Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015

Visualizando 10 posts - 41 até 50 (de 86 do total)
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  • #64618
    Junior ABC
    Participante

    Roger, seu roteiro está fantástico, muita coisa bacana de se ver, e como disse o Ale, o legal de seus relatos e justamente o fato de fugir do trivial!!! sensacional abs

    #64622

    sempre a bordo…e sempre um deleite…segue a barca…

    #64629
    Roger Formiga
    Participante

    Caros, uma curiosidade nessa balsa, ela tem duas pás laterais traseiras. Neste pequeno vídeo dá para ver o funcionamento: http://stonesoft.com.br/formiga/videos/balsa.flv Aqui o roteiro do trecho Carrancas – Tiradentes pelo caminho antigo da E.R. [attachment=7620]

    #64654
    Rosa-RJ
    Participante

    Oi Roger, Parabéns a você e sua esposa. Felicidades para o casal sempre. É difícil encontrar pessoas na idade de vocês que curtem sair por aí na simplicidade. Para muitos isso é loucura é coisa de mochileiros. Eu mesma, ouço isso de amigos que não curtem, dizem que sou maluca, aventureira. Ate´mesmo por viajar sozinha. Eu acampei no Pantanal Norte e na Chapada dos Guimarães. Todos sabem q o Pantanal é $$$$. O camping facilitou meu sonho. Amei tudo lá. Que Deus abençõe vocês. Agora já sei, quando quiser dicas de camping em MG, pergunto à vocês.

    #64668
    Roger Formiga
    Participante

    Olá Rosa, obrigado pelos comentários. Dos antigos camaradas de camping, nenhum mais acampa e poucos viajam. Pantanal está na nossa lista, vou te pedir dicas de camping quando formos prá lá. []s

    #64741
    Roger Formiga
    Participante

    Tiradentes e São João Del Rei Conforme falei no post anterior, ficamos no Camping Tiradentes. A avaliação desse camping já fiz anteriormente e está aqui: http://www.portal.macamp.com.br/forum/showthread.php?tid=6074 Realmente foi um dos melhores campings que ficamos em todo o tour, quanto à estrutura. A única observação negativa, uma obra na área, com muito movimento de caminhões, máquinas e barulho o dia todo. [attachment=7632] Tiradentes nós já havíamos visitado em 2013, porém naquela ocasião tivemos a infelicidade de chegar na cidade quando estava ocorrendo um dos eventos que mais atrai turistas, o Festival Gastronômico e a cidade estava literalmente entupida de gente, mal deu para fotografar alguma coisa. Desta vez, tivemos o cuidado de verificar antes de ir os eventos na cidade para evitar chegar em dia que tivesse qualquer atividade fora do normal. Já aconteceu isso conosco várias vezes, de não verificar o que está programado para a cidade e chegar em dia de aniversário da cidade, com tudo fechado. A terça-feira, 29 de setembro, amanheceu chovendo, mais para chuvisco do que chuva de verdade. Foi bom que refrescou pois os dias anteriores estavam muito quentes. Programamos para esse dia então um passeio a tarde pela centro histórico. O centro histórico de Tiradentes tem o casario colonial muito bem conservado. A maior parte das construções são de apenas um pavimento, ruas com o calçamento original, péssimas para andar de carro. Como a cidade estava apenas com os moradores e poucos turistas, e ainda com o chuvisco intermitente, foi ótimo para passear por toda cidade, deu para fotografar a vontade. A cidade é realmente muito bonita, limpa, bem preservada, tranquila. Seguem algumas fotos do centro histórico. [attachment=7633] [attachment=7634] [attachment=7635] [attachment=7636] [attachment=7637] [attachment=7638] [attachment=7639] [attachment=7640] [attachment=7641] [attachment=7642] Voltamos