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Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015

Este tópico contém respostas, possui 15 vozes e foi atualizado pela última vez por  PaulaArte 2 anos, 7 meses atrás.

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    Roger Formiga
    Participante

    Pessoal, andei postando avaliações dos campings na seção Campings Interior. Agora que voltei da viagem, com mais tempo vou postando aqui ao longo dos próximos dias, um relato deste tour que pode servir de inspiração a outros campistas e viajantes. Meu nome é Rogerio, tenho 58 anos, acampo desde os 17. Minha esposa é a Esmeralda, tem 54, acampa desde os 18. Nós acampamos juntos há 34 anos. Inicialmente tínhamos programado esta viagem para o sul, Serra Catarinense, Serra Gaúcha, Região vinícola e volta pelo litoral, ficando principalmente em Garopaba que gostamos muito.

    Acontece que este ano o efeito “el ninho” tem sido muito forte com excesso de chuvas no sul. Como estava chovendo muito no sul e as previsões indicavam muito mais chuva, alteramos toda programação para Minas Gerais. Em 2013 havíamos feito um tour por MG em duas semanas ficando em hotéis e pousadas. Para este ano queríamos ficar mais tempo e em campings. A programação refeita ficou então para: São Francisco Xavier, Marmelópolis, Itamonte, Aiuruoca, Carrancas, Tiradentes, Ouro Preto, Serra do Cipó, Serro, Diamantina e Serra da Canastra. Nos últimos anos tínhamos acampado pouco, sendo a maior parte para a praia de Barra do Una na Juréia. Infelizmente existe pouca opção de campings Brasil a fora. Em 2012 numa viagem pelo sul de Minas, carregamos a tralha de camping e somente num local conseguimos acampar, por sinal um camping bem ruinzinho. Em vários locais os campings que existiam estavam fechados durante a semana ou só funcionavam nos feriados. Para este tour, com a ajuda do guia Macamp e consulta em sites e blogs de viajantes e montanhistas, fizemos levantamento dos campings existentes no percurso. Atualizamos uma boa parte do equipamento pois a intenção era de ficar um mês viajando. Vou colocar aqui brevemente o nosso equipamento: Veículo O principal item é a viatura de deslocamento. Utilizamos este jipinho Gurgel X-12 ano 1981.

    É um carro pequeno e jeitoso, que enfrenta bem o off-road, fácil de manobrar, mecânica simples (fusca) e confiável. Aqui nesta foto o interior bem lotado.

    Fiz nele uma adaptação que foi o bagageiro traseiro e as duas caixas. Essas caixas fiz em chapa de aço galvanizado, ficando uma para toda a tralha de cozinha e a outra para os alimentos não perecíveis. Facilitou muito o transporte e a utilização, principalmente nas paradas para lanche e almoço nos deslocamentos.

    Aqui nestas duas fotos, parada para fazer o almoço na beira do Rio Santo Antonio em Conceição do Mato Dentro, Serra do Cipó.

    Nos deslocamentos de uma cidade para outra, um camping para outro, sempre deixamos um dia inteiro, para fazer o percurso devagar e conhecer o caminho e cidades nele. Isso faz com que tenhamos que fazer o almoço ou levar o lanche para o dia.

    Aqui nestas duas fotos, pausa para lanche na Serra do Lopo entre Extrema (MG) e Joanópolis (SP)

    Barracas Por muitos anos utilizamos uma Ferpi Bangalô 5 pessoas. Foi uma ótima barraca, mas chegou ao fim da vida e era muito pesada, dois pacotes enormes. Depois ficamos somente com uma igluzinha e uma lona extra. Para este tour, adquirimos um Gazebo FRESH 3 x 3m Quechua. Ele se mostrou uma ótima aquisição. Resistiu bem a chuva, pegamos chuva bem forte por 3 dias. É bem espaçoso, 9m2 de área útil, deu uma ótima cozinha e sala. Ele não tem chão, para isso usamos uma tela de nylon preta 3×3 que serviu muito bem. A tela protege o gramado do pisoteamento, permite que líquidos passem direto para o chão ( na cozinha sempre cai alguma coisa) e a sujeira maior é facilmente varrida.

    Para dormir usamos nossa velhinha iglu Coleman, que não resistiu aos últimos dias e será trocada para a próxima viagem. Adicionalmente, tínhamos uma lona Nautika 3×4 e mais uma 2×2 para proteção extra na chuva ou no sol forte. A estrutura dessa lona eu fiz usando ferragens de uma antiga barraca Santo André de forma a ficar alta e tamanho suficiente para a lona.

    A Cozinha É para nós um dos principais motivos de acampar, fazer a própria comida. Para isso, uma cozinha bem montada, com o equipamento básico e essencial é fundamental para se passar vários dias acampados.

