Roger Formiga

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  • em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #52259
    Roger Formiga
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    Quarta-feira, 23 de setembro, amanheceu mais um belo dia de sol. [attachment=7442] Preparamos o café da manhã, o lanche para o dia, desmontamos acampamento, nos despedimos do Sr. Izaque e esposa e saímos com destino a Aiuruoca. [attachment=7449] Quando econtrei o José Pedro (do X-12 verde) em Marmelópolis, ele me recomendou ir para Aiuruoca passando por Alagoa, que seria um caminho muito bonito. Eu já tinha essa intenção, foi mais um reforço. O Sr. Izaque do Camping dos Lírios também confirmou e recomendou ir direto pela estrada de terra sem voltar pelo asfalto. [attachment=7444] Foi o que fizemos. A estrada continuava bem off-road, com muita pedra solta, descidas e subidas bem íngremes, muita curva fechada. [attachment=7445] Atravessamos um trecho da Mantiqueira com vales muito profundos, muito verdes, muito bonitos. [attachment=7439] Este foi um trecho muito legal mesmo, bem off-road, trecho que com chuva deve ficar muito complicado de se fazer. [attachment=7440] Quando chegamos na estrada que liga Itamonte a Alagoa, alguns trechos estavam em obras outros em terra com muita poeira e mais próximo de Alagoa com asfalto. [attachment=7447] [attachment=7448] Paramos em Alagoa para comprar mantimentos. Alagoa é uma cidade bem pequena, conhecida pela produção de queijo parmesão. [attachment=7438] Nas pesquisas sobre campings em Aiuruoca, inclusive no guia MaCamp, encontramos vários campings, um deles, o Morro do Sol, entre Alagoa e Aiuruoca. Como estava no nosso caminho, fomos direto para lá. Chegando no povoado de Campina, onde deveria ter uma placa de indicação do camping, não havia. [attachment=7441] Então fui procurar mais informações encontrei o motorista do ônibus escolar. Perguntei sobre o camping e não conhecia, mas perguntou a outros moradores que disseram não existir mas que era em um caminho ali perto e me indicaram o caminho. Fomos para lá. A estradinha de acesso era subindo a serra. Fomos subindo e essa estrada ficando cada vez mais estreita, esburacada e virando trilha. Bem, pelas indicações que tinha no site do Morro do Sol, o acesso era para 4×4,então até ai normal, vamos subindo. Mas um pouco mais adiante, a trilha foi-se fechando mais, com galhos no meio do caminho, sem qualquer marca de que algum veículo tivesse passado por ali há um bom tempo. Parei num ponto onde estava mais largo e conseguiria manobrar para voltar, pois seria arriscado continuar subindo e chegar em algum lugar sem saída e sem retorno, tendo que voltar de ré. Voltamos para a estrada sentido Aiuruoca. Essa estrada, saindo de Alagoa, é toda em terra,mas é bem larga e a terra bem batida e plana, dá para andar bem rápido. Vários quilômetros a frente, chegamos na estrada para o Vale do Matutu, onde tinha indicação de outro camping, O Panorâmico. Já estava quase noite quando pegamos essa estrada. Ela contorna o Pico do Papagaio, bela formação rochosa da região. [attachment=7446] Quando chegamos no camping, já estava bem escuro. Fomos recebidos pelo proprietário que foi logo se desculpando, que não esperava ninguém para acampar naqueles dias e que só ia cortar a grama para o feriado (12 de outubro). Realmente a grama estava bem alta, quase mato mesmo, mas mesmo assim ao menos para passar a noite quisemos ver a estrutura do camping. Ele vai mostrar os banheiros, não consegue acender as luzes, funcionava outro dia, disse ele. Deu para perceber que é um camping que funciona só em determinadas épocas do ano. Então desistimos de ficar lá. Como já era bem tarde, fomos procurar uma pousada por ali mesmo, que existem várias. Na primeira, fechada e ninguém para atender, na próxima, idem, na