para o camping e como estava friozinho chuviscando, a Esmeralda preparou um pão de queijo para o lanche da tarde, feito com o queijo parmesão de Itamonte. [attachment=7643] Este o forninho que inventamos, que mais tarde falo dele. [attachment=7644] [hr] A quarta-feira dia 30 de setembro, continuou chuviscando. Tínhamos preparado para esse dia, uma caminhada na Serra de São José, que é a serra que circunda Tiradentes. Lá pelo meio do dia, a chuva deu um tempo então fomos para a caminhada. Do camping até a serra fomos de carro, estacionamos e pegamos a trilha. [attachment=7645] O começo da trilha está em péssimo estado de conservação, com muita erosão devido a água da chuva que formou caminho pelo meio da trilha. Percebe-se que já tem bastante tempo que não há manutenção na trilha, onde havia madeira para contenção da erosão está caída, etc. Além disso no fim de semana anterior tinha havido em Tiradentes uma etapa do xTerra Estrada Real, e a trilha estava com bastante lixo deixado pelos competidores. Depois da subida inicial em terra, quando se chega no primeiro platô, vem um trecho onde ainda tem o calçamento original, chamado Calçada dos Escravos, como se vê nas fotos abaixo. [attachment=7646] [attachment=7647] Continuamos na trilha até que o tempo começou a fechar novamente e voltou a chuviscar. [attachment=7648] [attachment=7649] [attachment=7650] [attachment=7651] Voltamos então para o carro e fomos para São João Del Rei. São João Del Rei, fica ao lado de Tiradentes, no meio entre elas tem a cidade de Santa Cruz de Minas que se destaca pela produção de móveis artesanais. São João Del Rei já conhecíamos muito bem, pois na ocasião anterior, com Tiradentes lotada, passamos a maior parte dos dias em São João, ocasião que visitamos todos os museus, todas as igrejas enfim, fizemos uma imersão na cidade. [attachment=7652] Desta vez fizemos um passeio rápido, mais para matar as saudades. São João foi sempre maior e mais rica que Tiradentes. As igrejas de São João são muito bonitas, com a decoração interna espetacular, muito ouro e muito detalhe para ser observado. O centro histórico está bem preservado, aqui se nota já o casario em dois pavimentos, com o andar de baixo para comércio e o superior era moradia. [attachment=7653] A igrejas são a principal obra de arte, característica do barroco brasileiro, riquíssimas em detalhes. [attachment=7654] Igreja das Mercês [attachment=7655] Igreja de N. Sra. do Carmo [attachment=7656] Igreja Matriz N.Sra. do Pilar [attachment=7657] Igreja de N. Sra. do Rosário (dos escravos) Durante nosso passeio por S. João, voltou a chover um pouco mais forte, então tivemos que voltar para o camping. [attachment=7659] Quinta-feira primeiro de outubro. Amanheceu sem chuva, que ótimo, pois era dia de desmontar acampamento e pegar estrada. [attachment=7658] Esperamos o sol sair mais forte para secar as barracas, carregamos o X-12 com a tralha toda fomos embora. [attachment=7660] O destino agora era Ouro Preto. Para cortar caminho, saímos por dentro de Tiradentes, atravessando Santa Cruz de Minas até a BR-383 Desta vez não passamos pelo vilarejo de Bichinho no caminho para Prados pois ia aumentar bastante o caminho. Recomendo para quem for com tempo, fazer o percurso de Tiradentes a Prados passando por Bichinho. Bichinho é um vilarejo de artesãos, tem muita coisa bonita para ser vista e comprada. O caminho é em parte no calçamento antigo da Estrada Real e em parte em terra. Vale a pena conhecer. [attachment=7661]