    Utilizamos este móvel de cozinha Quechua que se mostrou muitíssimo útil. O fogareiro é antigo, já tem mais de 34 anos de uso e está muito bom ainda (mangueira e registro são trocados com frequencia adequada) .

    A mesinha amarela eu mesmo fiz, utilizando tubos de sucata. Ela é totalmente desmontável e a finalidade é servir de pia. Mesmo que muitos campings ofereçam lava-pratos, é necessário dispor de água para lavar os alimentos para o preparo, alguns utensílios, etc. Isso requer água na própria cozinha. Para reservatório adquirimos esta “Ducha solar para camping” por possuir torneira e ser dobrável. Este produto se mostrou bem fraquinho, não resistiu a um mês de uso. A torneira quebrou no último dia e o ponto de apoio no plástico já estava rasgando mesmo nunca tendo sido utilizado com a capacidade máxima.

    Usamos uma caixa térmica Coleman com 3 blocos de gelo coleman que durante a noite deixamos no freezer ou geladeira do camping e durante o dia voltam para a caixa térmica. Funcionou bem este esquema. Para água potável uma bombona de 12 litros que sai de casa cheia de água de nosso poço e depois quando acaba vou adquirindo água mineral pelo caminho. A Sala Utilizamos uma mesinha pequena em alumínio 60 x 45 que serviu bem. Ela não é muito firme mas pesa pouco e fica bem pequena desmontada. Duas cadeiras Arpenaz Quechua que são leves e bastante práticas, mais dois banquinhos antigos, que faziam parte da mesa de camping que foi aposentada.


    Viajando e trabalhando Nós temos uma pequena empresa de informática com foco em uma solução para Representantes Comerciais, desenvolvimento, manutenção e hospedagem de web sites ( http://www.softservice.com ) Nosso trabalho permite que possamos viajar desde que tenhamos sempre acesso a internet. Nos últimos anos a implementação das redes 3G tem facilitado e permitido esses tours. Temos no escritório nossos filhos (24 e 29 anos, também campistas desde crianças) que dão o atendimento aos clientes e nós podemos então viajar e fazer o nosso trabalho durante as manhãs e as noites. Aqui trabalhando em Marmelópolis no Camping Maeda.

    Após esta apresentação, vou inserindo depois neste tópico os detalhes do tour, cidades, lugares e fotos.

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    #63925

    postagem simplesmente excelente para fomentar o nosso campismo do BRasil. Não pare nunca, cara.

    Marcos Pivari - CEO e Editor do MaCamp

    #63937

    Roger, sem palavras pro seu tópico! Não tem vibração maior quando vejo um relato carregado de detalhes, idéias, inspiração, humildade e sobretudo fotos (fotos e +fotos e +fotos)…mostrou que viajar acampando só depende de vontade, disposição e organização…nada é obstáculo, nem mesmo o trampo né? :D😀 perfeito, parabéns novamente! Faço as do Marcos as minhas palavras: “Não pare nunca”

    #64010
    Junior ABC
    Junior ABC
    Participante

    Tópico riquíssimo de detalhes e com muitas fotos, muito legal parabéns ao casal e continuem a nós abastecer com todo esse conhecimento. Abs Enviado do meu iPhone usando Tapatalk

    #64019
    Andre Conrado
    Andre Conrado
    Participante

    Roger, parabéns pelo relato. Simples , claro e objetivo. E como falou o Alexandre inspirador. Aproveitando o ensejo te pergunto: como foi a passagem por Diamantina? Qual Camping ficou? Faço essa pergunta pois estou pensando em ir até Nova Viçosa para acampar entre o Natal e Ano Novo e passar por Diamantina e ficar uns 3 dias. Abraço.

    "O encanto de viajar está na própria viagem" Mario Quintana.
    Turiscar Eldorado 1981
    Pajero Sport 2.8 2003

    #64020
    Andre Americana
    Andre Americana
    Participante

    Eu tenho um X12 1981 com capota rigida. Não sabia que cabia tanta coisa dentro dele… Parabéns pela bela aventura. Enviado usando maquina de escrever ano 1880

    #64023
    Andre Conrado
    Andre Conrado
    Participante

    Roger, acabei de verificar o seu relato sobre diamantina no tópico camping do interior. Mais um vez parabéns. Enviado de meu XT1097 usando Tapatalk

    "O encanto de viajar está na própria viagem" Mario Quintana.
    Turiscar Eldorado 1981
    Pajero Sport 2.8 2003

    #64041

    Roger Formiga
    Participante

    André Conrado, o problema de Diamantina está sendo os pernilongos. Contate alguém de lá antes de ir ou o próprio camping. Alternativa boa, é ficar em Serro que é lá perto. Gostamos MUITO MAIS de Serro do que Diamantina. Em Serro tem campings mas não conheço, ficamos uma noite apenas e optamos por ficar numa pousada. André Americana, no X-12 se tirar o banco traseiro aumenta bem a capacidade de carga. O problema fica apenas no peso, que nas subidas de serra faz o carrinho andar bem lento mesmo, mas vai que vai. Alexandre, não parei até agora, não paro mais. O mundo é grande tenho muito o que conhecer ainda.