terceira também. Até que na quarta pousada que chegamos, apareceu o proprietário dizendo que normalmente atende, mas que naquela noite não poderia nos atender pois havia morrido uma pessoa da comunidade e todos estavam indo para o velório e que talvez por isso mesmo não havia ninguém nas demais. Certo, então perguntei por campings, disse que somente havia O Panorâmico, em Aiuruoca não havia mais nenhum mas que na cidade havia hotel. [attachment=7443] Ok, voltamos então para a estrada seguindo para Aiuruoca. Num ponto onde havia sinal de celular, tentei ligar para os outros campings que tinha na lista: Alquimia, Mateuzinho, Casemiro, ninguém atendia. Chegamos na cidade, vamos ao hotel, lotado. Ops, vamos procurar outro. Rodamos um pouco mais, já saindo da cidade, encontramos a Pousada Pico do Papagaio, bem simples, mas funcionando. Ficamos para dormir. Como nesse dia tínhamos como certo chegar em um camping,não paramos para fazer almoço, apenas lanchamos. Improvisamos então a janta na pousada, com os alimentos comprados em Alagoa, queijo fresco, manteiga, frutas e nosso pão caseiro. Já que falei do nosso pão caseiro, no final vou fazer um post sobre como fazer pão caseiro no camping com forno adaptado numa panela. Rota do dia [attachment=7450] [attachment=7451] (continua…)[hr] Quinta, 24 de setembro. Tomamos o café da manhã na pousada, também um café básico. [attachment=7459] Aproveitei para ligar novamente para os números que tinha de campings: Morro do Sol,número não existe; Mateuzinho, morreu há 12 anos e agora é só pousada; Alquimia não atendeu, só muito depois, procurando na web com mais atenção, descobri que esse camping está em funcionamento. [attachment=7453] Fomos para estrada caminho para Carrancas. A intenção desta vez era pegar o caminho antigo da Estrada Real saindo de Cruzília. [attachment=7456] Quando fomos em 2013, pegamos o caminho antigo saindo de Minduri até a Fazenda Traituba. [attachment=7457] Este trecho do caminho é todo em terra, estrada boa, terra batida, muita poeira, paisagens bonitas. [attachment=7458] Paramos no meio do caminho em uma sombra para fazer o almoço. [attachment=7454] Antes de chegar em Carrancas, pegamos um desvio para conhecer a Estação de Carrancas, vilarejo onde já existiu uma estação de trem. [attachment=7455] Fomos então para Carrancas, para ficar no camping Sossego do Jeca. Antes de sair de Aiuruoca, havia ligado lá para me certificar que o camping estava funcionando. O proprietário garantiu que sim então disse-lhe que estava indo e que deveria chegar no meio da tarde. Ao chegar no camping, decepção. É um terreno pequeno no meio da cidade. O gramado estava mato alto, tinha entulho, trator estacionado e ninguém para atender. Além disso, tem umas coberturas de sombrite para proteção do sol e outras coberturas em palha, que na verdade deixa tudo bem feio. Desistimos desse e fomos procurar outro. Nos informaram do Camping da Ponte. Fomos para lá. Chegamos e não tinha ninguém para atender. Abri o guia MaCamp peguei o n.o do telefone e liguei. Fui atendido pela D. Roseli, que disse que poderíamos ir montando acampamento e que já estaria indo alguém lá nos atender. Realmente em poucos minutos chegou o Sr. Osvaldo, marido da D. Roseli que são os proprietários. Escolhemos um bom lugar e montamos acampamento. Nesse camping os veículos devem ficar numa área de estacionamento, não podem ficar ao lado da barraca na área de camping, então escolhemos um lugar na divisa entre a área do camping e o estacionamento para o carro ficar perto, pois isso facilita demais. A análise desse camping eu já fiz no fórum e está aqui: http://www.portal.macamp.com.br/forum/showthread.php?tid=6073 O restante do dia foi para preparar a janta e curtir a noite. Aqui a rota deste dia: [attachment=7452] No próximo post, vou falar de Carrancas.

