmo que esta pista não seja tão boa quanto a outra.

b)    Jamais dificultar a ultrapas-sagem de outro veículo, mesmo caminhão pesado. E, por sua vez, ao ultrapassar veículo lento ou estacionado fora do acostamento, asse-gurar-se de que tem condições para fazê-lo sem maiores dificuldades; de que a sua velocidade é nitidamente superior; de que a estrada, na mão contrária, está livre pelo menos uns 500 metros adiante.

c)    No momento da ultrapassagem, evitar manobras bruscas, depois da imprescindível e cuidadosa consulta aos espelhos retrovisores, para ver se não vem algum veículo em alta velocidade. Após efetuada a ultrapassagem é prudente tomar uma boa distância antes de cair novamente para a direita.

d)    Evitar, ao máximo, brecar ou acelerar bruscamente, sendo ideal manter uma velocidade estável. Nas descidas, manter sempre o carro rebocador engrenado, segurando-o com o motor. Usar o breque o mínimo possível, poupando-o para situações de emergência.
e)    Todo trailer balança. Algumas publicações afirmam que não. Mas veja bem: até vagão de trem (que também é um reboque), e que conta com o apoio dos trilhos, balança. É fundamental, pois, muito cuidado em ultrapassagens rentes a outros veículos — assim como em pontes. Cuidado também com os ventos, pois eles aumentam o balanço do trailer, principalmente daqueles de um eixo só. Os trailers de dois eixos têm mais estabilidade.

f)    Procure dirigir com firmeza ao cruzar ou ser ultrapassado por ônibus e caminhões pesados: o deslocamento de ar agita o trailer e isso pode desgovernar o seu carro.

g)    É pueril tentar estabelecer competições de “fazer em menos tempo” os percursos. O bom motorista estabelece uma velocidade de cruzeiro e procura manter a média, sem atrasos ou afobações. Correr, rebocando um trailer, é perigoso.

h)    Nas curvas, não esquecer do comprimento do trailer. A curva deve ser aberta, com reserva de espaço.

i)    Jamais conduzir pessoas dentro do trailer. Isso é perigoso e proibido por lei.

j) Antes de partir em viagem e após as paradas pelo caminho, testar se todas as lâmpadas sinaliza-doras do trailer estão funcionando. Com a trepidação na estrada o cabo pode se soltar.

I) Um condutor de reboque deve ser um exemplo para os demais motoristas da estrada. Assim, ele deve observar, como nenhum outro, a sinalização, os limites de velocidade, as faixas amarelas de proibição de ultrapassagem e a marcação das preferenciais.
m) É fundamental que o carro rebocador possua bons espelhos retrovisores de ambos os lados, facilitando o mais completo controle do que se passa na estrada. Existem espelhos especiais, com largos suportes, que podem ser removidos com muita facilidade e ser substituídos por espelhos comuns.

n) Precisando estacionar, entre para o acostamento e certifique-se que o trailer não ficou muito rente à estrada ou atravessado.

PARA ESTACIONAR

a)    A escolha de um bom tocai é o principal. O trailer não deve ficar numa posição que dificulte a passagem dos outros. Escolha a melhor paisagem e deixe o lado da porta ou da maior janela voltado para ela. Em região de ventos, estude a melhor posição, deixando a porta voltada para o lado mais protegido.

b)    Uma dificuldade especial, nada pequena, é a marcha à ré. Como esta manobra é imprescindível em inúmeras ocasiões, é interessante que o motorista a pratique antes, em terreno plano e descoberto. É preciso, mais do que nunca, evitar manobras bruscas. O importante é fazer o reboque acompanhar suavemente a curva e para isso as rodas do carro ficam mais atravessadas em relação ao ângulo desejado. A manobra deve ser feita com calma e paciência — avançando e recuando quantas vezes sejam necessárias, até que o trailer fique na posição desejada.

