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Se o automóvel/moto é a expressão máxima da liberdade, no qual podemos ir para literalmente qualquer lugar por terra, o trailer é a expressão máxima da comodidade. Mas não sem seu ônus, nem tudo são flores e não direi aqui que a “casa é pequena, mas o quintal é imenso”, isto é muito clichê, muitas flores, arco-íris e pôneis coloridos. Vivenciei a realidade da vida em um trailer por 22 dias. Por Eduardo Martinelli no site flatout.com.br

Sobre o meu trailer, ele é um Turiscar Diamante 1985, a decisão de comprar um trailer e comentar com alguns poucos amigos – há raros momentos e poucas pessoas das quais compartilho spoilers de minhas decisões por já esperar um julgamento tendencioso vindo de quem não é meio maluco – pois bem, após ouvir comentários do tipo “mas para vender é ruim, né?” ou “ih, vai casar com isso, nunca vai vender” me veio em mente o texto do livro Os Irmãos Karamazov de Dostoievski: “Somos assim: sonhamos o voo mas tememos a altura. Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.”

Hoje em dia as pessoas compram um carro, ou no meu caso um trailer, já pensando em vender? Ué? Por acaso nós compramos uma casa pensando em vender? Ou casamos para pensarmos em divórcio? Nós vivemos, não apenas existimos. Coisas boas e ruins passaram e passarão, à nós, passarinho. A decisão de comprar este trailer original de 1985, ou seja, 37 anos nas costas, ou melhor, no chassi, madeira e alumínio envolveu uma escolha nossa de empreender, sairia muito mais barato comprar um trailer do que ficar hospedados em Airbnb ou Booking da vida no médio prazo toda vez que precisássemos ir para Urubici, Santa Catarina.

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Sim, apesar de parecer algo irracional a compra envolveu contas de retorno sobre investimento e outras contas e análises de viabilidade. Mas vende-lo no futuro nunca fez parte da análise. Outro ponto de escolha foi qual trailer comprar? Colocamos um teto de orçamento para isto, comprar um menor nos traria uma boa economia, mas um trailer pequeno, que comporte oficialmente quatro pessoas, com conforto mesmo são dois. No nosso caso, somos um casal, um filho e um cachorro. As coisas não ficariam confortáveis ali dentro. Optamos então pelo maior dentre as opções disponíveis e dentro do orçamento entrou este Turiscar Diamante absolutamente original por fora e por dentro, é um trailer com cara de trailer e isto foi fator determinante. Não queríamos um trailer reformado com cara de apartamento, queríamos a sensação de estar em um trailer.

No canto esquerdo temos uma sala de jantar que vira uma cama de casal (como dizer: dinete), logo na entrada temos uma pia, fogão de quatro bocas e forno (de 1985 e funcionando perfeitamente), logo do lado da entrada temos uma geladeira (apesar de moderna não é frost free, ou seja, precisa descongelar o freezer regularmente, caso contrário o gelo vai dominar ali), temos do lado da geladeira uma beliche que, quando recolhida, vira uma mesinha de dois lugares e em frente um banheiro completo, com boxe separado. Por fim, temos a cama de casal no canto esquerdo, este ambiente é fechado por uma porta de madeira. Armários? Onde você olha, tem um.

Oficialmente o trailer comporta 6 pessoas, sinceramente, a interpretação aqui é meio que coração de mãe. Cabe? Cabe. Com conforto? Não. O banheiro é apertado para mim que tenho 1,83 e 90kg, o boxe idem. Ele é baixo, deve ter 1,86 metros de altura no interior, no máximo. Bati minha cabeça todos os dias nas saídas de portas, seja do banheiro, seja do quarto ou seja da saída do trailer. Várias vezes! E isto não é exagero. Sim, sou desastrado também, isto conta. Suas dimensões são: sete metros de carroceria, 2,20 metros de largura, com peso de 1.620 quilos, ou seja, ele mais meu Jeep, apesar de conseguir puxar, minha CNH não permite. E aqui chegamos em um ponto importante para sua compra, trailers mais antigos tem alguns problemas causados pelas leis. Na década de 80 e início de 90 eram uma febre, lembro-me inclusive de quando era criança havia uma loja de trailers e motorhome perto do aeroporto de Congonhas.