    em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #64265
    Roger Formiga
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    Henrique, na Chapada eu conheci o camping do Chará que tem aqui no guia mas não fiquei lá. Tem um tópico rolando aqui no forum sobre ele. Bruno, obrigado pelos comentários. []´s

    em resposta a: Férias Portugal e Espanha Julho 2009 #64237
    Roger Formiga
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    Muito bom, belas fotos. Espero um dia poder fazer um roteiro desses, tenho família enorme no norte de Portugal. Aqui no BR te recomendo MUITO acampar nas praias entre Ubatuba e Parati.

    em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #64233
    Roger Formiga
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    Sim Alexandre foi um dos lugares mais fantásticos. O céu diurno e noturno. O clima frio e ótimo para caminhadas. As formações rochosas. O silêncio…. O silêncio no alto dessas montanhas é marcante. A sensação de isolamento, distâncias enormes.

    em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #64205
    Roger Formiga
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    Itamonte e Itatiaia No domingo de sol, 20 de setembro pegamos estrada novamente, de volta ao tour, após a pausa pelas chuvas. Foi um esticão direto, Airton Senna, Carvalho Pinto, Dutra até Eng. Passos (RJ) onde pegamos a BR-354 para subir a serra. Aí é que começa a parte legal da viagem, estrada boa, muita curva, paisagem de mais de bonita, trânsito tranquilo. No alto da serra, na divisa RJ / MG tem a saída para o Parque Nacional do Itatiaia – parte alta. [attachment=7365] Já há vários anos que gostaria de conhecer esse parque, mas nunca deu para programar. A parte baixa, Visconde de Mauá e região já havia visitado há uns 30 anos. Na subida da serra dá para ver ao longe a imponência das Agulhas Negras. [attachment=7364] O ponto onde sai a estrada para a parte alta do parque fica bem na divisa RJ/MG num lugar chamado Garganta do Registro. [attachment=7366] [attachment=7367] O destino nesse dia era o Camping Vale dos Lírios que é o mais próximo do parque. O camping no interior do parque está desativado. O caminho para o Vale dos Lírios, sai da estrada de acesso ao parque, e é um caminho bem off-road, muita pedra solta, descidas íngremes, erosões. Automóveis de passeio certamente têm dificuldades nesse caminho. Chegamos no camping, montamos acampamento e logo terminou o dia. [attachment=7368] A avaliação que fiz sobre este camping, está aqui: http://www.portal.macamp.com.br/forum/showthread.php?tid=6072 Dia seguinte, segunda, vamos conhecer o parque. O caminho do camping até a portaria do parque tem 10 km, sendo boa parte no trecho off-road. A estrada de acesso ao parque é toda pavimentada com pedras e lajotas, dá para qualquer automóvel. [attachment=7380] A entrada no parque é paga e tem desconto conforme os dias que você queira visitar. Para dois dias, duas pessoas, pagamos R$ 30,80. De todos os parques Nacionais e Estaduais que já visitamos, esse foi o mais rigoroso no controle dos visitantes. Além dos dados de cada