c)    Concluida a manobra de estacionamento, desprende-se o trailer do carro, baixando a bequilha. O trailer ficará brecado e calçado. Os calços, já prontos, devem sempre acompanhar o trailer — evitando-se o trabalho de ter que improvisá-los no camping, o que nem sempre é fácil.

d)    O trailer deve ficar bem estabilizado. As lojas vendem esses estabilizadores. Ele permanecerá suspenso, como se estivesse sobre macacos, a fim de evitar balanço provocado por ventos ou por pessoas que se movimentam em seu interior.

e)    Estacionar dentro das cidades é o maior problema. Manobrar com o trailer para estacionar junto à calçada, numa vaga entre dois carros, é totalmente impraticável. A única solução consiste em achar um lugar suficientemente livre ao longo da calçada, que evite qualquer manobra. Como isso é impraticável nas ruas mais centrais das cidades, faça todo o possível para evitar entrar com o trailer nos lugares de maior movimento. Ao estacionar na cidade, o ideal é colocar o carro com o trailer bem na esquina, como primeiro da fila, de maneira que nenhum outro veículo estacione na frente e dificulte sua partida.

OUTROS ASPECTOS

Algumas famílias não compram

um trailer porque não têm um lugar onde estacioná-lo. Hoje já estão surgindo estacionamentos especiais para trailers. Em São Paulo, por exemplo, já existem dois — em pontos bem afastados do centro. A mensalidade fica em torno de 120 a 150 cruzeiros, dependendo do tipo de estacionamento (livre ou coberto) e sua localização.

O fato de um traiier ficar exposto ao ar livre, quando fora de uso, não apresenta qualquer problema. Ele é feito para isso e todo o seu material é à prova de chuvas, umidade e ferrugem. O que deve ser feito, periodicamente, é arejá-lo — deixando os armários abertos, estendendo almofadas e espumas ao sol, ventilando os colchonetes das camas. Isso evitará a criação de mofo. Outra coisa: ficando muito tempo parado, uns dois meses, por exemplo, deve-se manter o traiier sobre cavaletes, sem que os pneus toquem o chão. Ou então retiran-se os pneus.

Por último, um importante conselho: antes de alugar ou comprar um trailer estude bem as possibilidades do seu carro. Ele deve ter potência suficiente para rebocar o trailer e,

ao mesmo tempo, conduzir um certo número de passageiros com bagagens de mão.

Um carro de 1.600 cilindradas, por exemplo, poderá suportar um peso de até 550 kg. Um Volkswagen, considerando 4 pessoas a bordo, até 400 kg. Trailers mais pesados, só com veículos possantes, do padrão da camioneta Veraneio ou pick-ups. Jamais esqueça de estudar antes as condições da estrada e da região por onde viajará. Você já pensou como seria desagradável ter de voltar depois de chegar ao pé de uma serra? Ou que um excesso poderá fundir o motor do carro? Pense bem: todo o cuidado é importante. Muitas vezes o carro poderá agüentar mas, na volta, então se constatará que a fri-ção está patinando ou que os discos estão queimados e precisam ser trocados. Não tema o trailer. Mas, para isso, primeiro confie no seu carro.

“tem um radioamador”. O “hobby” nasceu nos Estados Unidos no início do século e, com relativa rapidez, se espalhou por todo o mundo. Os 447 mil radioamadores existentes no mundo (dentre os quais 14 mil estão no Brasil) se dedicam a uma incrível variedade de modalidades dentro da atividade que inclui transmissões em telegrafia (CW), fonia — nas submodalidades de amplitude modulada (AM), portadora suprimida (SSB) e freqüência modulada (FM) — teletipo (RTTY) e televisão (SSTV). As faixas reservadas aos radioamadores se espalham por todo o espectro de ondas curtas (seis faixas: 160, 80, 40, 20, 15 e 10 metros) além de diversas faixas em VHF (Very High Frequen-cy e UHF (Ultra High Frequency). Esta versatilidade permite contatos com qualquer ponto do globo ou mesmo fora dele como atestam os dois satélites especiais para radioamadores recentemente lançados.