    #64742
    Paulo Rogério
    Participante

    Roger, Fiquei encantado com essas cidades! Fico feliz em saber que nas entranhas do nosso BRASIL tem lugares maravilhosos e que merecem ser conhecidos! Abraços, Paulo Rogério

    #64751

    Impressionante como esse camping Tiradentes arranca elogios (nem preciso citar a cidade), alguns amigos já estiveram ai e sempre enaltecendo a amistosa recepção e acolhida dos donos…torcer pra permanecer de fato, parece ser o único na região e de porte agradável, mais uma vez show de bola Roger! Que venha Ouro…no aguardo…abs

    #64756
    Roger Formiga
    Participante

    Então Alexandre se algum dia eu for construir um camping, esse serve de modelo certamente. Paulo, no interior do BR tem muito lugar bonito e interessante, mas a divulgação é muito pequena. O turismo interno no BR poderia ser muito maior do que é, e muitos brasileiros preferem ir para o exterior sem conhecer o próprio país. As estradas nos últimos anos melhoraram consideravelmente mas ainda são precárias as opções de hospedagem e alimentação. []´s

    #64840
    Roger Formiga
    Participante

    Ouro Preto Em primeiro de outubro, saímos de Tiradentes com destino a Ouro Preto. O caminho foi a BR-383 até a BR-040 um pedacinho nela até a saída para Ouro Branco. Paramos em Ouro Branco para fazer compras em um hipermercado que tem logo na entrada, vale a pena os preços são bons. Fomos até o centro conhecer, mas não vale a pena. O “centro histórico” se resume a uma igreja e duas casas. Nada foi preservado. Seguimos pela MG-129 que liga Ouro Branco a Ouro Preto, que é uma estradinha muito legal. Asfalto bom, bem sinalizada, pouco trânsito, proibido a caminhões. Muitas curvas, atravessa a Serra de Ouro Branco onde paramos para curtir o visual no mirante. No caminho tem várias pontes todas em pedra, que estão desativadas e preservadas somente para visita. Mais adiante vem a Serra de Itatiaia, não confundir com a Itatiaia da Mantiqueira que é outro lugar. Essa serra tem uns penhascos impressionantes, belas formações rochosas. Infelizmente não parei para fotografar pois pensava em voltar no dia seguinte com mais calma. [attachment=7698] A nossa intenção era ficar na Chapada no camping do Chará. Fomos até lá mas havia um problema: nada de sinal de celular, nada nada. Naqueles dias precisaríamos de internet para trabalhar. [attachment=7697] [attachment=7696] Então optamos por seguir para Ouro Preto e ficar no CCB. Chegamos em Ouro Preto já estava anoitecendo. Vamos procurar o CCB que conforme o endereço que consta no guia e no site do CCB fica na BR-358 Estrada dos Inconfidentes. Vamos para um lado para outro e nada de achar o CCB. Tento ligar lá, ninguém atende, até que paramos em um bar e perguntando, nos informam que fica na estrada de acesso a Ouro Preto que sai da BR-358. Bem, perdemos tempo nessa busca. Chegamos no camping, pagamos duas diárias e montamos acampamento. A avaliação deste camping já fiz anteriormente e está aqui: http://portal.macamp.com.br/forum/showthread.php?tid=6075 O que foi estranho nessa primeira noite foram os gritos que saiam do presídio que fica bem nos fundos do camping. Eram gritos de pessoas se comunicando, não dava para entender nenhuma palavra e naquela escuridão soava meio tenebroso. [attachment=7699] Sexta, 2 de outubro, fomos conhecer o Parque Estadual do Itacolomi. É um parque muito bem cuidado, onde tem várias trilhas para caminhadas, sendo a principal para o topo da serra até a Pedra do Itacolomi (pedra menino) . [attachment=7705] O marco 001 da Estrada Real fica no parque. Existe também um museu do chá. Na região houve antigamente plantação de chá (o chá preto) e ali estão expostos os equipamentos de beneficiamento e industrialização do chá, bem como fotos e outros detalhes dessa parte da história de Ouro Preto. [attachment=7701] [attachment=7704] Resolvemos fazer a trilha para o Itacolomi. Andamos uns 3km até o primeiro mirante e o tempo estava fechando cada vez mais, com uma trovoada se aproximando. A partir daquele ponto a subida ia ficar mais puxada, e com o risco da chuva e raios, resolvemos voltar. [attachment=7702] [attachment=7703] De volta ao camping, preparamos a janta e passamos mais uma noite com os gritos dos presos . [attachment=7700] [hr] Sábado 3 de outubro, reservamos para passear no centro histórico de Ouro Preto. [attachment=7706] Já conhecíamos bem, da ida em 2013 quando visitamos todas igrejas, museus e outros atrativos. Então nesse dia optamos por passear por lugares onde não tínhamos ido antes. [attachment=7707] É sempre uma grande emoção caminhar por aquelas ladeiras cheias de história, belas construções, vistas muito bonitas. [attachment=7708] Foi um dia bem cansativo, pois o que desce de um lado tem que subir de outro e mais uma subida e outra descida e haja pernas. [attachment=7709] [attachment=7710] [attachment=7711] Estas casas abaixo parecem meio tortas, são mesmo. [attachment=7714] [attachment=7715] Em São João Del Rei tem umas assim também. [attachment=7716] [attachment=7717] [attachment=7718] [attachment=7714] [attachment=7713] [attachment=7712] Voltamos ao camping já no final da tarde e todos os demais campistas tinham-se ido. Quando chegamos na quinta haviam mais alguns campistas eram argentinos, uruguaios totalizando mais três grupos acampados. No sábado pela manhã um deles se foi, os demais enquanto estivemos fora. Já sabíamos por relatos e depois conversando com o Raimundo, o responsável pelo camping, que nas noites de sábado para domingo no bar em frente ao camping haveria um bailão com som muito alto, alto mesmo, que impossibilitava dormir. Mesmo assim tínhamos pensado em ficar nessa noite para sair no domingo pela manhã. Iríamos tentar dormir com protetores de ouvido. Mas quando chegamos e vimos que todos tinham ido embora, já estava anoitecendo, começando a gritaria do presídio, bem, repensamos o que fazer. Nós temos uma norma de evitar a todo custo viajar a noite. A noite não se aproveita a paisagem, a estrada sempre fica mais perigosa, qualquer problema, mesmo um pneu furado é sempre mais complicado resolver. Mas naquela circunstância resolvemos ir embora mesmo. A intenção era pousar em Sabará. Já tinha feito pesquisa anteriormente e Sabará não tem camping. Liguei para algumas pousadas, encontrei uma com bom preço e ficamos de ir para lá. Desmontamos o acampamento rapidinho. Com a prática de várias montagens/desmontagens, nós estávamos gastando uma hora para montar o acampamento e duas para desmontar. Desmontar sempre demora mais, tem que embalar tudo, limpar e colocar no carro de forma bem organizada. Nos despedimos do Raimundo e pegamos estrada a BR-356 sentido BH. Bem, as vezes a Lei de Murphy não falha, e dessa vez iríamos ter certeza disso. Segue em outro post.

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