um, tem que ficar registrado qual o passeio que vai ser feito. Para cada passeio recebe-se uma braçadeira de uma cor diferente e com uma numeração de identificação. [attachment=7375] Para esse dia escolhemos um passeio curto, para o morro do Couto. Bem, pelas fotos a seguir, dá para ter uma idéia do visual do parque, muita rocha, pedras e mais pedras, céu tri-azul , o azul bem forte que se vê nas montanhas altas. [attachment=7373] A altitude é em todo parque acima de 2.000 m, então é sempre frio, mesmo com sol. Também devido a altitude a radiação ultra-violeta é bem alta. Nós usamos camisetas de micro-fibra com proteção UV 50 e levamos mas não foi preciso, abrigo corta-vento. Importante protetor solar, chapéu de abas largas e muita água. [attachment=7374] Os caminhos tem placas de indicação, dá para andar sem se preocupar em se perder desde que não saia das trilhas. [attachment=7378] A vegetação nessas altitudes é muito particular, interessante, flores muito bonitas, não se encontram em outros lugares. Algumas plantas só existem ali mesmo. [attachment=7371] [attachment=7372] [attachment=7379] [attachment=7376] [attachment=7377] [attachment=7369] [attachment=7370] A visitação se encerra as 17 horas e são bastante rígidos quanto a isso, havendo cobrança de multa para quem ultrapassar o horário. Voltamos ao camping para mais uma noite fria. [attachment=7381] De todo o tour, as noites em Itamonte foram as mais frias. O camping fica numa altitude de 1760m faz frio mesmo, mas o céu é muito bonito, estreladíssimo. Foi o céu mais estrelado de toda viagem. continua …[hr] continuando… Para conhecer bem a parte alta do Parque do Itatiaia, é necessário uns 3 dias. Cada dia um roteiro diferente com calma apreciando a paisagem. Como nosso roteiro previa apenas 2 dias, para o segundo dia escolhemos o roteiro das Prateleiras, ficando Agulhas Negras para outra vez que certamente voltaremos. [attachment=7403] O roteiro das Prateleiras é também muito bonito, formações rochosas interessantes, céu azul, ar frio e seco. [attachment=7391] Na sequencia vão várias fotos das formações mais curiosas. As fotos que disponibilizo, eu converto antes em 800×600 e coloco aqui a miniatura. Para ver maior, clique na imagem. Isso facilita quem navega em celulares e conexões de baixa qualidade. [attachment=7392] [attachment=7393] As fotos a seguir de um pequeno lago lembram muito paisagens andinas. Quando olhamos isto pela primeira vez, foi essa a impressão. [attachment=7394] [attachment=7395] [attachment=7396] [attachment=7397] [attachment=7398] [attachment=7399] [attachment=7400] [attachment=7401] [attachment=7402] [attachment=7404] [attachment=7405] [attachment=7406] Melhor época para visitar o parque, outono, inverno, começo da primavera. Não vá em época de chuvas. No inverno é muito frio, mas o céu tri-azul. No final do dia, voltamos ao camping, antes passando em um sítio que produzia queijo parmesão. O preço estava bom a R$ 15,00 /kg, aproveitamos. Mais uma noite gelada, céu muito estrelado. Quarta 23 de setembro. Mais um dia de deslocamento, caminho de Aiuruoca. Continuo depois em outro post.