No final da década de 50 a “Federal Communications Commis-sion” (FCC) dos Estados Unidos, o equivalente ao nosso Departamento Nacional de Telecomunicações (Dentei), aprovou a implantação de uma nova faixa destinada a pessoas que querem ou necessitam ter um microfone à mão — mas não têm necessariamente interesse pela técnica ou diletantismo que caracteriza o radioamadorismo. Um segmento de 300 KHz nas imediações dos 27 MHz (11 metros) foi escolhido pela FCC para implantar o novo serviço que recebeu o nome de faixa do cidadão. As 800 mil licenças expedidas anualmente pela FCC dão uma idéia da popularidade que o serviço alcançou na presente década. Órgãos governamentais estimam que nos próximos anos um entre cada dez automóveis vendidos nos Estados Unidos estará equipado com um transceptor para a faixa do cidadão.

Não tardou para que os primeiros aparelhos de “11 metros” chegassem ao Brasil, embora não pudessem ser legalmente usados no país, cuja regulamentação nem sequer previa o emprego desta faixa. O número de portadores foi aumentando e os inevitáveis “clandestinos” começaram a surgir. Finalmente, a 26 de janeiro de 1970, a solução surgiu: o ministro Hygino Corsetti assina a Portaria n.° 33 (*) criando o serviço da faixa do cidadão.

A faixa do cidadão, como o nome diz, surgiu para permitir que qualquer cidadão, independente das finalidades, possa ter um equipamento de radiocomunicação ao seu dispor mais ou menos como se fosse um telefone portátil. O equipamento, instalado em casa, no carro ou mesmo levado a tiracolo, pode ser destinado tanto para abrir portas de garagem (comando remoto), avisar a mulher que trará convidados para o jantar, comunicações comerciais entre carro de entrega e loja, ou entre matriz e filial, e eventualmente — no único ponto em comum com o radioamadorismo — colaborar com a rede de comunicações oficial em caso de acidentes e calamidades.

Para ilustrar a seriedade com que as autoridades encaram os operadores da faixa do cidadão, basta o exemplo da implantação de um canal exclusivamente destinado a comunicações de emergência através do qual qualquer operador poderá entrar em contato imediato com o Batalhão Tobias de Aguiar, no Estado de São Paulo, para comunicar qualquer acidente ou pedido de auxílio.

Enquanto o radioamador necessita de algum conhecimento técnico

para operar sua estação, quase n da é requerido do operador da faix do cidadão. Seus equipamentos antenas são menores, mais leves bem mais baratos, consumindo tar bém menos energia elétrica. Se candidato ao almejado prefixo “PY que caracteriza os radioamadore brasileiros, é obrigado a se submi ter a exames de radioeletricidadi regulamentação e código Morse, interessado na faixa do cidadã (prefixo PX) só precisa comprar se equipamento (ou equipamentos) solicitar uma licença ao Dentei.

A apresentação de alguns di cumentos convencionais (cédula d identidade, atestado de antecede; tes, residência, etc.), a nota fisci de compra do equipamento, algi mas especificações técnicas qu geralmente estão contidas no m nual do aparelho e o pagamento d uma taxa de instalação encerra fase de licenciamento em uma c duas semanas.

RADIOAMADOR TEM VANTAGENS

Mas, se por um lado os radioam dores têm mais dificuldades pa se licenciarem e instalarem, tai bém tem suas compensações: est livres de quase todas as limitaçõ impostas aos operadores da fai do cidadão, entre as quais a limi’ ção de potência (5 Watts); o limí de duração dos comunicados e três minutos (prorrogáveis após i período de espera) e os equipamf tos — transmitindo em freqüênci fixas controladas a cristal — n poderão ser modificados depois aprovados. Mas a principal limi ção é inerente ao extremo superí das ondas curtas onde está locí zada a faixa do cidadão. Chama-propagação, um fenômeno condic nado à atividade solar, capaz de í nar um contato impossível num < terminado horário a uma dada d tância, mas torná-lo fácil algum horas depois. De modo geral, comunicações são viáveis até 30 40 quilômetros de distância. Qua impossível de 40 km até cerca 1 500 km, mas relativamente fácf além desta distância.