Contudo, surgiu a lei limitando o peso de carga. Ou seja, de uma hora para outra, para rebocar o seu você precisava tirar uma nova CNH. O que aconteceu? Muita gente encostou o trailer e o transformou em edícula ou deixou em algum camping qualquer e construindo uma infra envolta dele, com cozinha, sala, tudo de alvenaria. O trailer virou um imóvel. Hoje em dia não é difícil encontrar anúncios, porém, resgatar o histórico é fundamental, trailer parado é igual carro antigo parado. Vai dar problema. Se o freio de mão ficou puxado por anos, a lona grudou, precisa trocar tudo, fora que é uma revisão de casa, fiação velha, encanamento, etc. Quer comprar um sem dor de cabeça? Ou procure uma loja de referência e especialista do ramo ou conheça o histórico do trailer e da pessoa que está vendendo. Vai por mim. O meu comprei de loja. Menos uma dor de cabeça.

Documentos? Como funciona? Paga IPVA? Não, não é motorizado então não paga IPVA apenas o licenciamento. E transferindo ele de propriedade precisa fazer a vistoria igual carro. Da entrega, como foi puxar um negócio desses? Bom, não puxei. Iria puxar, encarar este desafio com meu Tijolo-Móvel mas a esposa achou arriscado demais e, além disso, minha CNH não permite. E confesso, também estava com medo de puxar por uma questão básica de freios. Como funciona o freio de um trailer? Trailers modernos possui a opção de freio elétrico, ou seja, ele “entende” que você pisou no pedal e aciona o freio do trailer com a mesma intensidade do seu pé, é sutil. Trailers mais antigos ou os novos mais simples possui o freio “totozinho no traseiro”. Onde vai o engate não é uma peça fixa, é um pistão que, ao frear, o pistão é comprimido e envia o fluído até as rodas do trailer, só aí que ele freia.

Obviamente que toda vez que você aciona o freio você sentirá um “totozinho no traseiro” como se algum carro batesse de leve em você. É legal? Não, nenhum pouco. Muito menos para uma estrada tão sinuosa como a que leva até Urubici, SC. Negociamos para a loja mesmo entregar, compramos em Biguaçu e entregaram para nós em Urubici. Melhor.

Recebo as instruções, onde liga o que, como liga a água, gás (é botijão normal e ele fica armazenado em um lugar próprio e ventilado). O trailer em questão é 220 volts e, caso de emergência, há uma bateria de 12 volts. Ficar no escuro ou na água gelada no banho? Nem pensar (ops… cedo demais).

Tudo é muito simples, lugar de ligar a extensão elétrica é um só, próximo do engate, dali é só procurar uma tomada no camping e pronto. Resolvido. Da água há três opções: ou liga a mangueira direto no cano que abastece tudo no trailer, neste caso a água virá com a pressão da torneira que você for ligar a outra ponta. No outro caso você liga na caixa d´água e esperar encher até vazar pelo ladrão que fica próximo a saída das rodas, aí você desliga a torneira. Ou, última opção, liga no sistema de bomba, é automático, encheu a caixa, a entrada d’água é fechada automaticamente, esvaziando a caixa, aciona sozinho. Zero preocupação. É claro que esta última opção não funcionou e ainda não consegui identificar a razão.