    em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #64186
    Roger Formiga
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    Pois é Alexandre, dá um belo conjunto mesmo. A Arpenaz está na nossa lista de desejos, esperando alguma promoção da Decathlon . []´s

    em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #64184
    Roger Formiga
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    Olá Wagner, você vai de X-12 para o Chile? Estivemos em maio no Atacama, senti falta do X-12 para andar por lá. Eu tenho também um X-15 TR. Já acampei muito com ele, estou tentando reformar para umas viagens mais longas. A nossa barraquinha Coleman acabou-se, estamos pensando na Arpenaz Family 4.1 da Quechua. Os comentários sobre ela são bons. []´s

    em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #64116
    Roger Formiga
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    Marmelópolis Há muito tempo que eu pretendia rodar pelo meio da Serra da Mantiqueira, conhecer o interior da serra. Quando desistimos de ir para a Serra Catarinense e começamos a preparar o roteiro para Minas, a Esmeralda pesquisando em sites de montanhismo falou de Marmelópolis. Fui pesquisar e me interessei também, então colocamos no roteiro. [attachment=7313] Marmelópolis é uma cidade bem pequena, pouco mais de 3.000 habitantes, fica no meio da Serra da Mantiqueira no estado de Minas, próximo aos grandes picos como Marinzinho (2432m) e Marins (2422m). Chegando em Marmelópolis, fomos direto para o Camping Maeda, que tínhamos boas indicações e estava muito bem sinalizado o caminho para lá. Chegamos já tinha anoitecido, fomos recebidos pelo Sr. Maeda, um japonês com mais de 70 anos e disposição de 30. [attachment=7332] Montamos acampamento, fizemos a janta e curtimos o céu tri-estrelado da serra. [attachment=7316] Já fiz uma postagem específica sobre este camping que está aqui: http://www.portal.macamp.com.br/forum/showthread.php?tid=5972 No dia seguinte, 3 de setembro, quinta, fomos conhecer a cidade e fazer compras de alimentos. A cidade é realmente bem pequena, dois mercadinhos, uma quitanda, pouco comércio. Não é uma cidade com qualquer destaque histórico ou arquitetônico. [attachment=7314] Voltando ao camping, o Sr. Maeda nos apresentou o museu que ele mantém no local e nos forneceu os mapas para as caminhadas. Para todos os que se hospedam lá, no camping ou na pousada, ele entrega um folheto com informações das atrações na região, uma carta de apresentação dele com informações das diversas travessias e escaladas que ele fez e vários folhetos com os mapas detalhados para as caminhadas nas trilhas para montanhas e cachoeiras. [attachment=7315] Ele tem em uma sala um Museu do Montanhismo, onde estão expostos equipamentos que ele usou por 50 anos de montanhismo, tanto na Mantiqueira como em outras serras . Também tem álbuns de fotos das viagens, acampamentos, explorações. Montanhista é também campista, pois você só consegue fazer exploração de montanhas acampando. Então tem vários equipamentos de camping antigos também. [attachment=7329] O resto do dia passamos trabalhando no camping no nosso trabalho de programação. O sinal 3G da Vivo estava disponível e funcionando bem. Para o dia seguinte, sexta, programamos uma caminhada na serra, para a Pedra Montada e Marinzinho. [attachment=7327] Com o mapa das trilhas e as indicações ao longo do caminho, não tem como se perder ou ficar em dúvida por onde ir. [attachment=7322] A caminhada oferece vistas muito bonitas, o tempo estava bom com sol e céu bem azul. [attachment=7317] Chegamos na Pedra Montada facilmente, no caminho tem uma bica com água pura da montanha. [attachment=7324] Contornando a Pedra Montada, segue o caminho para o topo. Aí começa a subida mais puxada, serra acima. [attachment=7320] Chegamos no alto num ponto chamado Mirante São Pedro que já fica bem próximo a base do Marinzinho. [attachment=7321] A partir daí começa a subida maior. [attachment=7325] Avaliamos o tempo disponível e as nuvens no céu, optamos por não continuar, pois estava aumentado as nuvens e com isso não teríamos a