Para tornar o fenômeno mais c ro, digamos que um campista ins lado numa praia do Estado de S Paulo queira se comunicar com s casa na Capital. Ele não poderá zê-lo diretamente, mas terá con ções de se comunicar com umai tação do nordeste ou norte do pi

IMPORTANTE

Não faça a vítima vomitar se ela

estiver inconsciente ou o veneno ingerido for soda cáustica, produtos de petróleo (querosene, gasolina, líquido de isqueiro, removedo-res), ácidos, água de cal, amônia, alvejantes, tira-ferrugem, desodorante.

Em casos gerais de envenenamento, não dê álcool, não deixe o envenenado andar, não dê azeite ou óleo.

Se o envenenamento for através de aspiramento, carregue a vítima para um local arejado. Não a deixe caminhar.

Se for através da pele, lave a região com água abundantemente. Aplique jato de água sobre a pele enquanto tira a roupa. A rapidez em lavar a pele é importante porque reduz a extensão da lesão ou da absorção do veneno.

COBRAS VENENOSAS

Aprenda desde logo a reconhecer uma cobra venenosa. Não é difícil, pois as características são bastante evidentes. Veja a comparação:

VENENOSA

cabeça triangular olhos pequenos fosseta lacrimal

escamas com desenhos irregulares cauda curta, afinando abruptamente dentes — duas presas ou maxilar superior bem maiores que os demais dentes

picada deixando uma ou duas marcas mais profundas

NÃO VENENOSA

cabeça arredondada

olhos grandes

não tem fosseta lacrimal

desenhos simétricos

•longa e afinando gradativamente

dentes pequenos e mais ou menos

iguais

orifícios pequenos e mais ou menos iguais.
Você tem 30 minutos para providenciar os primeiros socorros. Depois disso, só resta levar a vítima para um médico ou hospital, para aplicação do soro. Portanto, não perca tempo.

Deitè a vítima o mais rápido possível e não a deixe fazer qualquer movimento pois qualquer esforço estimula a circulação sangüínea, que difunde o veneno pelo corpo.

1)    chupe o sangue no local, fazendo pressão com as mãos para sugar melhor, desde que não tenha feridas na boca ou dentes estragados.

2)    se não puder sugar, faça pressão com as mãos para retirar o máximo do veneno.

3)    Se a picada não sangrar e tiver sido num braço ou numa perna, na mão ou no pé, coloque uma ata-dura, um lenço ou uma tira de pano bem firme em volta do membro, acima da mordida. Isto é feito para retardar a circulação do sangue.

4)    fure a pele em torno da picada com uma agulha, alfinete ou espinho, num total de 15 a 20 perfurações de pouca profundidade, para permitir a saída da maior quantidade de sangue e veneno.

5)    a atadura deve permanecer somente enquanto se processa a sucção local.

6)    aplique uma compressa fria ou gelo sobre o local da mordida.

7)    leve a vítima imediatamente para um médico ou hospital.

Não deixe a vítima caminhar, não lhe dê álcool ou infusões, não empregue arame, corda, barbante ou similares como ataduras, jamais corte a pele para extrair sangue.

PICADAS DE INSETOS E OUTROS ANIMAIS

A picada de inseto pode representar um risco de vida se a pessoa for sensível. Procure um médico neste caso e como providências imediatas:

*    retire os ferrões do inseto e pressione o local para fazer sair o “veneno”;

*    aplique gelo ou faça correr água fria no local da picada;

*    aplique compressa com amônia.