A caixa d’água comporta 190 litros, parece muito, mas não é. Então a rotina de abrir e fechar a torneira foi recorrente. A água servida das pias da cozinha, banheiro e boxe literalmente vai para o ralo, no meu caso, vai para a grama. É a parte chata. Por mais que você limpe os pratos ou panelas, um arroz, feijão, cebola… vai cair na grama junto com o sabão. E aquela grama vai morrer

Mas e a privada? E o sistema de tratamento de esgoto? Como funciona? Caros leitores, se forem de estômago fraco sugiro pular e seguir à partir da foto do Jeep na noite. Se topou seguir até aqui, responsabilidade sua. Como disse no começo, na comodidade de se viver em um trailer há um ônus horrível, nojento, nefasto, horroroso e, infelizmente, necessário. o trailer em questão possui uma caixa de detritos que comporta 185 litros do mais puro creme de chocolate e suco de laranja (fui sutil aqui, né?). Ganhei da loja uma caixa deste produto que dissolve tudo e ainda deixa um cheiro agradável no banheiro, entenda como agradável o cheiro de banheiro de ônibus de viagem quando sai da rodoviária. É fedido? Não, mas agradável também não chega à ser. Vamos chamar de honesto.

No Camping que ele está não há fossa, logo, não há onde eu conectar um cano diretamente para a saída e viver como em uma casa na cidade. Aqui não. Sim, é preciso esvaziar 185 litros de creme de avelã no balde.

Ou melhor, baldes e mais baldes. E não apenas um, mas dois. O maior comporta 20 litros e não cabe debaixo do trailer, onde é a saída dos dejetos. Tive que usar um pequeno e do pequeno encher o grande. À cada três pequenos eu enchia um grande e caminhava até banheiro do camping para só aí, jogar na privada e dar a descarga. Não é só isso, é preciso abrir a válvula aos poucos, pois se abrir de uma vez, sairá com pressão e vai creme para todo lado. Graças aos Deuses deste mal não sofri, recebi a dica antes. Pois bem, abre a válvula com a mão esquerda que fica alojada próximo a uma das rodas e com a mão direita você segura inclinado o balde. Está logo um pouco acima da metade do balde? Desliga por que da válvula até a saída temos 1 metro de cano e ainda tem muito à sair dali. Espera pingar tudo para não cair na grama. Repita. De novo. Repita. Mais uma vez. Repita. Novamente. Repita…. me senti como o no filme No Limite do Amanhã. Fui Bill Cage por horas. O martírio durou umas duas horas. Ainda está aqui? Você é forte! Ainda tem mais.
O odor obviamente não é agradável, aos poucos novas amigas díptero braquícero da família Muscidae vem até mim. A missão precisa continuar. Bem devagar a válvula vai abrindo mais e mais, até finalmente acabar. Não me venham com o discurso de “casa pequena mas o quintal…..” Mas o “acabar” aqui não é o fim. É preciso lavar o cano, baldes mais baldes com cloro e todo produto químico que você possa pensar em higiene do lar foram usados ali dentro. E o processo começa novamente. Após isto, é desinfetar os baldes e o local da “fossa”, mais produtos químicos. Acho que deu certo, nenhuma mosca apareceu. Aquilo pareceu ambiente cirúrgico depois. Mas não é legal. Não é e nunca será. Óbvio que havia banheiro no camping mas não é sempre que você usa, no meio da noite você vai sair do trailer, caminha 100 metros para usar um banheiro? No frio? Outro fator, muitas vezes o banheiro do camping estava ocupado ou estava inviável de usar. Cedo ou tarde o uso do banheiro do trailer se tornou uma constante à praticidade e comodidade. É aqui, é limpo, vou usar. O depois? a causa e efeito vem. É preciso pagar a conta disto.

Morando no trailer por três semanas a situação contada acima foi repetida duas vezes, a segunda por precaução. Pelo menos foi mais rápida. No mais, como funciona o sofá que vira cama? Antes de comprar o meu pensava que era uma torre telescópica, tira a trava ela encolhe. Coisas do gênero. Não é.

