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Responder a: Patagonia 2016: Expedição MaCamp de Trailer.

#89729 Resposta
Capt.A330
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Participante

Buenas; muito obrigado Pelagio, Rodrigo, Junior,Hedwig (grato pela tua lealdade e caráter), Newton, Davi, Jairo, pelas Vossas considerações, e especialmente para Carlos R. Freitas, no post anterior, que me alentam a continuar com o relato.
Também sou agradecido ao Marcos, pelo seu apoio incondicional, e vamos à continuação do relato:

Sábado 16/01/2016.

Acordamos cedinho, com o sol aparecendo no horizonte, e nos preparamos para a viagem, após um rápido café da manhã…gente, eu não tomo quase nada de café, más como é bom o aroma de café recém feito no Guanaquito logo de manhã…a gente sente, interna e externamente, que está de verdade na estrada.
Paramos para abastecer num posto BR pouco antes de chegar em Flor da Serra do Sul, e seria a última vez que completaríamos os tanques no Brasil até o retorno, o que nos permitia poupar um pouco, já que o diesel custava pouco menos de R$ 4 na Argentina (o S10), sendo que na Patagonia, começando em El Bolsón, se aproximaria dos R$ 3,10 em media que pagamos por aqui.
Com os tanques cheios da Amarok e das Frontier, percorremos os poucos km faltantes para a fronteira entre Brasil e Argentina, em Dionísio Cerqueira-SC, Barracão-PR, e Bernardo de Irigoyen, Provincia de Misiones, Argentina, para chegar na divisa dos dois países.
Como não podia deixar de ser, pelo fato de ser Sábado, a fronteira estava movimentada, especialmente por carros brasileiros indo fazer compras na cidade vizinha, já que em alguns items, como o vinho, por exemplo, os preços caem pela metade; lembrando, a quota por pessoa adulta é de 12 litros per cápita, ou seja, 16 garrafas de 750 ml por cabeça, para se ater rigorosamente na lei. E aqui começam os problemas de espaço ocupado por um comboio de 3 Trailers e seus rebocadores: o lugar de parada antes da alfandega argentina, não é grande (do lado brasileiro é muito menor ainda!), e isto era um dos problemas que tive que pensar antes, e claro, tivemos que nos espremer os 3 num espaço que não incomodasse os carros que formavam fila entrando no país vizinho.
Espremi o Guanaquito do lado de um ônibus de turismo, com Thomas atrás e de lado, e Polini fechando a fila, quase sem espaço para sair da fileira de carros entrando em Bernardo de Irigoyen; papelada feita, após uma leve demora, e o motorista do ônibus de turismo foi muito gentil em deslocar o bus alguns metros, para poder passar com o Guanaquito…não foi fácil! Bem, Thomas se esgueirou atras do Guanaco, e Polini passou direto, em função de ele estar melhor posicionado em relação ao bus.
Fizeram a revista do comboio, e fomos para um supermercado que tem um estacionamento grande o suficiente para estacionar os 3 (me lembrava dele de viagens anteriores), para trocar dinheiro, comprar os “chips” de telefone da Claro de Argentina, e comprar alguns quitutes e algumas (poucas) garrafas de Navarro Correa Malbec, que ninguém é de ferro!
No mercado não tinham chips de tel. para vender, e enquanto as meninas faziam compras, lá vamos Polini, Thomas e eu a buscar os chips numa outra loja, que acabou ficando distante várias quadras, e com aquele sol, e as andadas, cansou…tudo porque não tivemos coragem de desengatar uma camionete…teria sido bem melhor…aprendendo mais uma!
Logo estávamos na estrada, e a sequencia era a seguinte: Guanaquito na frente, por conhecer o caminho, Bagualito no centro, cuidando de fim e do inicio da fila, e Papa-leguas na retaguardia, por ser o conjunto de melhor relação peso-potencia, o que eventualmente permitiria ele acelerar e chegar rapidamente ao frente do comboio, caso precisase avisar sobre algum problema com ele ou os outros Trailers.
Paramos para almoçar de lado dum deposito de bebidas no qual pedí permissão para a proprietária autorizar parar lá, o que me foi gentilmente concedido, e que tem uma fileira de arvores que dava um pouco de sombra, caso alguém quisesse almoçar fora do Trailer, e num lugar seguro, distante varios metros da estrada, como segurança.
Após a refeição, continuamos a viagem com algumas poucas paradas para verificar rodas, freios e comboio em geral, alem dos “bio-break”, como meu Irmãozinho Meigo diz…e continuamos pela estrada de terra vermelha, que vai se diluindo aos poucos, na medida que o comboio avanzada raudo para o Sur (Sul); passamos por Governador Virasoro, que sendo uma das poucas cidades que a estrada passa por dentro da mesma, nos fez perder um pouco de tempo, más nada demais, e logo, estávamos cruzando a divisa da Provincia de Misiones, que ficava para atrás, e ingresamos na Provincia de Corrientes.
De tarde, por volta das 19 hrs., com sol ainda alto pois tínhamos ganho uma hora na passagem da fronteira, chegamos no lugar previsto para pernoite, no Aeroclub de Santo Tomé, lugar que já me conhecem e que como uma excepção, me permitem ficar, já faz anos; o lugar agradou Thomas e Polini (sempre que falo deles, estão, obviamente, incluidas as respectivas familias), por ter bastante espaço, luz, agua e segurança, aproveitando para conferir o estado mecânico do comboio em geral, e assim, instalamos o acampamento, preparando o jantar, após um refrescante e desejado banho, agradecendo ao Papai do Céu pelo chuveiro gostoso do Guanaquito; imagino que seria o mesmo com Polini e Thomas, já que eles também tem box separado nos seus Trailers…eu me viro sem problemas, afinal sou Campista desde criança, acostumado a tomar banho de rio ou de lago (por vezes, aguas geladas!), más para as meninas, isto, o chuveiro separado, faz toda à diferença, nas suas proprias palavras…como diria o Meigo, “frescuras de madame…”) Brincadeirinha, meninas, brincadeirinha…
Bem, vamos às fotos, que são todas neste dia tiradas por nossa querida Isabella, pelo que sou muito grato, já que eu estava tão envolvido com o decorrer da viagem, que mal tive tempo para registrar todo:

De manhã cedinho, prontos para partir:

Admirando o bagageiro aerodinâmico que Polini instalou na Frontier; practico e eficiente.

“On the road again”, como diria o tio Willy https://www.youtube.com/watch?v=NvwojnLeMH4&nohtml5=False

Abastecendo no posto Rio Verde, perto de Flor da Serra do Sul.

Chegando na fronteira; só 1434 km para Baires!

A divisa; tive que enfiar o Guanaquito à direita do bus, pasando “lambendo” o Cruze prata…afff, estou velho para tirar essas “finas”…!

É por lá mesmo, onde vai o bus, que temos que passar com o comboio…aviso aos navegantes (ou rodantes): fim de semana, cuidado, transito pesado e pouco espaço…feriados, esqueça!

Lugar da parada para o almoço…e antes de que comentem, essa agua vertendo é saída de aguas grises, aquela da pia e de lavar as mãos, não o pinicão…e ainda por cima, estou regando o belo gramado…

Lugar bom de parar…o difícil para mim foi, dentre outras coisas, escolher lugar com tamanho suficiente (por volta de 40 mts ao menos), para caber o comboio completo.

Cadeira do Thomas pronta para o descanso…

Chegando no local de pernoite…pouco mais das 19 hrs, e o sol alto ainda.

Local de pernoite.

Os vizinhos, namorando…

Ajeitando o Acampamento.

Hora do chimarrão.

Belíssima foto do sol se pondo.

Final do entardecer, com a ultima claridade refletindo na Frontier e no Papa-leguas; belíssima foto de Isabella.

Fantástica foto da lua vista desde nosso Acampamento.

Repito, TODAS as fotos que ilustram este relato do dia 16/01/16, foram tomadas por Isabella.
Meu agradecimento, e meus parabéns pelas belezas retratadas com maestria!

Continua…

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