vista do alto. [attachment=7319] Realmente, durante a volta, começou a chuviscar, não teria valido a pena subir o resto da serra. [attachment=7326] [attachment=7323] [attachment=7318] O sábado (5/setembro) começou com chuva. Aquela chuva típica de serra, que passa uma nuvem, chove, dá um tempo vem outra com chuva, mais um tempo e mais chuva. [attachment=7331] Então o que deu para fazer quando parou um pouco a chuva foi uma trilha pequena por algumas cachoeiras. [attachment=7328] As placas e sinalizações do Sr. Maeda: [attachment=7330] Ele passa uma parte dos dias fazendo placas. Em toda cidade e nas redondezas tem placas que ele fez, ou com indicações para a pousada e camping ou com indicações para os lugares ou ainda, como na foto acima, de advertência com buracos, arame farpado, etc. (continuo na próxima pois tem limite de 20 fotos por resposta) [hr] Continuando… Então, placas tem prá todo lado, ele se gaba disso, que ninguém se perde na região. [attachment=7350] Dia 6/setembro, domingo, continuou chovendo. O que deu para fazer nesse dia foram pequenas caminhadas, fui num sítio comprar ovos caipira, em outro mais distante comprar queijo. Tem um produtor local que faz queijo parmesão, excelente queijo vendido a R$ 17,00 por kg , preço bom. Durante essas caminhadas, encontrei o José Pedro que tem uma propriedade no local e estava com o seu Gurgel X-12. Como acontece nessas ocasiões, ficamos um tempão “trocando figurinhas” . [attachment=7352] O fim da tarde foi bonito, parou de chover e parecia que o tempo ia limpar. [attachment=7351] Segunda, sete de setembro, feriado, a chuva veio prá valer. Aí é que deu para avaliar a resistência do gazebo na chuva forte. Suportou bem, não deu goteira. Passamos o dia então dentro da tenda, trabalhando em nossos programas. E chuva forte, passava e voltava. Já fiz incontáveis acampamentos com chuva. Numa época antiga, quando não havia internet e as previsões era precárias, a gente ia acampar torcendo prá fazer sol. E muitas vezes chegava na praia, e só chovia, o fim de semana todo, o feriado prolongado e só chuva, passávamos dia e noite jogando baralho e comendo pipoca. Em algumas vezes, havia interdição de estrada com queda de barreiras (Rio-Santos várias vezes) e nem dava prá ir embora. Camping e chuva definitivamente não combinam. Quando programamos esta viagem, as previsões do tempo indicavam possibilidade de um dia de chuva apenas, 2 mm, e alguns dias nublados e só. Mas começou a chover na sexta, choveu sábado, domingo e segunda caiu o mundo. As previsões do tempo indicavam agora chuva por mais uma semana e chuva forte. Quando amanheceu terça ainda chovendo forte, resolvemos ir embora. Avaliamos as condições no resto do nosso roteiro, mas as chuvas estavam se deslocando para o interior de Minas, então para onde quer que fôssemos, teríamos chuva. Como não estávamos ainda muito longe de casa, resolvemos voltar para casa, esperar a chuva passar e depois sair novamente e foi o que fizemos. Fomos nos despedir do Sr. Maeda e esposa. No post que fiz sobre o camping, já falei sobre as salas abarrotadas de quadros com fotos dos visitantes. Aqui nestas quatro fotos dá para ter uma idéia. De todos os que vão lá acampar ou ficar na pousada ele tira fotos e enquadra, além de anotar no caderno os dados das pessoas. [attachment=7354] [attachment=7355] [attachment=7356] [attachment=7357] Assim saímos de Marmelópolis com a intenção de voltar outro dia. [attachment=7353] Na quarta dia 9/setembro, já em casa em São Lourenço da Serra, fez um belo dia de sol, céu bem azul. Desmontar acampamento com chuva é uma desgraça, tudo molhado, cheio de barro, uma meleca. Então o dia em casa foi de aproveitar o sol para lavar toda a tralha, secar tudo e deixar pronto para retomar estrada. Os dias em casa aproveitei para fazer uma manutenção no X-12, troquei o escapamento que tinha furado, adaptei melhor o suporte da água para a pia da cozinha e esperamos o tempo firmar. Saímos novamente no domingo dia 20 de setembro com destino a Itamonte MG para conhecer a parte alta do Parque Nacional de Itatiaia. No próximo post continuo.