O primeiro passo é levantar o tampão da mesa, o pé dela, uma barra cilíndrica de ferro ficará presa ao chão ou nela, aqui é uma loteria. Feito isto, puxa-se a barra até soltar. Isto é um exercício de paciência, ferro dilata com variação de temperatura. Em Urubici fazia 30º durante o dia e próximo de 10º todas as noites. Puxar com força não adiantava, torcer a barra? Muito menos. Foi um trabalho de Buda, a paciência tinha que reinar, aos poucos a barra se soltava. Não ia ser na primeira, segunda, muitas vezes nem na quinta tentativa. Mas ela ia soltar. Fé.

Barra solta? Coloca ela dentro do sofá em um dos infinitos “armários” que o trailer possui, coloca uma barra de madeira em cada extremidade, cruzando os lados, coloque o tampão da mesa encaixado e voilá, você tem agora a cama para dormir. E é confortável sim!

Morar em um espaço de menos de 15 metros quadrados não é algo fácil, apesar do relativo conforto não há muita privacidade, ser resiliente e esperar por qualquer aventura fez parte do negócio. Aventura esta que me fez tomar banho gelado por uma semana inteira. Com uma temperatura lá fora beirando 10º. Explico, de uma hora para outra a bomba d´água parou de funcionar, logo, não havia pressão para levar a água da caixa até o chuveiro e torneiras. Tive que ligar a mangueira via ligação direta, a pressão não era suficiente para o banho.

Havia chuveiro no camping? Neste específico não. Conseguimos a bondade do trailer vizinho em nos ceder o chuveiro. Amigo de longa data. Mas como ficava até tarde tocando as coisas do nosso projeto e, de noite acendia a fogueira e bebia um vinho, incomodar o outro não me parecia correto.

Este pequeno luxo e prazer que me dava, beber um vinho na beira de uma fogueira vendo um céu estrelado como jamais havia visto, quase todas as noites, faziam valer a pena os banhos gelados.

Todo dia quando conseguia um tempo, investigava uma coisa, olhava a voltagem, checava fusíveis, trocava a tomada do camping, fiz tudo que se possa imaginar. Nada de resolver. Aciono a loja que comprei o trailer, tentam me ajudar por telefone, nada. Vou parar debaixo do trailer para checar se passava corrente pela bomba d´água. Se estiver passando corrente lá e não ligar, a bomba queimou. E vai lá eu debaixo do trailer procurar a bomba d’água…

Testando e bomba funcionando… aquilo estava me incomodando, até a água da pia saia muito pouco, precisava resolver. O problema foi resolvido da maneira mais simples que se possa imaginar, a loja me acionou alguns dias depois dizendo que haviam três disjuntores para a bomba. Talvez um estivesse desligado. Bom…. três disjuntores para um único equipamento? Encontrei dois, um junto à chave geral, outro perto da caixa de fusíveis e o terceiro…… escondido dentro do boxe. Meu filho deve ter apertado de brincadeira ou por engano e pronto. Finalmente banho quente e problema resolvido! Comemorar este pequeno prazer de um banho quente? Por que não?

Viver tanto tempo em um espaço tão pequeno e lavar as roupas? Aqui é na mão e na pia do camping. Não tem segredo nem comodidade. Trailers mais modernos ou reformados possuem uma pequena máquina de lavar roupa. No meu caso, não.

Cozinhar também não é tarefa das mais simples apesar do fogão ser muito bom. O problema é o espaço para preparar as coisas. Tudo muito compacto e estreito, é preciso fazer uma logística just-in-time com a louça e talheres. Usou, lavou, enxugou, guardou. Não acumular louça na pia era o segredo.

De fato cozinhar por tanto tempo e muitas vezes no improviso (esqueci panela de pressão) trouxe algumas receitas boas e inesperadas, como o meu feijão cozido por quatro horas.

Colher lenha fez parte do cotidiano, toda noite acendíamos, eu, minha esposa, meu filho meu cachorro. O interessante de se viver assim é que isto nos aproximou. O tempo desperdiçado no celular foi inexistente. Usávamos o celular para o trivial que é…. falar ao celular. Confesso que estou alguns podcasts do Flatout atrasados e algumas reportagens, espero tirar o atraso logo. Facebook, Instragram, etc…. tudo desconectado. Curtíamos involuntariamente nosso momento.

