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“SENSÍVEL AO TORQUE”. Esta é a melhor definição para o sistema de diferencial central TORSEN. Um sistema de distribuição 4×4 que tanto nos ajuda nas viagens, trilhas e, principalmente rebocando trailer pelo nosso Brasilzão. No caso iremos tratar apenas do tipo de diferencial central de um 4×4, que é o que equipa o nosso veículo de reportagem do MaCamp – A AMAROK – que também reboca nosso trailer. (Existem diferenciais Torsen também para eixos dianteiros e traseiros). O equipamento se da famosa e conhecida “caixa de transferência”, que faz o trabalho de distribuir a força motriz vinda do câmbio, para ambos os eixos (dianteiro e traseiro).

O sistema Torsen não é criação nova. O Engenheiro mecânico norte americano Vermon Gleasman inventou na década de 1960 um diferencial que trabalhava com o princípio de escorregamento limitado que “sentia” o torque de cada eixo. O sistema utiliza o atrito das engrenagens mecânicas para produzir os efeitos autoblocantes sem a necessidade de recorrer ao uso de embreagens ou discos mergulhados em óleo. A mesma tecnologia é empregada no diferencial central.

Na nossa Amarok a tecnologia Torsen no diferencial central é representada pelo termo 4MOTION. Outros termos são usados em outras montadoras, como exemplo do “quattro” da Audi. Pode não parecer, mas este tipo de sistema faz uma diferença enorme na usabilidade do carro não só rebocando ou em trilhas de lama, mas também em situações de asfalto. O maior exemplo é subir uma serra como a de Ubatuba (SP-125 Oswaldo Cruz). Ela possui além trechos de aclive acentuadíssimo, o mesmo em curvas muito fechadas. Nesta situação, veículos de tração apenas traseira podem sofrer até mais do que os dianteiros, nas derrapagens. Já a maioria das caminhonetes que não podem andar em 4×4 no asfalto poderá ser fortemente avariada nesta situação. Já com um sistema de “tração integral” onde as 4 rodas estão trabalhando engrenadas, estas curvas podem ser feitas em melhor performance. Agora, tendo um diferencial central controlando e distribuindo estas forças constantemente como no caso da Amarok, só experimentando pra saber a emoção. Agora imagine tudo isso rebocando um trailer. Sim, é possível e nós já fizemos.

Não só no offroad, a distribuição correta das forças entre o eixo traseiro e dianteiro é importante. Pense em uma onça ou numa puma correndo atrás de sua presa, como que a diferenças de forças mudam entre as patas da frente e de trás. No eixo dianteiro está todo o controle de direção que, apesar de não tracionar todo o peso distribuído do carro, estabiliza toda a dirigibilidade. No eixo traseiro está toda a força de impulsionamento do corpo do carro. Quando a tração é 4×4, seria importante existir um controle e dosagem constante entre ambos para uma melhor performance, mas nem sempre é o caso. No caso do 4Motion/Torsen a tração integral está em constante monitoramento do que mais se necessita a todo momento, podendo alcançar tanto o impulsionamento quanto o controle direcional em doses variadas e mais precisas. No caso do Torsen da Amarok, varia de 20% a 60% no eixo dianteiro e de 40% a 80% no eixo traseiro.

NÃO SÓ PRA LAMA: Os sistemas de tração integral são importantíssimos para que a qualquer momento que o motorista se deparar com um piso de pouca aderência, não seja necessário tomar nenhuma providência quanto ao engate do 4×4 ou bloqueio de diferencial. No Brasil, temos a lama e pisos molhados como maiores cenários deste tipo de ocorrência. Já nos países nórdicos, a neve pode representar perigos muito mais iminentes. É por esta razão que temos alguns veículos 4×4 no mercado que não fazem a linha do “off road convencional”

AMAROK NÃO TEM BLOQUEIO DE DIFERENCIAL CENTRAL? Costumamos ouvir muito isto nas críticas automotivas na internet. Porém, apesar de não possuir tal “dispositivo” exatamente por não ter um diferencial convencional, a AMAROK possui sim um sistema que transfere a força para o eixo que mais está precisando de tração naquele momento. É esta a função do bloqueio de diferencial, porém no convencional este serviço é feito de uma maneira mais “engessada”: Mesmo que em porcentagens diferentes para os eixos dianteiro e traseiro, este tipo de diferencial acaba aplicando a mesma força constante para cada um deles, impedindo apenas que toda a força seja transferida para o eixo de menor poder de aderência.

NA PRÁTICA: Usamos há 9 meses nossa Amarok Diesel V6 4×4 com diferencial central Torsen. Podemos dizer que o sistema automático facilita a vida de quem não quer se preocupar com questões técnicas OffRoad, pois faz todo o trabalho sozinho. Porém, para os que como nós, são amantes do 4×4, o sistema proporciona e muito um prazer ao dirigir na trilha, pois além de sentir o sistema trabalhando em prol do percurso, ainda é possível direcionar a atenção aos demais controles e fatores de dirigibilidade. Por exemplo, ligando e desligando os recursos 1-OFFROAD; 2-CONTROLE DE TRAÇÃO; 3-BLOQUEIO DE DIFERENCIAL TRASEIRO. Além disso o sistema eletrônico que usa os freios independentes para travar as rodas que estão deslizando no ar, facilitam ainda mais a vencer os maiores obstáculos. Para quem reboca trailer e precisa de recurso principalmente na hora da manobra dentro dos campings em pisos escorregadios, tendo que dar ré com o conjunto articulado acaba dando pulos de alegria ao contar com tais modernidades. Tudo isso aliado aos quase 60kgfm de TORQUE e aos 258CV de potência fazem da AMAROK V6 o carro mais potente para rebocar trailer dentre às categorias de caminhonetes e SUVs médios.

 

 

CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."

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