No caso de escorpião, aranha viúva negra, lacraia ou centopéia, chame um médico imediatamente. Na ausência ou falta de médico, aplique o soro específico,’se disponível, na primeira hora da picada.

Coloque compressa de álcool sobre o local da picada, aplique também gelo ou compressas frias e mantenha a vítima em repouso.
SE BARRACA É BOM,    ^

IMAGINE UM TRAILER …

imaginou?

Agora entre na realidade, tão acessível quanto o sonho.

• Camping sempre é um lugar muito seguro. Exceto para nós que temos o hábito de fumar antes de dormir. Ou que insistimos, no dia de chuva, em acender o fogão a gás dentro da barraca. Ou que à noite, para enxergar melhor, colocamos o lampião a gás ou querosene pendurado lá no meio. É bom lembrar que o tecido da barraca passa por um processo de impermeabilização que o torna incendiável com incrível rapidez. Fato que comprova que uma barraca nunca se incendeia duas vezes…
• À noite, ao trocar de roupa dentro da barraca (isso é importante prjncipalmente para as pessoas do sexo feminino) lembre-se que a lona não é tão grossa assim. E nem à prova de silhueta. Você poderá, sem querer, criar uma atenta platéia do chamado “cine-minha”. Todo campista veterano já viu muitos “ci-neminhas”. Nossa recomendação: prefira a penumbra. Quanto menos luz, melhor. Pelo menos para você…
• Se você prefere o campismo livre, em beira de praia, lembre-se que durante a noite, por causa da lua, as marés sobem. Se a sua barraca não estiver bem afastada, nada evitará que as águas o surpreendam em meio aos mais doces sonhos. Lembre-se também que uma barraca armada sobre a areia nunca fica tão firme e segura como em um terreno compacto. Para encontrá-lo basta caminhar um pouco mais. Entretanto, se você achar que isso é bobagem, garantindo que o vento e o mar são mansos, pelo menos tome o cuidado de amarrar uma âncora ao pé…
• Contra o frio há um eficiente recurso, além do aperitivo: folhas de jornal. Antes de instalar a sua barraca certifique-se se não há o perigo de chover e forre o chão com folhas de jornal. Elas funcionam perfeitamente como retentoras da umidade do solo. E o forro permanecerá limpo, facilitando a sua tarefa na hora de guardar o material. Sob qualquer ameaça de chuva, esqueça da idéia. Do aperitivo, jamais…

NO APARTAMENTO, SEM APERTAMENTO

A conservação da tralha se tornará mais fácil se houver, em casa, local adequado para guardá-la (pode ser no apartamento, mas não em “apertamento”), ao abrigo da umidade e poeira.

Fogões/fogareiros: após uma boa lavagem com detergente para dissolver a gordura acumulada nos canos, vão para caixas — madeira ou papelão — para proteger de arra-nhaduras e amassamentos que facilitam o ataque da ferrugem.

Lampião: feita a limpeza do invólucro de vidro, mantenha o lampião sempre junto a um estoque de camisas, para eventuais trocas no próximo acampamento.

Lanterna: retirar as pilhas sempre que a lanterna for ficar algum tempo sem uso. As pilhas duram mais quando conservadas em lugar seco pois detestam calor e umidade.

Geladeira de isopor: bem lavada e seca, deve ser guardada dentro de capas de pano ou plástico (a capa deve acompanhá-la também ao acampamento) protegendo-a contra o acúmulo de poeira que lhe dá um desagradável aspecto encardido.

Grelha da churrasqueira: esfregá-la com vinagre e sal para clarear as partes escurecidas pela gordura queimada. Guardar em saco plástico.

GUARDOU? ESQUECEU?

PERDEU?

Os planos para o próximo acampamento renovam-se a cada semana. E sempre surge uma pedra no caminho, no caminho surge uma pedra. .. Ou chove ou faz frio ou há plantão no escritório. E o equipamento, cansado de ficar guardado. ..