    #64072

    Roger Formiga
    Participante

    Então aqui vai o primeiro relato detalhado do tour, trecho de São Francisco Xavier a Marmelópolis. Saímos de S. Lourenço da Serra no domingo dia 30 de agosto com destino a São Francisco Xavier. Optei por um caminho monótono mas mais rápido, Rodoanel, Airton Senna, Carvalho Pinto até São José dos Campos, onde pegamos a SP-50 para Monteiro Lobato. Essa estrada é muito bonita, a subida da serra, as curvas, paisagens para ir devagar curtindo. Fomos direto para o Camping Canto dos Pássaros que tinha boas referências aqui no guia.

    Já fiz anteriormente os comentários sobre o camping, que está aqui: http://www.portal.macamp.com.br/forum/showthread.php?tid=5971


    São Francisco Xavier é um distrito de São José dos Campos, mas parece uma típica cidade do interior, pacata, limpa, tranquila. Vale a pena conhecer e passear por lá.

    Dentre os atrativos existentes resolvemos conhecer o Pouso do Rochedo que é uma propriedade particular onde tem várias trilhas, um pico com trilha bem demarcada onde se chega a 1.500 m de altitude, algumas cachoeiras e outros atrativos como campo de futebol, piscina, parque para crianças, etc. Tem também chalés para hospedagem e restaurante. Cobram R$ 20,00 por pessoa e pode passar o dia por lá. Fizemos a subida do pico e a trilha das cachoeiras. Trilhas fáceis, mas a subida é bem puxada.


    No dia 1 de setembro deixamos S. Francisco e fomos para São Bento do Sapucaí, que já tinhamos dado uma passada uns anos atrás e interessava conhecer um pouco mais. E São Bento procuramos camping mas não encontramos nada perto da cidade, então a melhor opção foi uma hospedaria que alugava uma casinha de fundos, boa para fazer a janta e passar a noite.

    São Bento do Sapucaí é uma cidade bonita, bem cuidada, tudo limpo, muito tranquila, pessoas simpáticas.

    Dia seguinte demos mais uma volta por São Bento, subimos a serra que liga com Campos do Jordão onde tem várias cachoeiras, sendo a maior a do Toldi, uma baita queda bem alta. Essa estrada é bem íngreme, muitas curvas, visual bonito, tem-se a vista o tempo todo da Pedra do Baú, atração mais famosa de São Bento do Sapucaí. Minha intenção inicial era subir essa estradinha e pegar a BR-383 para Piranguçu, mas essa estrada é em terra e como tinha tido um probleminha no X-12 e não tinha certeza que estava resolvido não quis arriscar e dei uma volta maior, mas somente asfalto, passando por Paraisópolis, Brasópolis, Piranguinho, Itajubá. [Curiosidade: Pelo interior do BR determinadas cidades são cidades de tal ou qual especialidade. Piranguinho é a cidade do “Pé de moleque”. Em todo lugar tem venda de pé de moleque. Em Brasópolis existe um observatório astronômico num pico com pouco mais de 1.500m, mas não é aberto a visitação. ] Esse caminho até Itajubá é tranquilo, estradas boas, visual bonito, pouco trânsito. Já de Itajubá para Delfim Moreira, a estrada é boa, mas tem muito, muito, trânsito de caminhão. É região de serra, muitas subidas, caminhão a 15 km/h na subida, quase sem pontos de ultrapassagem, perde-se muito tempo. Saindo de Delfim Moreira, pegamos a MG-350 para Marmelópolis. É uma estradinha muito legal, no meio da serra, com muitas curvas, subidas bem íngremes, curvas bem fechadas, visual muito bonito o tempo todo. Estrada em bom estado de conservação com um bom trecho de asfalto novinho. Em alguns pontos chega-se a 1.700 m de altitude. É mais um caminho para ser feito durante o dia, com calma, curtindo a paisagem. Em Marmelópolis, basta seguir as placas (tem muitas) para a Pousada e Camping Maeda, que foi onde ficamos e vou falar no próximo post. Aqui os prints das rotas comentadas acima.

    #64073

    O lugar lindo…. Cara… Adoro seus relatos.. Mais mais mais……

    Marcos Pivari - CEO e Editor do MaCamp

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