Algumas coisas do trailer precisam ser feitas no ato. Por exemplo, chuva. Caiu um pé d´água de noite, o toldo estava aberto, é um toldo como qualquer outro, vai acumular água em algum canto e é preciso tirar isto antes que o toldo rasgue. Ok, mas fazer isto beirando meia noite foi sacanagem, São Pedro! E estava frio! Muito frio! Por sorte no dia seguinte o tempo se abriu e de noite novo momento de comemorar. Fazer o que? Óbvio! O que sempre quis fazer. Marshmallow no fogo com meu filho. Isto é uma das coisas que vamos guardar na memória. Isto e limpar a fossa. Ainda não esqueci daquilo.

No dia seguinte ao grande evento da night marshmallow choveu novamente, coisas do cotidiano, meu cachorro ficou imundo de barro. O que fazer? Sim, amigos. É dar banho no cachorro dentro do boxe de um trailer. Viver em um espaço tão pequeno por tanto tempo nos transforma, desapegamos por muitas coisas e passamos a valorizar outras (não estou falando aqui sobre limpar a fossa). E assim fomos vivendo em um Turiscar Diamante 1985, cada dia, uma nova descoberta, um novo problema, uma coisa nova quebrada. Um dia foi a maçaneta da porta, não durou muito e quebrou, e não encontro uma nova de reposição. O que as pessoas fazem é trocar por uma nova, adaptando, cortando, fazendo tudo diferente e remendando. Ainda não sei se quero isto para o trailer.

Valeu a pena? Sim. Limpar a fossa? Nenhum pouco. Isto não. Mas curtir minha família, ver meu filho explorando a natureza e curtindo a vida de um trailer é algo que não tem preço.

Ver o pôr do sol com uma paleta de cores tamanha que é impossível em foto expressar, é algo memorável.

Ou ver a lua cheia e nada mais. Experiência e contato direto com a natureza.

Por fim, chegou o momento de ir embora, por regra do camping, teria que deslocar o trailer alguns metros para que pudessem cortar a grama que cresceu debaixo dele. Nesta hora mais uma coisa quebra, a rodinha dianteira. Devo ter feito alguma besteira que simplesmente arrebentei o eixo dela. Paciência. Trailer movimentado três metros e vida que segue. Chegando em casa, notamos que temos coisas demais, em uma casa grande demais. Já estamos sentido falta daquela vida? Sim. Estar dentro de um trailer, por mais que você esteja trabalhando via home office ou indo pra cima e pra baixo resolvendo suas coisas, apenas o fato de estar morando nele, traz uma sensação de férias, de relaxamento. De simplesmente paz (e eu continuo odiando limpar a fossa). [Conteúdo “na mídia” de fonte no: https://flatout.com.br/]

 

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Marcos Pivari
CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Jornalista por função e registro, é fundador do Portal MaCamp Campismo e sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."

3 COMENTÁRIOS

  1. Olá, Marcos!
    Creio que não vi em nenhum trecho ou publicação, o que a legislação brasileira fala, se é que fala, sobre viver/morar de fato em um motorhome. Tenho dúvidas sobre quanto tempo é permitido ficar estacionado em uma área (terras) da União, em praias, vales, etc. Será que o deslocamento periódico é requisito fundamental e imprescindível?
    Parabéns pelo desprendimento para se viver a experiência e compartilhá-la conosco.

    • Cid. Não há leis específicas. Cada lugar tem uma regra diferente para ESTACIONAMENTO de veículos. Já “morar” em um veículo é outra história. Na verdade não há muita clareza em “morar” em locais públicos, haja visto que nem mesmo moradores de ruas possuem tal direito totalmente livre, devendo sempre a sociedade promover a ele uma possibilidade de moradia. Nestes casos, é imprescindível que a pessoa estacione em locais privados ou, se viver viajando, pernoitar em locais diferentes para não estabelecer uma moradia fixa.

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