    em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #64072
    Roger Formiga
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    Então aqui vai o primeiro relato detalhado do tour, trecho de São Francisco Xavier a Marmelópolis. Saímos de S. Lourenço da Serra no domingo dia 30 de agosto com destino a São Francisco Xavier. Optei por um caminho monótono mas mais rápido, Rodoanel, Airton Senna, Carvalho Pinto até São José dos Campos, onde pegamos a SP-50 para Monteiro Lobato. Essa estrada é muito bonita, a subida da serra, as curvas, paisagens para ir devagar curtindo. Fomos direto para o Camping Canto dos Pássaros que tinha boas referências aqui no guia.

    Já fiz anteriormente os comentários sobre o camping, que está aqui: http://www.portal.macamp.com.br/forum/showthread.php?tid=5971


    São Francisco Xavier é um distrito de São José dos Campos, mas parece uma típica cidade do interior, pacata, limpa, tranquila. Vale a pena conhecer e passear por lá.

    Dentre os atrativos existentes resolvemos conhecer o Pouso do Rochedo que é uma propriedade particular onde tem várias trilhas, um pico com trilha bem demarcada onde se chega a 1.500 m de altitude, algumas cachoeiras e outros atrativos como campo de futebol, piscina, parque para crianças, etc. Tem também chalés para hospedagem e restaurante. Cobram R$ 20,00 por pessoa e pode passar o dia por lá. Fizemos a subida do pico e a trilha das cachoeiras. Trilhas fáceis, mas a subida é bem puxada.


    No dia 1 de setembro deixamos S. Francisco e fomos para São Bento do Sapucaí, que já tinhamos dado uma passada uns anos atrás e interessava conhecer um pouco mais. E São Bento procuramos camping mas não encontramos nada perto da cidade, então a melhor opção foi uma hospedaria que alugava uma casinha de fundos, boa para fazer a janta e passar a noite.

    São Bento do Sapucaí é uma cidade bonita, bem cuidada, tudo limpo, muito tranquila, pessoas simpáticas.

    Dia seguinte demos mais uma volta por São Bento, subimos a serra que liga com Campos do Jordão onde tem várias cachoeiras, sendo a maior a do Toldi, uma baita queda bem alta. Essa estrada é bem íngreme, muitas curvas, visual bonito, tem-se a vista o tempo todo da Pedra do Baú, atração mais famosa de São Bento do Sapucaí. Minha intenção inicial era subir essa estradinha e pegar a BR-383 para Piranguçu, mas essa estrada é em terra e como tinha tido um probleminha no X-12 e não tinha certeza que estava resolvido não quis arriscar e dei uma volta maior, mas somente asfalto, passando por Paraisópolis, Brasópolis, Piranguinho, Itajubá. [Curiosidade: Pelo interior do BR determinadas cidades são cidades de tal ou qual especialidade. Piranguinho é a cidade do “Pé de moleque”. Em todo lugar tem venda de pé de moleque. Em Brasópolis existe um observatório astronômico num pico com pouco mais de 1.500m, mas não é aberto a visitação. ] Esse caminho até Itajubá é tranquilo, estradas boas, visual bonito, pouco trânsito. Já de Itajubá para Delfim Moreira, a estrada é boa, mas tem muito, muito, trânsito de caminhão. É região de serra, muitas subidas, caminhão a 15 km/h na subida, quase sem pontos de ultrapassagem, perde-se muito tempo. Saindo de Delfim Moreira, pegamos a MG-350 para Marmelópolis. É uma estradinha muito legal, no meio da serra, com muitas curvas, subidas bem íngremes, curvas bem fechadas, visual muito bonito o tempo todo. Estrada em bom estado de conservação com um bom trecho de asfalto novinho. Em alguns pontos chega-se a 1.700 m de altitude. É mais um caminho para ser feito durante o dia, com calma, curtindo a paisagem. Em Marmelópolis, basta seguir as placas (tem muitas) para a Pousada e Camping Maeda, que foi onde ficamos e vou falar no próximo post. Aqui os prints das rotas comentadas acima.

    em resposta a: Pelas Serras e Cidades Históricas de Minas Gerais -Out/Nov 2015 #64041
    Roger Formiga
    Participante

    André Conrado, o problema de Diamantina está sendo os pernilongos. Contate alguém de lá antes de ir ou o próprio camping. Alternativa boa, é ficar em Serro que é lá perto. Gostamos MUITO MAIS de Serro do que Diamantina. Em Serro tem campings mas não conheço, ficamos uma noite apenas e optamos por ficar numa pousada. André Americana, no X-12 se tirar o banco traseiro aumenta bem a capacidade de carga. O problema fica apenas no peso, que nas subidas de serra faz o carrinho andar bem lento mesmo, mas vai que vai. Alexandre, não parei até agora, não paro mais. O mundo é grande tenho muito o que conhecer ainda.

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