Barracas, sacos de dormir, cobertas, precisam “respirar”. Ficando muito tempo sem acampar, procure um local próximo para armar a tenda, deixando-a pelo menos uma tarde ao sol. O calor e a ventilação expulsam qualquer investidas do indesejável mofo e conservam por mais tempo a impermeabilidade da barraca.

Os sacos devem ser abertos, virados pelo avesso e expostos ao ar livre para perder o típico odor de “coisa velha”.

PESO-PESADO: UMA LUTA

A distribuição da bagagem no carro, principalmente para viagens mais longas, é de importância fudamental ao bom desempenho do veículo, evitando, ainda, cansaço inútil para o motorista.

No caso dos carros pequenos, em especial o Volkswagen que tem o porta-malas na frente, é conveniente utilizar-se um bagageiro de teto para acomodar parte do equipamento. Uma distribuição racional do peso evita a sobrecarga na suspensão dianteira, com o conseqüente desgaste excessivo de pneus e mecanismo da direção, tornando-a mais “dura” e dificultando as manobras.

Para os carros convencionais, de porta-malas traseiro, vale a mesma regra de boa distribuição. O excesso de peso atrás fará com que a frente do veículo “embique” para cima, tornando a direção leve demais e o carro rebelde ao comando, principalmente em alta velocidade. Ao colocar material no bagageiro, tomar cuidado para que a carga não fique muito alta (a Polícia Rodoviária tolera altura máxima de 30 cm acima do teto do veículo)o que provocaria maior resistência à entrada do ar, provocando maior consumo de gasolina. Assim, no bagageiro devem ser colocados a barraca, dobrada uma ou duas vezes, de forma a ficar “achatada”, cobertores e objetos de maior volume horizontal. Nunca transporte, no bagageiro, por exemplo, geladeira de isopor e caixas. Ao dobrar a barraca e os cobertores, a parte da dobra deve ficar na frente do carro, para evitar que o vento os abra e faça voar. Por cima de tudo vai o encerado, também dobrado, ou aberto se estiver chovendo. (No camping, o encerado poderá ser útil para forrar o chão na frente da barraca ou para cobrir o carro durante a noite).

A CASA DENTRO DO CARRO

‘ O campista convicto está sempre “fuçando” as lojas à cata de novidades e acaba por acumular uma quantidade de peças cujo volume, muitas vezes, é maior do que o espaço disponível para o seu transporte. É “a hora da onça beber água”, com o impasse “muito material/pouco espaço” que se resolve com uma divisão criteriosa do equipamento em : o indispensável,

o muito útil, o agradável:

que, por sua vez, terá facilidade para estabelecer contato com a cidade de São Paulo. Os radioamadores, pelo número de faixas de operação e potência de que dispõem, quase não se deixam afetar pela propagação. Se o comunicado se torna difícil numa faixa, basta comutar o aparelho para uma faixa onde a propagação esteja favorável.

A FAIXA IDEAL PARA O CAMPISTA

Apesar das limitações, a faixa do cidadão é ideal para o campista. O primeiro passo é se dirigir ao Dentei e solicitar os requerimentos e fichas necessárias ao licenciamento. Depois, o melhor é comprar um equipamento, o que não deverá ser problema nas grandes capitais do país (em São Paulo, na Rua Santa Efigênia e imediações, há casas especializadas, que fornecem todo material necessário). Os transceptores são caixas, geralmente metálicas, de tamanho variável entre o de um livro de bolso e uma caixa de sapatos. Sendo transistorizados (e portanto alimentados a baixa tensão) não oferecem perigo de choque elétrico e seu manejo simples (basta apertar uma tecla no microfone para transmitir e soltar a tecla para receber) permite que sejam operados por qualquer pessoa. Os controles são simples e geralmente consistem de três botões: um seletor de canais semelhante ao de uma televisão (cobrindo até 23 canais que compõem a faixa); um interruptor geralmente associado ao controle de volume e um silenciador, dispositivo que permite deixar o aparelho ligado sem que ele faça qualquer ruido, a não ser quando uma estação passe a transmitir no canal em que o transceptor estiver sintonizado.

