O Camping do Rio Vermelho agora virou notícia das colunas policiais. Isso porque após mais um fechamento em dezembro do ano passado, sofre com o abandono, invasões e depredações de seus equipamentos. Depois que ficou em poder da FATMA, não é raro de se deparar com o camping fechado, principalmente precedendo a temporada de verão – data que o camping fica mais lotado. O órgão agora mudou de nome. De Fundação do Meio Ambiente, passa a ser denominado IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina). O Camping do Rio Vermelho, considerado um dos melhores do país, ainda não tem data para voltar a operar.

Após terminar mais um contrato de licitação de administração do Camping, diga-se de passagem dias antes da abertura da forte temporada do local, nada aconteceu. O IMA abriu processo licitatório, mas se meteu em um rolo que envolve uma associação quilombola do bairro do Rio Vermelho que teria tido prometida a administração do parque. Na novela entrou o Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública questionando o instituto na avaliação baixa da proposta da associação. Houve mais uma associação participante que acabou sendo vencedora. Enquanto o imbróglio persiste o IMA declara que o camping permanecerá fechado.

O Camping do Rio Vermelho existe há décadas, tendo sido nos anos 1970 gerenciado pelo Camping Clube do Brasil. Até final dos anos 2000 era administrado dela CIDASC e extremamente bem frequentado por famílias campistas de diversos lugares do Brasil. Nos últimos anos, após ter passado o poder do Parque Estadual à FATMA (hoje IMA) passou por diversos fechamentos e tendo como destaque a administração da CEPAGRO que não só gerenciou o camping, passando a funcionar o ano todo, como também desenvolvendo programas de sustentabilidade e educação ambiental para estudantes, comunidade e até mesmo aos campistas.

A área com acesso privado à praia por uma trilha em meio à mata contava com restaurante, bons banheiros, áreas de lava-pratos e roupas, quiosques de apoio, campo de futebol, área para barracas e RV’s, cozinha coletiva, churrasqueiras e chegou até mesmo a possuir lounge wifi, viveiro de mudas, reciclagem de lixo e horta orgânica comunitária. Aos campistas de alma resta a torcida para que o velho camping do Rio Vermelho volte à ativa.

 

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CEO e Editor do MaCamp | Campista de alma de nascimento e fomentador da prática e da filosofia. Arquiteto por formação e pesquisador do campismo brasileiro por paixão. Fundador do Portal MaCamp Campismo sonha em ajudar a desenvolver no país a prática de camping nômade e de caravanismo explorando com consciência o incrível POTENCIAL natural e climático brasileiro. "O campismo naturaliza o ser humano e ajuda a integrá-lo com a natureza."

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