Em sua maioria, os transceptores são encontrados no comércio, prontos para ser ligados a uma fonte de corrente contínua de 12 Volts (a bateria do automóvel). Para o campista, basta puxar um cabo duplo de calibre entre n.° 10 e 16 da bateria. Um mesmo equipamento pode ser instalado no painel do carro (como se fosse um rádio comum ou toca-fitas), fixado no trailer ou levado para o interior da barraca. O consumo médio destes equipamentos é 300 mA na recepção e um máximo de 1 A na transmissão, um consumo ínfimo que
não deve preocupar o campista, mesmo que ele mantenha seu transceptor ligado o dia todo.

No entanto, os excessivamente prevenidos poderão optar pela compra de uma bateria adicional, só para o transceptor, o que não impede que ela também seja usada para outros aparelhos elétricos alimentados a 12 Volts (uma televisão, por exemplo). Não há necessidade de comprar uma bateria nova para esta finalidade. Uma bateria usada recon-dicionada servirá perfeitamente.

Os mesmos equipamentos podem também ser usados em casa, seja com uma bateria ou ligados à rede elétrica (110 ou 220 V CA). Neste caso será necessário comprar uma fonte de alimentação capaz de transformar a tensão de rede para as características requeridas pelo aparelho.

A terceira opção é a operação a tiracolo. Alguns modelos de transceptores podem ser alimentados com pilhas comuns e assim tornam-se muito mais versáteis. Uma variedade são os conhecidos “Wal-kie-Talkie” que existem no comércio em modelos de 50 ou 100 mW para um alcance máximo de cinco quilômetros em campo aberto (ou cerca de dois quarteirões na cidade) até modelos sofisticados’ que fornecem a potência máxima permitida de 5 W e tem o mesmo alcance dos transceptores convencionais.
UMA BOA ANTENA, O SEGREDO

Simultaneamente à compra do equipamento, o campista deve pensar numa antena adequada às suas necessidades. Para aqueles que pretendem operar móvel (instalar o aparelho no painél do carro ou no trailer e usá-lo quando em movimento) a melhor solução é comprar uma antena pronta. Existem modelos que são instalados no lugar das antenas convencionais de rádio do automóvel, mas o tipo mais eficiente é uma vareta de aço inoxidável de aproximadamente 2,65 m de comprimento sustentada sobre uma mola, que por sua vez é fixada sobre o parachoque ou paralama traseiro do carro. Para os trailers, a antena pode ser fixada na lateral ou mesmo no topo, onde, devido ao reflexo da superfície metálica da capota, surgirão excelentes condições de transmissão.

No acampamento, não há inconvenientes em se usar a mesma antena. Basta deixar um bom comprimento de cabo entre a antena e o transceptor durante a instalação, de modo que o aparelho possa ser levado à barraca ou outro lugar distante do veículo e ainda empregar a antena deste.

Para os que preferirem maior eficiência, há uma ampla variedade de antenas que podem ser preparadas antes da viagem, transportadas desmontadas no porta-malas ou baga-geiro, montadas durante o acampamento e novamente recolhidas para a próxima oportunidade. A máis simples, a tradicional dipolo de meia onda, pode ser feita em menos de uma hora com fio simples de cobre e pendurada entre duas árvores ou varas de bambu. Pela ordem de sofisticação vem a antena vertical com plano de terra que tem a vantagem de irradiar com a mesma intensidade para todas as direções. Finalmente, há as antenas direcionais tipo “yagi” ou cúbica de quadros de dois, três ou mais elementos mas que, pelas dimensões, não são convenientes para o campista médio.

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